"Vou à Bahia porque, se alguém fez o impossível para eu sair do país, foi Dado Galvão. Desde que filmou uma entrevista comigo em Havana, ele tem sido incansável. Mesmo quando me faltava esperança, ele a mantinha" YOANI SÁNCHEZ - FOLHA DE SÃO PAULO

Como Cuba conquistou a Venezuela?


A enorme influência que Cuba conseguiu exercer na Venezuela é um dos acontecimentos geopolíticos mais surpreendentes e menos compreendidos do século XXI. A Venezuela é nove vezes maior que Cuba, tem o triplo de população e sua economia é quatro vezes maior. O país alberga as principais reservas de petróleo do mundo. No entanto, algumas funções cruciais do Estado venezuelano ou foram delegadas a servidores públicos cubanos ou são diretamente controladas por Havana. E isto, o regime cubano conquistou sem um só disparo.

Os motivos de Cuba são óbvios. A ajuda venezuelana é indispensável para evitar que sua economia colapse. Ter um governo em Caracas que mantenha dita ajuda é um objetivo vital do Estado cubano. E Cuba está há décadas acumulando experiência, conhecimentos e contatos que lhe permitem operar internacionalmente com grande eficácia e, quando é necessário, de maneira quase invisível. Desde seu início em 1959, uma prioridade da política exterior do regime cubano foi a criação de vastas redes de apoio a sua causa. Seus serviços de espionagem, sua diplomacia, propaganda, ajuda humanitária, intercâmbios juvenis, acadêmicos e culturais, e o apoio em outros países a ONG, intelectuais, jornalistas, meios de comunicação e grupos políticos afins foram pilares básicos de sua estratégia internacional. Isto o fazem todos os países, mas poucos tiveram a necessidade de lhe dar tanta prioridade e durante tanto tempo como Cuba. A sobrevivência econômica e política do regime dependeu de seu sucesso em ter aliados em outros países que, a sua vez, possam influenciar sobre seus governos em apoio à ilha. Na Venezuela isto não foi necessário, já que conseguiu penetrar diretamente no Governo. O fato indiscutível é que Cuba tem tanto a necessidade vital como a experiência e as instituições para moldar as decisões de seu rico vizinho petroleiro.

É bem conhecida a enorme ajuda petroleira que recebe a ilha da Venezuela. Também os investimentos e o apoio financeiro. Parte crescente das importações de Venezuela canalizam-se através de empresas cubanas. Há pouco revelou-se a existência de um enorme depósito de medicamentos expirados recentemente, que eram importados por uma empresa cubana: remédios supostamente adquiridos no mercado internacional a preço de custo, e revendidos a preço regular ao Governo de Caracas.

A relação vai além de subsídios e vantajosas oportunidades de negócios para a elite cubana. Como documentou Cristina Marcano, uma jornalista que pesquisou largamente este tema, os servidores públicos cubanos controlam as notaria públicas e os registros civis da Venezuela. Também supervisionam os sistemas informáticos da presidência, ministérios, programas sociais, policial e serviços de segurança, bem como a petroleira estatal PDVSA.

E depois está a cooperação militar. O ministro de Defesa de um país latino-americano me contou o seguinte: “Em uma reunião com oficiais de alta categoria da Venezuela, chegamos a vários acordos de cooperação e outros assuntos. Então três assessores, com inconfundível sotaque cubano, incorporaram-se à reunião e se dedicaram a mudar tudo o que acordava. Os generais venezuelanos estavam envergonhados, mas não disseram uma palavra. Estava claro que os cubanos levavam a batuta”.

Cuba paga tudo isto com pessoal e “serviços”. A Venezuela recebe de Cuba médicos e enfermeiras, treinadores esportivos, burocratas, pessoal de segurança, milícias e grupos paramilitares. “Temos mais de 30.000 cederristas [membros do Comitê de Defesa da Revolução de Cuba] na Venezuela”, dizia em 2007 Juan José Rabilero, nessa época coordenador dos comitês de Cuba.

Por que o Governo venezuelano permitiu esta intervenção estrangeira tão abusiva? A resposta é Hugo Chávez. Durante seus 14 anos na presidência, desfrutou de um poder absoluto graças ao controle que exercia sobre cada uma das instituições que poderiam ter imposto limites a ele ou exigido transparência, fossem os tribunais ou a Assembleia Legislativa. Também dispôs a seu desejo dos lucros petroleiros da Venezuela.

Deixar os cubanos entrarem foi uma das expressões mais contundentes desse poder absoluto.

Chávez tinha muitas razões para se arremessar nos braços de Fidel Castro. Admirava-o, e sentia por ele um profundo afeto e confiança. Fidel se tornou seu assessor pessoal, mentor político e script geoestratégico. Castro alimentou além disso a convicção de Chávez de que seus muitos inimigos —sobretudo os Estados Unidos e as elites locais— queriam o liquidar, e que não podia esperar de suas forças de segurança a proteção que precisava. Por outro lado, os cubanos sim eram confiáveis. Cuba também proporcionou toda uma engajada rede de ativistas, ONG e propagandistas que apoiaram a revolução bolivariana no exterior. Chávez também se queixava publicamente da inaptidão de seus altos servidores públicos. Nisto, também Cuba o ajudou, o dotando de servidores públicos com experiência na manipulação de um Estado cada vez mais centralizado.

O alcance da entrega de Chávez a Havana ilustra-o dramaticamente a forma em que manipulou o câncer que acabaria com sua vida: confiou só nos médicos que Castro lhe recomendou, e se tratou a maior parte do tempo em Havana, sob um manto de sigilo.

O sucessor de Chávez, Nicolás Maduro, aprofundou ainda mais a dependência venezuelana de Havana. Ante os protestos estudantis contra um regime a cada vez mais autoritário, o Governo respondeu com uma repressão brutal, que conta com os instrumentos e as táticas aperfeiçoadas pelo Estado policial que controla Cuba há demasiado tempo.

Fonte: MOISÉS NAÍM

Os EUA criaram o ‘twitter cubano’ na Costa Rica sem conhecimento do Governo


Uma casa próxima ao Estádio Nacional de futebol na capital da Costa Rica, no setor conhecido como La Sabana, foi o refúgio que usaram os Estados Unidos para o lançamento do sistema, considerado agora clandestino, de mensagens telefônicos que o país manteve ativo durante dois anos entre a população cubana para influir contra o Governo da Ilha. Isto não era sabido pelo Executivo da Costa Rica, que reagiu um tanto irritado através de seu ministro de Relações Exteriores, Enrique Castillo.

As autoridades da Costa Rica alegaram que a operação da sociedade Creade Costa Rica S. A., filial dela consultora Creative Associates Inc., foi ocultada. Com sede em Washington D. C., a Creade foi subcontratada pela agência de cooperação dos Estados Unidos (USAID) para executar o plano chamado Zunzuneo, como revelou nesta terça-feira uma reportagem do diário local La Nación.

A publicação mostra três documentos prévios a 2010 nos quais autoridades do Ministério de Relações Exteriores costarriquenho recusam os procedimentos propostos pela Embaixada dos Estados Unidos. “Poderia gerar uma situação politicamente inconveniente, já que caberia a interpretação de que se estaria violentando o princípio de não intervenção nos assuntos de outros países”, se lê em uma das respostas do ano de 2009, meses antes de que começassem as operações do chamado "twitter cubano" em 2010.

O "twitter cubano" é um sistema cuj desenvolvimento foi revelado pela agência Associated Press(AP). Promovido pela Agência Internacional dos Estados Unidos para o Desenvolvimento (USAID), esta rede de mensagens atingiu mais de 40.000 usuários entre 2010 e 2012, com a intenção de driblar os controles informativos e a Internet, e assim gerar dissidência no Governo de Raúl Castro, segundo a publicação de AP deste 4 de abril.

O que o chanceler Enrique Castillo não sabia era que esta rede de mensagens era operada no seu território. “Não podemos aprovar isso em nenhum caso. Isto não está bem” respondeu o ministro, que procurou não dizer que a Embaixada tenha ocultado a informação da Costa Rica. “Não usaria esse qualificativo. A Embaixada não tinha a obrigação de revelar o conteúdo do programa. Não é função do Ministério supervisionar o que fazem as embaixadas”, respondeu ao diário La Nación. Assim se referiu ao Programa de Intercâmbio Latinoamericano (PILHA), cujo objetivo oficial era aumentar a comunicação entre a sociedade cubana e a de outras nações da região.

A sede diplomática norte-americana nega ter ocultado informação e diz não conhecer as objeções emitidas na época pelo Ministério de Relações Exteriores da Costa Rica. “Temos comunicações internas que demonstram que membros da Embaixada informaram o Ministério sobre o programa”, rebateu um servidor público da sede diplomática, sem entrar em mais detalhes nem mostrar esses documentos.

A Costa Rica cobrou uma explicação à Embaixada, mas fontes diplomáticas em San José informam que agora, a duas semanas da transição do Governo costarriquenho, há poucas possibilidades de ir muito além na queixa contra os Estados Unidos, país com o qual possui uma velha tradição de cooperação política.

Fonte: El País

Senadores discutem após tucano chamar militantes do PCdoB de arruaceiros



A monotonia da Comissão de Relações Exteriores do Senado foi quebrada nesta quinta-feira por um bate-boca entre o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e a colega Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). O tucano disse que "arruaceiros" do PCdoB intimidaram a blogueira cubana Yoani Sánchez quando ela visitou o Brasil, no ano passado. A senadora se sentiu ofendida:"Não chame os militantes de arruaceiros. Não admito isso". Aloysio não se retratou: "A senhora não tem o direito de me censurar". Mas Vanessa achou que tinha: "Tenho o direito, sim. O senhor engula as suas palavras". Como Aloysio não se retratou e continuou usando o termo, a senadora anunciou que pediria verificação de quórum, o que impediria o prosseguimento da sessão, e ameaçou sair do plenário. Mas acabou recuando. A discussão aconteceu quando a comissão discutia um convite para a deputada venezuelana Maria Corina Machado, cassada por sua oposição ao regime do chavista Nicolás Maduro. O pedido foi aprovado. 

Médica cubana diz que fica na Câmara até sair decisão sobre asilo



DEM quer protocolar nesta quarta pedido de asilo para a médica.
Ramona Matos Rodriguez se abrigou no gabinete do partido na Câmara.

A médica cubana Ramona Matos Rodriguez, que veio ao Brasil para participar do programa Mais Médicos e buscou abrigo na liderança do DEM na Câmara, informou nesta quarta-feira (4) que vai ficar morando no local até que tenha uma resposta do governo brasileiro sobre a concessão de asilo político. O líder do DEM, Mendonça Filho (PE), afirmou que deverá protocolar o pedido no Ministério da Justiça nesta quarta (5).

O programa traz profissionais estrangeiros para atender pacientes do interior do país e de áreas carentes das grandes cidades. Ramona atuava em Parajá, no Pará. No último sábado (1º), ela partiu da cidade em direção a Brasília, após descobrir que os demais profissionais estrangeiros recebem R$ 10 mil pelo programa. Segundo ela, os cubanos recebem US$ 400 (cerca de R$ 965).

"Eu pretendo ficar aqui [no Brasil]. E pedi a proteção do deputado [Ronaldo Caiado, ex-líder do DEM], porque eu temo pela minha vida. Estou certa que se neste momento vou para Cuba, vou estar presa. Fui enganada pelo governo cubano", disse. Questionada se pretende permanecer no gabinete da liderança do DEM, a médica respondeu que sim. "Até que me deem uma resposta [sobre o asilo político]", completou.

O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), afirmou que o partido vai ajudar qualquer médico cubano que necessite de auxílio para pedido de asilo.

"Nós entramos em contato com o gabinete do ministro [da Justiça] José Eduardo Cardozo pedindo audiência, para que a gente possa apresentar a nossa preocupação com a médica cubana que está abrigada aqui. Ao mesmo tempo, a assessoria do DEM deve finalizar até o final da tarde de hoje a solicitação de asilo político dela no território brasileiro", disse Filho.

Mendonça Filho e Ronaldo Caiado têm reunião marcada para o início da tarde com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo. Eles vão conversar sobre a situação da cubana. Após a reunião, Cardozo deve passar a posição do ministério para a imprensa.

Esclarecimentos
Segundo o líder do DEM, o partido também vai solicitar ao Ministério da Justiça esclarecimentos sobre a suposta ida de agentes da Polícia Federal à casa da médica em Parajá, onde ela vivia com outras duas profissionais cubanas, após a fuga de Ramona.

Segundo a médica, a preocupação com a PF foi o motivo para ela ter buscado o auxílio do DEM, partido que fez forte oposição ao Mais Médicos no Congresso. "Uma amiga falou para mim que a Polícia Federal havia ido até a minha casa, e haviam rastreado a minha chamada telefônica, havia, feito entrevista com as pessoas que eu havia ligado, e que haviam falado que agora vinha me procurar. Eu fiquei com muito medo", disse.

Em entrevista coletiva, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo afirmou que a PF não procura Ramona nem foi à casa dela.

“Não existe a menor possibilidade legal de que isso tivesse ocorrido. A Polícia Federal não a está procurando, não a está investigando e não existe nenhuma interceptação legal de telefone. Isso, ainda que se algum policial o fez, foi em total situação de irregularidade”, disse. “Neste momento não há porque buscar algum abrigo ou uma situação qualquer de resguardo a esta pessoa. Ela não está sendo buscada pela Polícia Federal”, completou

Salário
Ramona também informou que, em Cuba, seu salário era de 573 pesos, aproximadamente US$ 35. No Brasil, os US$ 400 recebidos por Ramona são considerados insuficientes por ela devido aos custos para morar no país.

Ramona afirmou que chegou ao Brasil em dezembro. Na terça- feira, ela mostrou a jornalistas um contrato firmado com a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos, empresa que teria intermediado a vinda da médica ao país. No ano passado, quando os primeiros médicos cubanos chegaram ao Brasil, o governo brasileiro não divulgou o valor que cada profissional receberia pelo contrato feito com Cuba por intermédio da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

No lançamento do programa, o governo divulgou que o acordo com Cuba foi intermediado pela Opas, que receberia R$ 510 milhões por um semestre de serviços, repassando parte do dinheiro a Havana. Todos os demais profissionais contratados pelo Mais Medicos, brasileiros e estrangeiros, recebem bolsa de R$ 10 mil.

Conselho Federal de Medicina
Também nesta quarta (5) o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto D´Ávila, prestou apoio à médica.

“O CFM parabeniza essa cubana pela coragem de denunciar que fugiu e manifesta apoio a essa intercambisca cubana. Ela teve coragem de fugir e relatar o que está acontecendo. Clamo pelas autoridades que acolham essa mulher porque ela corre o risco de ser deportada para Cuba”, afirmou. “Essa mulher tem que ser protegida e quero apoiar o que ela fez.”

Fonte: G1

Dilma vai a Cuba inaugurar porto financiado com empréstimo sigiloso do BNDES



Depois de participar do Fórum Econômico Mundial na Suíça, a presidente Dilma Rousseff viaja neste fim de semana para Cuba, onde cumprirá uma agenda de eventos com países da América do Sul, Central e do Caribe. Entre os compromissos de Dilma na ilha caribenha está um encontro, na próxima segunda-feira, com o presidente cubano Raúl Castro. Na ocasião, Dilma e Castro irão inaugurar a primeira fase do Porto de Mariel. A obra conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de mais de US$ 500 milhões. O valor total do investimento do governo brasileiro em obras na ilha de Cuba, entretanto, dificilmente será totalmente conhecido, já que o Palácio do Planalto impôs sigilo completo às operações de empréstimos feitos pelo BNDES ao poder federal cubano. Em audiência realizada no Senado no final do ano passado, o senador Alvaro Dias questionou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, sobre o motivo de o governo ter imposto a tarja de sigilo a essas operações, e o dirigente, na ocasião, defendeu o caráter sigiloso dos empréstimos “por observância à legislação do país de destino do financiamento”. Após a fala de Coutinho, o senador Alvaro Dias rebateu os argumentos do presidente do BNDES e lhe deixou um questionamento: “então, deve o Brasil emprestar dinheiro nessas condições, atendendo às legislações dos países que tomam emprestado, à margem de nossa legislação de transparência absoluta na atividade pública?”. Como destacou o jornalista José Casado, do jornal “O Globo”, em artigo publicado alguns dias após a audiência, após a pergunta do senador Alvaro Dias, “o silêncio de Luciano Coutinho ecoou no plenário”. O jornalista, em seu artigo, concluiu afirmando que “o governo Dilma Rousseff avança entre segredos e embaraços nas relações com tiranos”. 

Em homenagem a Mandela, Obama e Raúl Castro se cumprimentam


Aperto de mão entre cubano e americano foi antes do discurso de Obama.
Funcionário americano disse que foi 'sinal'; site cubano celebrou iniciativa.

Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, se cumprimentam 
nesta terça-feira (10) em homenagem a Mandela (Foto: Reuters)

O presidente dos EUA, Barack Obama, apertou a mão do presidente de Cuba, Raúl Castro, nesta terça-feira (10), durante ato em homenagem a Nelson Mandela.

O gesto é inédito entre os presidentes, de dois países que têm sido rivais ao longo de mais de meio século.

Raúl Castro sorriu quando Obama apertou sua mão, a caminho do púlpito onde fez um emocionado discurso em homenagem a Mandela. Os dois trocaram algumas palavras.

Um funcionário do governo dos EUA disse à France Presse que o aperto de mão com o sucessor de Fidel Castro foi uma "nova demonstração" da vontade da administração Obama de se aproximar dos inimigos dos EUA, entre eles Cuba.

Site cubano comemora
O site oficialista cubano Cuba Debate celebrou o aperto de mão.

"Obama saúda Raúl: que esta imagem seja o início do fim das agressões dos EUA a Cuba", diz a legenda da foto no site.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que também discursou na cerimônia, presenciou a cena de perto.

Contexto

Washington rompeu relações diplomáticas com Havana em 1961, após a chegada ao poder de Fidel Castro, em 1959, e a nacionalização de propriedades americanas na ilha.

Um embargo dos Estados Unidos foi imposto em 1962, sob a administração de John F. Kennedy, e segue em vigor até hoje, apesar da desaprovação de boa parte da comunidade internacional.

Os dois países mantêm seções consulares de interesse que atuam como embaixadas.

Em 9 de novembro, falando a uma comunidade anti-Castro em Miami, Obama considerou que os Estados Unidos deveriam rever a sua política em relação a Cuba, mantendo o objetivo de ajudar a liberalizar a ilha.

"Temos que ter em mente que quando (Fidel) Castro chegou ao poder, eu tinha acabado de nascer. É tolice acreditar que as medidas implementadas em 1961 ainda são eficazes hoje, na era da Internet e do Google', disse na época.

Cubano-americanos fortemente contrários a Castro compõem uma parcela considerável de eleitores e possíveis doadores na Flórida, um estado chave onde as eleições americanas podem ser decididas.

Como candidato presidencial, Obama foi taxado tanto de ingênuo quanto de perigoso por rivais de ambos os partidos por sugerir que, como presidente, estaria disposto a dialogar com inimigos sem pré-condições.

Mas a habilidade de Obama em rastrear e matar o terrorista Osama bin Laden e uma série de ataques de drones o distanciaram das acusações de fraqueza em política externa e segurança.

Não está claro se o aperto de mãos desta terça-feira contribuirá para descongelar significativamente as relações. Em 2000, o então presidente Bill Clinton apertou a mão de Fidel Castro na Assembleia Geral da ONU em Nova York.

No entanto, não foi feita nenhuma imagem do momento, e a Casa Branca negou inicialmente que ele tivesse ocorrido.

Fonte: G1

Na TV Senado


Exibição do Documentário Conexão Cuba Honduras de Dado Galvão.
Dia 08 de dezembro 2013 (domingo) 20h30 (Horário de Brasília)
Na TV SENADO, em comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos.

‘O governo cubano precisa ser de todos’

No Rio de Janeiro o documentarista jequieense Dado Galvão repete o geste de quando recebeu a blogueira Yoani Sánchez no Brasil, e amarra no braço do Padre cubano 
uma fita do Senhor do Bom Fim.


RIO - Uma das principais vozes críticas ao regime castrista dentro da Igreja Católica cubana, o padre José Conrado Rodríguez adota uma postura de conciliação ao falar da transição que deseja para seu país: defende o diálogo político, sem excluir quem já está no poder. Próximo a dissidentes, por quem já foi inclusive premiado por suas posições, o religioso veio ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Ao GLOBO, disse ter sido ameaçado de morte pelo governo nos anos 1990, quando escreveu uma dura carta aberta a Fidel Castro, e se mostrou a favor de uma Igreja mais firme nas questões de direitos humanos. “Não tenho vontade de me calar. Sei que estou pedindo algo justo”, afirma.

O senhor poderá encontrar o Papa? O que gostaria de dizer a ele?

Um representante do prefeito de Miami disse que estava tentando me ajudar com isso, mas vamos ver. Primeiro, lhe diria o quanto o amamos. Quando se está na posição do Papa, há muitas cruzes a carregar. Por isso, o carinho das pessoas é fundamental. Segundo: que siga por este caminho. Que não tema ninguém, que siga no caminho da renovação da Igreja por meio do amor, mas também com firmeza. E terceiro, pediria uma bênção a Cuba e a todos os cubanos. Sabe, Cuba não é só a ilha; há mais de dois milhões de cubanos fora da ilha. Que não se esqueça daqueles que por 54 anos sabem das dificuldades, das perseguições, do desprezo, de não estar em igualdade de condições - somos cidadãos de segunda categoria. Gostaria que rezasse também pelos que estão no governo. É também o que peço a Deus. Houve muito derramamento de sangue: os que morreram tentando chegar à Flórida, os que morreram nos pelotões de fuzilamento, nas prisões. Não é preciso derramar o sangue de outros cubanos para encontrar o caminho da verdade e do amor.

Padre José Conrado durante a entrevista ao GLOBO, no Rio. ‘Não nego o direito dos marxistas de lutar por uma Cuba melhor, mas que não nos excluam mais’

Como o senhor vê a relação entre o Vaticano e Cuba?

Já há um diálogo que tem melhorado. Mas o problema é mais profundo. O governo não tem que se reconciliar apenas com a Igreja. Precisa se reconciliar com o povo, com as pessoas que não são comunistas, não querem ser comunistas e nunca serão comunistas - e que são a maioria. Têm que aprender a ser o governo de todos. Enquanto não forem, é um governo que, de alguma forma, oprime o nosso povo.

O senhor mantém contato com ativistas de oposição. Qual seria o caminho para uma eventual transição?

A primeira coisa seria o diálogo. A oposição pede isso, a Igreja também. Os que participam da oposição em Cuba romperam a barreira do medo, que muitos cubanos ainda não romperam. Diria que a maioria do povo cubano que não pensa como o governo e quer uma mudança profunda no país. O povo ainda não sabe exatamente como chegar aí, mas é o que deseja. Mais cedo ou mais tarde, o governo terá que lidar com isso.

O governo de Raúl Castro fez algumas reformas no sistema migratório e na economia. São mudanças reais?

São mudanças tímidas, que beneficiam uma pequena parte da população. Alegro-me que essas mudanças tenham ocorrido, mas não são as fundamentais, as que fazem falta ao país. Cuba está fechada não só em relação a outros países, mas em relação a si mesma. Cuba deve abrir-se para o mundo, mas o mundo também deve abrir-se para Cuba. Há um tema fundamental para muitos países, o dos direitos humanos em Cuba. A defesa dos direitos humanos não é propriedade do Estado e não tem fronteiras. Não devo defender os direitos humanos apenas em Cuba, mas no mundo todo.
O senhor é otimista em relação a outras mudanças em Cuba neste momento?

Talvez otimista não seja a palavra, mas sim aberto e desejoso. E farei de tudo para que esse caminho seja aberto. Estou seguro de que isso será bom para governados e governantes. Os direitos retirados da população se concentram nas mãos de poucos; há pessoas que têm mais direitos que o povo. É necessário compartilhar as responsabilidades, respeitar as liberdades, respeitar os direitos do povo. Aí sim poderemos construir uma pátria como a que José Martí queria: uma pátria com todos e para o bem de todos, sem exclusões. De todos, não de poucos, não dos que pertencem a um só partido, o que governa, à mesma ideologia.

Mas o senhor crê que essa ausência de igualdade seria superada em um sistema capitalista?
Entendo que do ponto de vista econômico se fale de socialismo e capitalismo. Mas vou um pouco mais atrás: para mim, a discussão é entre democracia e totalitarismo. Em Cuba, ainda há a mentalidade totalitária do governo cubano. É necessário superar essa mentalidade para que haja uma verdadeira democracia na qual as pessoas tenham domínio de seu dinheiro e suas propriedades. Isso faz parte também. Mas o que peço fundamentalmente, numa sociedade aberta, é que as pessoas tenham seus direitos garantidos e assumam a responsabilidade por seu presente, por seu futuro, que tenham a possibilidade de lutar em liberdade. Não nego o direito dos marxistas de lutar por uma Cuba melhor, não os excluo por nada; mas que não nos excluam mais, os cubanos que não são marxistas e não querer ser.

Dado Galvão, Padre Conrado e jovens da Juventude Missionaria que participam 
da Jornada Mundial da Juventude.

O governo de Raúl Castro fez algumas reformas no sistema migratório e na economia. São mudanças reais?

São mudanças tímidas, que beneficiam uma pequena parte da população. Alegro-me que essas mudanças tenham ocorrido, mas não são as fundamentais, as que fazem falta ao país. Cuba está fechada não só em relação a outros países, mas em relação a si mesma. Cuba deve abrir-se para o mundo, mas o mundo também deve abrir-se para Cuba. Há um tema fundamental para muitos países, o dos direitos humanos em Cuba. A defesa dos direitos humanos não é propriedade do Estado e não tem fronteiras. Não devo defender os direitos humanos apenas em Cuba, mas no mundo todo.

O senhor é otimista em relação a outras mudanças em Cuba neste momento?

Talvez otimista não seja a palavra, mas sim aberto e desejoso. E farei de tudo para que esse caminho seja aberto. Estou seguro de que isso será bom para governados e governantes. Os direitos retirados da população se concentram nas mãos de poucos; há pessoas que têm mais direitos que o povo. É necessário compartilhar as responsabilidades, respeitar as liberdades, respeitar os direitos do povo. Aí sim poderemos construir uma pátria como a que José Martí queria: uma pátria com todos e para o bem de todos, sem exclusões. De todos, não de poucos, não dos que pertencem a um só partido, o que governa, à mesma ideologia.

Mas o senhor crê que essa ausência de igualdade seria superada em um sistema capitalista?
Entendo que do ponto de vista econômico se fale de socialismo e capitalismo. Mas vou um pouco mais atrás: para mim, a discussão é entre democracia e totalitarismo. Em Cuba, ainda há a mentalidade totalitária do governo cubano. É necessário superar essa mentalidade para que haja uma verdadeira democracia na qual as pessoas tenham domínio de seu dinheiro e suas propriedades. Isso faz parte também. Mas o que peço fundamentalmente, numa sociedade aberta, é que as pessoas tenham seus direitos garantidos e assumam a responsabilidade por seu presente, por seu futuro, que tenham a possibilidade de lutar em liberdade. Não nego o direito dos marxistas de lutar por uma Cuba melhor, não os excluo por nada; mas que não nos excluam mais, os cubanos que não são marxistas e não querer ser.

O senhor foi transferido para a região de Cienfuegos, a 600 Km de Santiago de Cuba, sua antiga paróquia. Há algo político nessa mudança?

Sinceramente, não sei dizer. Acredito que, bem... Na Igreja, as coisas acontecem assim. Mas o antecedente é que sou um padre incômodo. Talvez o bispo quisesse descansar um pouco de mim. Mas não parece que o governo tenha pedido isso expressamente. Se fizessem isso, teriam dito: ‘De maneira alguma! Estão se metendo nos assuntos da Igreja.’ Mas o bispo sabia que o governo me queria fora da paróquia. O salão paroquial estava prestes a desabar, e a funcionária do governo responsável por autorizar a obra disse ao bispo: ‘Enquanto José Conrado estiver lá, não daremos a autorização’. Mesmo que caísse na cabeça das pessoas! Uma coisa é discordarem de mim, mas não posso aceitar que neguem às pessoas o direito de estar em segurança. Nós temos o teto há anos. Insisti nesse assunto com o bispo várias vezes.

Nos últimos meses, o primeiro vice-presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, se reuniu com representantes protestantes e iorubás. Já houve algum convite para a Igreja Católica? O senhor vê essas conversas como algo positivo?

Vejo tudo que seja diálogo como algo positivo. Não sei se houve convite à Igreja Católica porque estou viajando há um mês, mas algo deve estar a caminho. O governo se deu conta que a imensa maioria do povo tem uma fé religiosa.

O senhor diz ter sofrido ameaças de morte por parte do governo nos anos 1990. O que aconteceu?

Numa missa, fiz uma homilia falando da crise dos balseiros e do Maleconazo (onda de protestos em Havana contra o governo), em 1994. Logo depois disso, avisei que leria uma carta aberta a Fidel Castro, muito dura. O silêncio foi impressionante... Mas depois da leitura fui muito aplaudido pelos fiéis. No ano seguinte, a rádio Martí (baseada em Miami e financiada pelos Estados Unidos) leu a carta, e aí sim o governo cubano ficou irritado. Fiquei sabendo por meio de um amigo que o governo estava tramando minha morte. Iriam forjar um acidente de carro. Então, liguei para um advogado amigo em Miami e pedi para ele me gravar relatando a ameaça do governo e que, se algo acontecesse comigo, a declaração deveria ser tornada pública. Então, uma semana depois, estava na casa de um amigo e uma liderança local do Partido Comunista Cubano me encontrou. Disse que ouviu de um superior: ‘Se encontrar o padre na rua, não estenda a mão, dê um abraço. O que ele pedir, atenda’. A mensagem era que não deveriam me causar problemas.

A Igreja Católica e o Papa deveriam adotar uma postura mais política em relação a Cuba?

Darei a você a resposta que o Papa João Paulo II deu quando visitou o campo de concentração nazista de Auschwitz. O Papa falou das atrocidades ali cometidas, e um jornalista perguntou se o Pontífice não estava entrando na política ao falar disso. João Paulo II respondeu que falar dos direitos humanos não é falar de política; é a essência do Evangelho. Penso que a Igreja pode e deve ser mais firme nestas questões, a começar pela Igreja cubana. Principalmente para evitar males maiores. O povo cubano está exasperado, e um povo assim pode fazer qualquer coisa. Não podemos permitir que as coisas sigam por este caminho.

Fontes: O GLOBO Bernardo Barbosa. Com fotos: PORTAL RIUS

Após polêmica visita de Yoani Sánchez, deputados baianos vão a Cuba

Documentarista Dado Galvão fala da visita de Yoani ao Brasil no Congresso Nacional

Seis políticos da Bahia estão de malas prontas para embarcar para Cuba na madrugada desta sexta-feira (18). Viajam os deputados estaduais Carlos Geilson (PTN),  Álvaro Gomes (PCdoB), Aderbal Caldas (PP), Marcos Viana (PV), Gilberto Santana (PTN) e José de Arimatéia (PRB).
A viagem é decorrente da vinda da blogueira cubana Yoani Sánchez para a Bahia e as críticas que ela fez ao governo do país caribenho, enquanto esteve no Brasil. As afirmações teriam resultado em polêmica na Assembleia Legislativa da Bahia e dividiram os discursos em favoráveis e contra. 
“Resolvemos verificar ‘in loco’ como o governo cubano administra o país e de que forma vive a população”, afirma o deputado Carlos Geilson. O deputado informou ainda que os gastos com a viagem serão totalmente arcados pelos deputados, que retornam no dia 25 próximo

Fonte:BK2

Padre cubano José Conrado, ativista de direitos humanos e ganhador do Prêmio Tolerância Plus, estará no Rio de Janeiro para participar da Jornada Mundial da Juventude.


Domingo (21/07) chegará ao Rio de Janeiro, para acompanhar a Jornada Mundial da Juventude, o Padre e ativista cubano, José Conrado, ganhador (2011) do Prêmio Tolerância Plus de direitos humanos, prêmio criado por ativistas cubanos opositores do governo de Raúl Castro.



Padre Conrado, é a principal voz eclesiástica em Cuba, em defesa da liberdade de expressão e dos direitos humanos (amigo da blogueira cubana Yoani Sánchez) o Padre enfrenta forte perseguição por parte do governo cubano, e resistência dentro da Igreja Católica cubana, recentemente ele foi transferido da paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus, em Santiago de Cuba, onde desempenhava suas funções religiosas há anos.


No Rio, Padre Conrado se encontrará com o documentarista Dado Galvão, e o Professor cubano Jorge Fonseca, dia (28/07) ele segue para Buenos Aires na Argentina.


Eis a turma que Dilma levou para dentro do palácio para dialogar. Ou: Eles são aqueles que acreditam em enfrentar o choque…

A presidente Dilma Rousseff recebeu algumas lideranças “jovens” no Planalto — a juventude chapa-branca, ou chapa-vermelha, alimentada, no mais das vezes, com dinheiro público. No grupo, estavam, por exemplo, representantes da União da Juventude Socialista (UJS), a tropa de choque do PCdoB que comandou a hostilidade à blogueira Yoani Sánchez em sua viagem ao Brasil.

Vejam um vídeo em que um valente da UJS defende as hostilidades a Yoani, acusando-a de receber dinheiro dos EUA, uma mentira cretina, e justifica a ditadura cubana. Volto em seguida.




Voltei 
Havia outros rematados democratas presentes ao encontro, como os companheiros do “Levante Popular da Juventude”. Vocês já ouviram falar dessa turma.

Em março do ano passado, o “Levante” produziu um espetáculo grotesco de agressões e baixaria às portas do Clube Militar, no Rio. Enquanto os confrontos aconteciam, quem passava casualmente por ali, num passeio aparentemente sem compromisso? Tarso Genro, governador do Rio Grande do Sul! O conjunto me interessou e comecei a pesquisar: quem era e o que queria o tal “Levanta Popular da Juventude”? Descobri algumas coisas e escrevi um post no dia 4 de abril de 2012.

Vale a pena relembrar. Vocês assistirão, por exemplo, a um vídeo em que um “rapper” canta uma musiquinha bacana, cujo refrão é o seguinte: “Eu sou aquele que acredita em encarar o choque”, numa referência, claro!, às forças da legalidade. Segue o post publicado em 4 de abril de 2012. Volto depois de tudo para encerrar.

*Vejam esta foto.


Aquele senhor sentado na primeira fileira, com a mão no rosto, com ar vetusto, é Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul. O que ela faz ali? Vamos ver.

No dia 29 do mês passado, um bando de fascistoides cercou o Clube Militar. A turma xingou e agrediu militares da reserva que participavam de um seminário. A foto de um rapaz dando uma cusparada num idoso tem de se tornar um emblema do que esses caras entendem por democracia e civilidade. “Descobriu-se”, vejam que coincidência!, que ninguém menos do que Tarso Genro passava por ali, por acaso… O valente não teve dúvida: “encontrado” por jornalistas, concedeu uma entrevista e acusou de provocação… as vítimas!!! A todos pareceu normal que um governador de estado estivesse passeando, solerte, pelas ruas da capital de um outro estado, topando, de súbito, com um protesto!!!
Pois é…
Aquela manifestação, a exemplo de outras que têm sido feitas em frente à casa de pessoas acusadas de colaborar com a tortura, foi convocada por um certo “Levante Popular da Juventude”. As ações obviamente ilegais do grupo têm merecido ampla cobertura do jornalismo — E SEMPRE EM TOM FAVORÁVEL! O que antes se chamava “grande imprensa” não se interessou nem sequer em saber quem é essa gente, de onde vem, o que pensa. No dia 27 de março,contei aqui quem são eles.

O tal “Levante” é só uma nova fachada do MST, que anda em baixa. João Pedro Stedile, o nosso leninista do capital alheio — já que seu movimento vive de dinheiro público — resolveu levar a sua “revolução” do campo para as cidades (afinal, ele é, reitero, um leninista).

A cobertura dos jornais tem sido asquerosa. Diz-se que o “Levante Popular da Juventude” luta apenas, que coisa bonita!, pela instalação da Comissão da Verdade. Enquanto isso, sai por aí xingando pessoas, cuspindo nelas, pichando as suas casas. Então agora volto à foto lá do alto.

Encontro Entre os dias 1º e 5 de fevereiro, o grupo promoveu o “1º Acampamento do Levante Popular da Juventude”.Aconteceu em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, e reuniu, segundo os próprios organizadores, 1.200 pessoas, vindas de 17 estados. Isso explica, por exemplo, por que ações de vandalismo contra as respectivas casas de supostos torturadores aconteceram em vários estados, ao mesmo tempo, numa coordenação que a imprensa chamou de “surpreendente”. “Juventude” não é categoria social, política ou de pensamento. O “jovem” por trás do movimento é João Pedro Stedile — com suas ideias do fim do século 19. Na fotos abaixo, ele aparece dando a sua “aula” de levante.


Muito bem! Tarso Genro foi um dos convidados de honra do “acampamento”. É o que mostra aquela primeira foto. Isso significa que ele tem intimidade com o “Levante Popular da Juventude” e conhece, então, a sua agenda. Parece-me que o fato põe em dúvida a coincidência entre o protesto no clube militar e a sua estada no Rio — justamente nas imediações do Clube Militar.
Abaixo, seguem algumas fotos do evento. Ao fim de tudo, um vídeo que chega 
a ser engraçado de tão patético.
Aqui, em círculo, os camaradas expõem os seus anseios, numa espécie 
de dinâmica revolucionária de grupo

Aqui, em círculo, os camaradas expõem os seus anseios, numa espécie 
de dinâmica revolucionária de grupo

É preciso curtir a natureza: moças e moços da cidade conhecem os prazeres 
de uma vida mais agreste. É a burguesia experimentando o paraíso do povo

Também há espaço para a burguesia consciente se misturar ao povo e celebrar 
a cultura popular. É o que se chama “possibilidade de intercurso de classes”

Agora vejam este vídeo, em que um sujeito, por assim dizer, canta um rap sobre as ocupações promovidas pelo MST. Volto para encerrar.


Voltei
A apresentação foi feita durante a “II Feira e Festa da Agricultura e Agroindústria Camponesa”, evento paralelo ao 1º Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude. O refrão é claro: “Eu sou aquele que acredita em encarar o choque”. É uma conclamação em favor do confronto com as forças da legalidade.

O vídeo é um troço patético. Um coroa, com a máscara revolucionária — que tira ao menos para cantar — se fantasia de cantor de rap para passar mensagens revolucionárias…

Eis aí: revelado, agora com imagens, o grande mistério do “Levante Popular da Juventude”. É só o velho leninista João Pedro Stedile brincando de fazer revolução. Mas Tarso, um governador de estado, assistiu a tudo atentamente, no acampamento e nas imediações do Clube Militar.

Que futuro nos aguarda quando um governador de estado participa de uma patuscada como essa? Não muito bom! De toda sorte, é um comportamento compatível com o ministro da Justiça que levou o Brasil a abrigar um assassino, condenado em seu país à prisão perpétua.

Voltei
Dilma levou essa gente para dentro do palácio como sinal de seu esforço de “dialogar com a sociedade”. A presidente, em suma, quer dialogar com quem não acredita em conversa.
Por Reinaldo Azevedo

Não é verdade!


Che Guevara foi morto no dia 9 de outubro de 1967, na Bolívia


Não são verdadeiras às informações que foram vinculadas inicialmente pelo site espanhol Terceira Informação, e reproduzidas por alguns sites e blogs, sobre uma suposta reunião entre Félix Rodríguez (acusados de assassinar Che Guevara) e Yoani Sánchez. A suposta reunião seria (ou será) organizada pela Associação de Veteranos da Baía de Cochinos, (grupo de cubanos que vivem em Miami). 

Yoani Sánchez cumpre extensa agenda nos Estados Unidos, em nenhum momento foi mencionado por ela em seu microblog (Twitter) encontro dessa natureza ou referências ao nome do senhor Féliz Rodríguez. 

Sánchez, costumeiramente narra (exibe com fotos) em seu Twitter informações do seu cotidiano. Provocado pelas frágeis e falsas informações, fiz questão de pesquisar sobre o conteúdo da matéria, descrita na integra abaixo, afirmo que às informações não são verdadeiras. 

Dado Galvão (documentarista) 
dadogalvao@hotmail.com 

"Suspeito de matar Che Guevara receberá Yoani Sánchez em Miami 

Encontro entre blogueira e Félix Rodríguez ocorrerá durante o mês de abril e será organizado por grupo de exilados cubano 

Um dos principais acusados de assassinar Che Guevara, Félix Rodríguez receberá a blogueira Yoani Sánchez em Miami no mês de abril, quando ela fará outra viagem aos Estados Unidos. 

De acordo com o site espanhol Terceira Informação, o encontro entre Yoani e o ex-agente policial da ditadura de Fulgencio Batista será organizado pela Associação de Veteranos da Baía de Cochinos, grupo de cubanos que vivem em Miami.

O evento chegou a ser questionado pelos membros da associação, depois que a blogueira defendeu o fim do embargo econômico à ilha caribenha, o que contraria a agenda desses exilados cubanos. No entanto, na semana passada, foi emitida uma nota de boas vindas a Yoani, na qual expõem as suas divergências, mas a classificam como “lutadora pela democracia e os direitos humanos”.

No debate interno na associação, Rodríguez foi um dos principais defensores da visita de Yoani à cidade.

Morte de Che

Che Guevara morreu na Bolívia em outubro de 1967. De acordo com documentos desclassificados do governo norte-americano, Rodríguez, que atuava sob os nomes de Capitão Ramos ou "O Gato", recebeu por um rádio a ordem para matar Che. Até então, o próprio agente imaginava que o argentino seria levado vivo aos Estados Unidos.

Segundo os mesmos documentos, Rodríguez passou a ordem de execução de Che para o sargento Jaime Terán, o que elemesmo admitiu em entrevista para uma revista espanhola em 1998. "Mandei Terán cumprir a ordem. Disse que ele deveria disparar embaixo do pescoço para que Che parecesse ter sido morto em combate."

Made In Raúl Castro


No México tal como no Brasil: protestos contra Yoani Sánchez repetem padrão

Da mesma forma como ocorreu no Brasil, membros de um grupo chamado “Movimento Mexicano de Solidariedade com Cuba” tentou impedir a blogueira Yoani Sánchez de falar durante visita dela ao Senado do México, na capital daquele país. Os manifestantes mexicanos gritaram palavras de ordem (parecidas com as que foram gritadas em Recife, Brasília e São Paulo), acusaram Yoani de ser agente da CIA, de mentir contra o regime cubano, e jogaram na direção dela notas falsas de dólar com o rosto da blogueira estampado (as mesmas notas que foram atiradas contra Yoani pelos manifestantes brasileiros). “O interessante é que gritam slogans e me fazem perguntas, mas não querem ouvir respostas, pois não sabem argumentar, apenas insultar. Mas nenhum insulto vai me calar. Cada microfone, cada oportunidade de falar será uma oportunidade para expor a situação real de Cuba”, disse Yoani. Fonte: (Postado por Eduardo Mota – assessoria de imprensa)

Vamos exibir na sua cidade?

Em Feira de Santana na Bahia, Yoani recebe das mãos de Dado Galvão pôster de Conexão Cuba Honduras

Contatos para exibições do documentário na sua cidade.
Conexão Cuba Honduras - Tempo: 105 minutos. Ano - 2012
55 (73) 8804 0132 (TIM)
dadogalvao@hotmail.com

Dossiê contra Yoani Sánchez - Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional





A primeira parte da reunião da Comissão de Relações Exteriores nesta manhã foi marcada por intenso debate em torno dos requerimentos apresentados pelo senador Alvaro Dias, convidando os ministros Antonio Patriota (Itamaraty) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), e os embaixadores de Cuba e da Venezuela para explicar recentes intromissões de outros países em assuntos de política interna do Brasil. O senador Alvaro Dias defendeu a aprovação dos convites afirmando que o Senado é a casa do debate e a CRE o espaço próprio para discutir tanto a presença do embaixador da Venezuela em ato de mensaleiros contra o STF, como a ação do embaixador de Cuba de divulgar dossiê para constranger e perseguir a blogueira Yoani Sánchez, quando de sua visita ao Brasil. "Nos dois casos houve afronta à soberania nacional, os embaixadores rasgaram a Convenção de Viena, e queremos aqui no Senado ouvir os ministros para avaliar a prática de ilegalidades com autoridades estrangeiras imiscuindo-se em assuntos da nossa política interna", defendeu o senador tucano. Ao final do debate, foi aprovado inicialmente o comparecimento do ministro Antonio Patriota.