"Vou à Bahia porque, se alguém fez o impossível para eu sair do país, foi Dado Galvão. Desde que filmou uma entrevista comigo em Havana, ele tem sido incansável. Mesmo quando me faltava esperança, ele a mantinha" YOANI SÁNCHEZ - FOLHA DE SÃO PAULO

Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia poderá receber escritor venezuelano para participar de audiência pública.

O jornalista venezuelano Carlos Javier transformou a bandeira do Mercosul enviada pelo documentarista baiano Dado Galvão em documento de protesto. 

Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia (CDHSP) poderá receber o escritor e jornalista venezuelano Carlos Javier, autor do livro “Testemunhos da Repressão”, para participar de audiência pública. 

A proposta é do deputado estadual Euclides Fernandes (PSL/BA), atendendo ao pedido do documentarista baiano Dado Galvão, que trabalha na produção do documentário de ativismo humanitário Missão Ushuaia, Venezuela (www.MissaoUshuaia.org)

Segundo informações publicadas no diário oficial da ALBA, do dia 15 de março, “na oportunidade, o deputado Euclides Fernandes levou para apreciação do colegiado a proposta de uma audiência pública com o jornalista e escritor venezuelano, Carlos Javier, para discutir o atual momento político da Venezuela e os índices de violência que afeta principalmente os jovens. Sobre a temática, Marcelino Galo (PT/BA, presidente da comissão) destaca que por se tratar de uma questão internacional, levará o pedido do deputado ao setor jurídico da Casa, para em seguida colocar a proposta em votação entre os membros da comissão”.


O livro “Testemunhos da Repressão” foi tema de uma extensa reportagem do jornal O Globo, denominada “Nos Porões de Maduro”, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou (2015) requerimento para realização de audiência com o escritor, que foi um dos entrevistados do especial “Venezuela onde falta tudo” (2016), produzido pelo jornalista Léo Gerchmann, para o jornal Zero Hora.

Em maio de 2016, Javier recebeu uma bandeira do MERCOSUL, enviada via correio postal pelo documentarista Dado Galvão, a bandeira está servindo como uma espécie de abaixo-assinado revindicando democracia e respeito aos direitos humanos na Venezuela.

A Venezuela tem se destacado no noticiário brasileiro e internacional pela crise política e humanitária que enfrente, e pelos reflexos tão presentes ao norte da fronteira do Brasil, no estado de Roraima, circulação clandestina de dinheiro venezuelano, recrutamento de cidadãos venezuelanos para o transporte de armas, contrabandos e drogas, aumento no número de pedidos de refúgios. 

Segundo Fernandes, o requerimento deverá ser apreciado e votado na comissão (terça-feira 28/03).

Ministério Público da Bahia pede anulação do aumento salarial de vereadores e cargos da prefeitura de Jequié.

O Ministério Público da Bahia encaminhou ao juiz o pedido de suspensão do aumento salarial de vereadores e cargos do executivo em Jequié, com base no art. 12 da Lei n.º 7.347/1985, majorados por meio das Leis Municipais n.º 2.008/2017 e 2.009/2017. O documento foi assinado pelo promotor Rafael de Castro Matias. A 4ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE JEQUIÉ sugere no processo multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para cada pagamento irregular a cada agente político, efetivado a partir da publicação da liminar. Se o juiz aceitar a denúncia, os vereadores e cargos do executivo vão continuar a receber os atuais 10 mil reais por mês. Com essa decisão a promotoria quer preservar o patrimônio público e as finanças públicas municipais, evitando danos ao erário. A Câmara de Vereadores de Jequié aprovou no ano de 2016 o aumento salarial dos edis dos atuais dez mil reais para 12 mil reais por mês, o aumento beneficia também o executivo (prefeito, vice e secretários). Em janeiro deste ano, o prefeito Sérgio da Gameleira decidiu adiar o aumento salarial do executivo até o mês de junho. No dia 20 de dezembro de 2016 a população cercou a Câmara Municipal protestando contra o aumento votado pelos vereadores, que seguiram apenas uma lei municipal que regulamenta o reajusto a cada 4 anos. 

Para o Promotor Rafael Matias, essa ação visa conter os gastos públicos em um ano de ajustes das contas da Prefeitura de Jequié. Ele está otimista de que o juiz, Dr Tibério, aceite a denúncia e conceda a liminar atendendo um anseios da comunidade jequieense. 

Fonte: MP/Jequié, vídeo: Dado Galvão

Baixe grátis o livro "Testemunhos da Repressão", do jornalista e escritor venezuelano Carlos Javier.



Jequié necessita de segurança pública e super policiais; como os que existem na propaganda do Governo da Bahia.


Mortes violentas à luz do dia: tiros em plena feira livre localizada no Centro de Jequié, não é na periferia! Faroeste cotidiano na sombra da noite, jovens tombam; triste rotina. Do Joaquim Romão ao Jequiezinho, sangue, tiros; corpos estendidos no chão, fotos na blogosfera e no gatilho rápido do zapzap jequieense.


(...) “a instalação da CIPE (Companhia Independente de Policiamento Especializado) ‘aqui’ tem que ser comemorada! Vocês vão ver que ao longo dos meses, desse ano, a violência aqui em Jequié vai cair consideravelmente”. (Governador Rui Costa, em Jequié, 6/5/2016), assista aqui.

Governador, não se constrói “a corrente do bem”, somente com artista baiano fantasiado de super policial e imagens maquiadas de uma segurança pública que só existe na propaganda, é como debochar da inteligência do povo baiano, diante da realidade que testemunhamos cotidianamente e da falta de políticas públicas integradas, eficazes para combater a criminalidade nas duas Bahia/capital e interior. 

Léo Santana posta foto vestido de policial

“Seis municípios baianos lideram entre 15 os mais violentos do Brasil”, segundo estudos elaborados pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Em Jequié quase 100 pessoas foram vitimas de morte violenta em 2016, segundo registros da imprensa local.

Em dezembro de 2016 o estado da Bahia já registrava 22 PMs mortos; número ultrapassa 2015. “Todo cidadão é um policial!” Canta Léo Santana com look e a realidade de um série policial Made in Bahia 

Governador, “a paz é fruto da justiça!” Consideravelmente em toda Bahia, seguem os velórios. 

Dado Galvão é documentarista e vive em Jequié, vitima em potencial.

Papa Francisco lamenta massacre no Brasil: "eu gostaria de renovar o meu apelo para que instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos".

CIDADE DO VATICANO — O papa Francisco manifestou nesta quarta-feira sua dor e preocupação com a morte de 60 detentos em briga de facções em presídios de Manaus. O massacre foi o maior desde o ocorrido no Carandiru, em São Paulo, em 1992. O papa defendeu que as condições dos presos devem ser dignas e as instituições prisionais possibilitem a ressocialização dos detentos. E convocou os fiéis a rezarem pelos mortos e seus familiares.

— Quero expressar tristeza e preocupação com o que aconteceu. Convido-vos a rezar pelos mortos, pelas suas famílias, por todos os detidos na prisão e por aqueles que trabalham nele — disse, durante uma audiência-geral no Vaticano

— Eu gostaria de renovar o meu apelo para que instituições prisionais sejam locais de reabilitação e reintegração social e que as condições de vida dos detidos sejam dignas de seres humanos — disse o pontífice.

A ONG Human Rights Watch também defendeu que o Brasil precisa tirar das mãos das facções criminosas o controle das suas prisões e garantir segurança a todos os presos.

— Nas últimas décadas, autoridades brasileiras gradativamente abdicaram de sua responsabilidade de manter a ordem e a segurança nos presídios. O fracasso absoluto do Estado nesse sentido viola os direitos dos presos e é um presente nas mãos das facções criminosas, que usam as prisões para recrutar seus integrantes — denuncia Maria Laura Canineu, diretora do escritório da ONG no Brasil.

A organização defende a reformulação da política em relação às drogas no Brasil, como forma de reduzir a população carcerária no país. Segundo a Human Rights Watch, a atual política de criminalização do uso, produção e distribuição de drogas potencializou o crescimento das organizações criminosas e também encheu as prisões de pessoas detidas por posse de pequenas quantidades de drogas, deixando-as vulneráveis ao recrutamento pelas facções criminosas.


Foto: imagem extraída do documentário A Fábrica de Dado Galvão, 
onde ficção e realidade se confundem 

— É comum que presos se associem às facções em busca de proteger suas vidas enquanto estão na prisão, permanecendo parte delas depois de soltos — argumenta Maria Laura. — Enquanto o Estado não garantir a segurança dos presos, as facções continuarão a crescer, prejudicando a segurança dentro e fora dos muros prisionais.

Já Anistia Internacional atribuiu as mortes à negligência das autoridades e à superlotação dos presídios brasileiros. A ONG ainda lembrou que as condições da unidade prisional já tinham sido denunciadas pelo Conselho Nacional de Justiça, mas as medidas necessárias para corrigir o problema não foram tomadas.

O massacre em Manaus é um dos mais violentos no país. A maioria dos mortos foi esquartejado ou decapitado. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, reúne-se hoje com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para discutir medidas a serem adotadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outras instituições em resposta ao massacre. A ministra, que também preside o CNJ, acha que a situação é dramática e exige esforço redobrado de todas as instituições.

No documentário “A Fábrica, produzir para o bem ou para o mal?” (2007), do cineasta baiano Dado Galvão que filmou no Conjunto Penal de Jequié, em parceria com a Pastoral Carcerária da Bahia, presos que participaram do documentário alertam no filme, sobre problemas que estão mais do que nunca presentes nos cárceres do Brasil e que hoje votam átona com o massacre ocorrido em Manaus. Veja o documentário completo.

Diplomata Eduardo Saboia que ajudou em fuga de senador boliviano é promovido a embaixador


Diplomata Eduardo Saboia ao lado do documentarista baiano Dado Galvão, 

Eduardo Saboia chegou a ser afastado de suas funções após coordenar a operação que trouxe o senador boliviano Roger Pinto Molina ao Brasil

O governo divulgou a promoção de quase cem diplomatas, incluindo o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, e de Eduardo Saboia, que em 2012 se envolveu em polêmica quando estava no comando da embaixada brasileira em La Paz, na Bolívia. Ambos foram alçados ao cargo de embaixador.

As nomeações, anunciadas na terça-feira (27) pelo Ministério das Relações Exteriores, devem constar no Diário Oficial da União da sexta-feira (30).

Saboia foi responsável por ajudar o senador Roger Pinto Molina a chegar ao Brasil. Molina fazia oposição ao presidente Evo Morales quando se refugiou na embaixada brasileira. Pediu asilo ao governo brasileiro alegando perseguição política, que foi negado pela então presidente Dilma Rousseff. 

Depois de 15 meses, fugiu ao Brasil em operação montada por Saboia sem o consentimento do Palácio do Planalto. A operação acabou por provocar a demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Saboia foi punido com uma suspensão por 20 dias por quebra de hierarquia. 

Com sua promoção e a de Parola a embaixador, ambos podem ocupar o cargo máximo em embaixadas brasileiras em outros países. Eles entraram em uma lista divulgada ontem pelo Ministério das Relações Exteriores. As promoções ocorrem a cada seis meses, de acordo com a lei, e são oficializadas por decreto presidencial. 

A trajetória da carreira dos diplomatas depende ainda de vagas disponíveis. 

Trajetória 

Saboia começou a carreira como terceiro secretário, em 1990. Depois de passar pelas segunda e primeira secretarias, tornou-se conselheiro, em 2005. Desde junho de 2009, era ministro de segunda classe. 

Além de exercer o cargo de La Paz, Saboia atuou em 2010 como assessor do diretor executivo do Brasil no Fundo Monetário Internacional e, desde seu ingresso no Ministério das Relações Exteriores, teve diversas funções nas divisões econômicas na América Latina. 


Desde abril do ano passado, atua como assessor Diplomático da Comissão de Relações Exteriores do Senado. 

Relembre o caso assistindo Missão Bolívia do documentarista baiano Dado Galvão. Mais em: www.MissaoBolivia.com


Um dia depois do outro...
Após punição, Eduardo Saboia é alçado a embaixador pelo Itamaraty
Diplomata brasileiro caiu em desgraça por ajudar senador boliviano, que se dizia 
perseguido pelo presidente Evo Morales, a entrar no Brasil. Leia mais aqui

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

No sertão de Jequié: mais de 12 mil reais mensais para prefeito, vice, secretários e vereadores.

A baixo noticias proporcionadas pelas últimas ações da legislatura 2012-2016 da Câmara de Vereadores de Jequié, formada por 19 vereadores titulares.




Existem nas redes sociais mobilizações para realização de um ato público que acontecerá dia (20/12 terça-feira, 18 horas), na Câmara de Vereadores de Jequié, dia marcado pelos vereadores para realização da sessão, quando o reajuste salarial dos legisladores locais estará em pauta.

Assista ao vídeo indignação, produzido pelo documentarista jequieense Dado Galvão.

Na Uniara FM, Dado Galvão fala sobre sua participação no I Prêmio de Jornalismo Cientifico do MERCOSUL.


Áudio da Entrevista de Dado Galvão na FM Uniara, emissora da (Universidade de Araraquara), sobre a participação da foto MERCOSUL GO, no I Prêmio de Jornalismo Cientifico do MERCOSUL, tema: Ciência, Tecnologia e Inovação para Alimentação, uma realização da RECYT (Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia no MERCOSUL). 

Reportagem: Vitor Franceschini/Uniara FM.

FOTO DE ALUNO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FOTOGRAFIA DA UNIARA CONCORRE A PRÊMIO INTERNACIONAL.


O aluno do curso de pós-graduação a distância em Fotografia da Universidade de Araraquara - Uniara, Claudio Galvão da Silva, conhecido como Dado Galvão, está concorrendo com a foto “Mercosul Go” ao “I Premio de Periodismo Científico del MERCOSUR”, que tem como tema “Ciência, Tecnologia e Inovação para Alimentação”. A premiação será realizada em novembro, na sede do Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología - CONACYT, em Assunção, no Paraguai.

Dado conta que seu registro faz alusão ao jogo eletrônico “Pokémon Go”, que se tornou popular mundialmente. “Na foto, vista sob a perspectiva de uma câmera de smartphone e utilizando a tecnologia ‘Realidade Aumentada’, aparecem bandeiras dos países membros e associados do Mercosul, e a bandeira do bloco, em uma banca de verduras/frutas, na Feira Livre da cidade de Jequié, na Bahia.

O smartphone é símbolo popular do acesso à tecnologia. Quando conectado à internet, é possível receber/compartilhar conteúdos científicos, tecnológicos, e cambiar experiências que podem causar inovações em defesa de uma alimentação saudável, segura e sustentável para os cidadãos do Mercosul”, explica.

“Mercosul Go” vai além de uma banca de feira, de acordo com o autor da fotografia. “Não são só detalhes de alimentação, comunicação, tecnologia e possibilidades, mas também diversidade, povos, cores e ideias integradas em um espaço comum”, ressalta.

Um vídeo com explicações mais detalhadas de sua obra está disponível para visualização no link https://goo.gl/BtGGy0.

Em sua visão, o Mercosul está muito presente na vida dos brasileiros, “de forma burocrática, com seu nome no novo passaporte, a presença da bandeira em órgãos federais, ações comerciais e alfandegárias, trânsito de pessoas etc”. “Mas é preciso que seus ideais de espaço comum, integração e cidadania estejam mais presentes na imprensa nacional, nas escolas e universidades, na cultura, no debate político e na inclusão social. Conhecemos e dialogamos muito pouco sobre os países que compõem o Mercosul, apesar dos seus 25 anos de existência”, avalia.

Ações como a criação do “I Premio de Periodismo Científico del MERCOSUR” são importantes no campo científico e tecnológico, na opinião de Dado, “e mais ainda, quando se fala do exercício do espaço comum e da cidadania Mercosul”.

O evento é uma realização da Reunión Especializada de Ciencia y Tecnologia del Mercosur - RECyT, organizado pelo CONACYT, com apoio da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization - UNESCO. Os três primeiros colocados de cada categoria e modalidade receberão uma placa e reconhecimento da RECyT. Outras informações sobre o Prêmio podem ser obtidas no link www.conacyt.gov.py/premio-de-periodismo-cientifico.

Em junho, Dado teve seu vídeo “Ninguém Fica de Fora” (https://goo.gl/a3pfU0) premiado no “Festival do Minuto – Refugiados”, pela Agência da Organização das Nações Unidas - ONU para Refugiados – ACNUR.

Para conhecer mais sobre o curso de pós-graduação a distância em Fotografia da Uniara, acesse o endereço www.uniara.com.br ou ligue para o 0800 55 65 88.

Mercosul Go: "uma ideia saudável que mexe com o Mercosul e com o Pokémon Go. Cineasta brasileiro concorre a prêmio com imagem em Jequié (Bahia).

Foto: MERCOSUL GO, DADO GALVÃO

Vejam só que sacada bacana do cineasta brasileiro Dado Galvão.

A imagem é do que ele define como "Mercosul Go" - e é uma bela ideia.

A foto faz alusão ao jogo eletrônico Pokémon Go, popular globalmente. Na perspectiva de uma câmera de Smartphone utilizando a tecnologia (Realidade Aumentada/Augmented Reality), aparecem bandeiras dos países membros e associados do Mercosul, bandeira do bloco, em uma banca de verduras/frutas, na Feira Livre da cidade de Jequié, Bahia, nordeste do Brasil. Smartphone é símbolo popular do acesso à tecnologia, muito acessível.

Quando conectado à internet é possível compartilhar conteúdos científicos, tecnológicos, cambiar experiências que podem causar inovações em defesa de uma alimentação saudável, segura e sustentável para os cidadãos do Mercosul.

Veja neste vídeo a explicação de Dado Galvão para a imagem, com a qual ele concorre no 1° Prêmio de Jornalismo Cientifico do Mercosul

Jequié: “mataram mais um irmão”


Polícia Civil de Jequié (BA), ainda não se manifestou publicamente sobre a morte do mototaxista Vanderley de Jesus Martins, vitima de latrocínio (2/7), Vanderley recebeu sete facadas, colegas de profissão, amigos e familiares, realizaram sexta-feira (8/7), mais uma manifestação exigindo justiça e cobrando resposta da policia investigativa. Assista ao vídeo reflexão do documentarista Dado Galvão.

Promessas esquecidas: homicídios em Jequié...


Colegas de trabalho do líder comunitário e mototaxista (Vanderlei Martins) foram trabalhar hoje (4/7), enlutados e sem repostas, no local de “ganha-pão” em pleno Centro comercial de Jequié, uma pequena faixa informava: “estamos em luto”. 

Vanderlei foi vitima de latrocínio (2/7), morreu com sete facadas, deixando esposa e um filho de treze anos. No domingo (3/7) o cortejo fúnebre fez uma parada na 9° CORPIN (Coordenadoria de Polícia Civil do Interior), mototaxistas, amigos e familiares da vitima gritavam e buzinavam, clamavam por justiça.

Temos no interior baiano, uma Polícia Civil desaparelhada, desmotivada e mal remunerada, nenhum comunicado oficial sobre a morte do mototaxista nos meios de comunicações local, por parte da autoridade policial competente, apesar do fato ter repercutido na mídia e chocado a comunidade.

Existe uma investigação em curso? Existem suspeitos? Qual a linha de investigação? O que faz a 9ª CORPIN para elucidar o crime?

Talvez, por ser o vitimado humilde, trabalhador e conhecido de muitos jequieenses, ficará difícil utilizar a velha justificativa já conhecida de todos nós e, das estatísticas. “Foi envolvimento com o tráfico de drogas”.

Quem será a próxima vitima?

Ainda na esperança de dias melhores, continuo partilhando com vocês o vídeo reflexão, Promessas Esquecidas: homicídios em Jequié, produzido em 31 de agosto de 2015.


“As mesmas lonas da feira livre de Jequié são usadas para abrigar refugiados pelo mundo”

Documentarista Dado Galvão com o troféu do Festival Permanente do Minuto/ACNUR 
(Agência da ONU para refugiados) no SESC/Vila Mariana em São Paulo. 

O mundo tem hoje mais de 60 milhões de pessoas deslocadas de forma forçada. No Brasil, atualmente vivem cerca de 9 mil refugiados e conscientizar a população sobre essa realidade é um desafio no processo de integração no país. E com esse intuito, o Festival do Minuto e o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) promoveram no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, a exibição um concurso de vídeos, que recebeu aproximadamente duzentos curtas de todo o mundo sobre o tema – e com o desafio de tratar da temática em até um minuto.

Os vídeos premiados foram anunciados neste sábado (18) num evento marcado pelas vozes de refugiados. Na abertura, as crianças do projeto Coração Jolie, da IKMR – Eu Conheço Meus Direitos, apresentaram clássicos da música brasileira – como Aquarela, Azul da Cor do Mar e Vamos Construir – resignificando o tema do refúgio. Já no encerramento, com músicas em Lingala e português, os músicos de Angola e da República Democrática do Congo que integram o grupo “Os Escolhidos” também apresentaram um pouco de sua arte e contagiaram os presentes.

A assessora de proteção do ACNUR em São Paulo, Isabela Mazão, lembra que o Dia Mundial do Refugiado, lembrado no dia 20 de junho e instituído pela ONU no ano 2000, é uma data para conscientizar o mundo sobre a situação das pessoas deslocadas no mundo e refletir sobre formas de integração. “No Brasil, todos os anos fazemos eventos para sensibilizar a sociedade. Neste ano, tivemos a oportunidade de fazer essa parceria com o Festival do Minuto e foi incrível, uma maneira nova de mobilizar públicos diferentes sobre essa causa, com vídeos enviados por pessoas do mundo inteiro. Essa é mais uma ferramenta para sensibilizar as pessoas sobre a causa do refúgio”. 

O cineasta e curador do Festival do Minuto, Marcelo Masagão, também falou sobre a parceria com o ACNUR e destacou a necessidade de pensar no refúgio de forma expandida, refletindo sobre as dificuldades que as pessoas vivenciam no processo de integração, para que os refugiados possam ter seus direitos garantidos. 

Entre os 22 finalistas exibidos no festival, apareciam mensagens de reflexão e de incentivo à ação sobre a temática do refúgio, como “Vidas Refugiadas”, de Gabriela Cunha Ferraz, “Amanhã precisa ser melhor”, de Rafaela Carvalho, e “Ninguém fica de fora”, de Dado Galvão – este último, um dos vencedores do Festival do Minuto (melhor vídeo ACNUR). Presente na cerimônia, Dado contou que no processo de produção do vídeo, gravado na feira de Jequié, município da Bahia, que tem cerca de 170 mil habitantes, ao mostrar fotos dos refugiados ao redor do mundo, convidava as pessoas a refletirem sobre a questão. “As mesmas lonas da feira livre de Jequié são usadas para abrigar refugiados pelo mundo”, lembrou.




Para o diretor da CASP, padre Marcelo Monge, o número de deslocamentos forçados no mundo mostra que pouco tem sido feito para que as pessoas não sejam obrigadas a deixar seus países. A instituição tem trabalhado para buscar formas de integrar os refugiados na sociedade e, nesse sentido, destacou a importância da sensibilização feita por meio do festival. “Ações como essa servem muito mais para nós, nacionais, para que nos sensibilizemos e assim possamos abrir nossas portas”. 


O recém-nomeado Secretário Nacional de Justiça e novo presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Gustavo Marroni, também participou do evento e se comprometeu a manter as políticas para refugiados existentes no país. 

Por Géssica Brandino - Caminhos do Refugio

Um mundo só: ONU premia documentarista brasileiro por vídeo de refugiados. Trabalho foi feito em feira livre de Jequié, juntando dois mundos

O braço da ONU para os refugiados, o Acnur, premiou o vídeo do brasileiro Dado Galvão por unir o mundo na mesma dor humana. No vídeo minuto, já mostrado na coluna, as lonas da feira livre de Jequié (BA) são as mesmas utilizadas nos acampamentos espalhados pelo mundo. O vídeo alerta, por meio de uma linguagem universal, que o problema é de todos, independentemente de localização geográfica, seja você de Jequié, Porto Alegre ou Damasco.

O documentarista brasileiro tem feito diversos trabalho com foco social e entrado em algumas polêmicas na política. Foi ele quem trouxe a opositora moderada cubana Yoani Sánchez em uma histórica visita ao Brasil, assim que começaram a ser abertas as fronteiras da ilha socialista.

Exemplos de outras atuações do documentarista: ele esteve, em novembro de 2013, no hoje extinto acampamento dos haitianos em Brasileia, no Acre. Acompanhou o encontro do senador boliviano refugiado Roger Pinto com sua família também refugiada no Brasil, para o documentário Missão Bolívia.



Em dezembro de 2015, realizou, com um grupo de ciclistas de Jequié, performance fotográfica com bonecos de plásticos denominada "Os refugiados e o Natal", que foi "inspirada na fuga da Sagrada Família para o Egito".


O vídeo "Ninguém fica de fora"/ "Nobody left outside", premiado com o troféu Acnur/festival do minuto, será exibido com os melhores vídeos do concurso Refugiados no Cine MigrArte em 19 de junho no Cine Brasília/DF (15h), evento realizado pelo coletivo Mais Pontes Menos Muros numa parceria com o Acnur.

Dado Galvão participará da cerimônia de premiação em 18 de junho, às 13h, no SESC Vila Mariana (Rua Pelotas 141, São Paulo - SP), atividades que lembram o dia mundial do refugiado, comemorado no domingo (20/06).

Aqui, a explicação de como foi feito o vídeo premiado:

Bela ideia: Vídeo minuto de cineasta brasileiro aproxima drama dos refugiados



As imagens mostram pessoas na cidade baiana de Jequié olhando fotos devastadoras de países como a Síria. Sensação é de unidade entre pessoas.

A coluna traz aqui um belo, forte e inteligente vídeo do documentarista baiano Dado Galvão. O que fez o Dado? Pôs fotos com lembranças de refugiados nas mãos de pessoas que vivem em Jequié. A sensação é de que são os próprios refugiados olhando nostálgicos imagens suas. Só que não. A ideia é se integrar ao programa "Nobody Left Outside" (Ninguém fica de fora, tradução livre). E a sacada é ótima. O "vídeo minuto", brevíssimo, mostra a realidade de Jequié aos campos de refugiados do conflito sírio. Une o mundo na mesma dor humana.

Um enorme déficit nos fundos destinados para abrigos de refugiados está afetando seriamente os esforços para combater a maior crise de deslocamento global desde a Segunda Guerra Mundial, adverte o Acnur, agência da ONU para refugiados. No lançamento da campanha global "Nobody Left Outside" (Ninguém fica de fora, tradução livre), o Acnur disse que os esforços para oferecer abrigo adequado para os refugiados sob seus cuidados estavam sendo afetados um déficit de meio bilhão de dólares. A campanha Nobody left outside solicita a contribuição de fundos do setor privado para viabilizar soluções de abrigo para 2 milhões de refugiados. A campanha destina-se a indivíduos, empresas, fundações e filantropos em todo o mundo.

O deslocamento forçado, em sua maior parte decorrente de guerra e conflito, aumentou consideravelmente na última década, em grande parte resultado da crise na Síria, mas também devido a uma proliferação de novas situações de deslocamento e os antigos casos não resolvidos. Cerca de 60 milhões de pessoas estão hoje deslocadas à força, quase 20 milhões delas são refugiados que foram obrigados a fugir e atravessar fronteiras internacionais. As demais pessoas deslocadas estão dentro de seus próprios países. O financiamento da ajuda humanitária não está conseguindo manter o ritmo.

Um abrigo — seja uma tenda, uma estrutura improvisada ou uma casa — é o ponto de partida básico para que os refugiados sobrevivam e possam se recuperar dos efeitos físicos e mentais da violência e perseguição que sofreram. No entanto, em todo o mundo, milhões de pessoas estão lutando para sobreviver em habitações inadequadas e muitas vezes perigosas, quase incapazes de pagar o aluguel, e colocando suas vidas, dignidade e futuro em risco.

— O abrigo é fundamental para que refugiados possam sobreviver e se recuperar, e deve ser considerado direito humano inegociável — disse Filippo Grandi, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. — À medida que enfrentamos deslocamento em todo o mundo em um nível nunca visto desde a Segunda Guerra Mundial, nenhum refugiado deve ser deixado de fora.

A campanha visa arrecadar fundos para o setor privado para construir ou melhorar abrigo para 2 milhões de refugiados em 2018, no valor equivalente a quase um a cada oito dos 15,1 milhões de pessoas sob mandato do Acnur em meados de 2015. A UNRWA, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina, cuida dos refugiados palestinos restantes. Sem o aumento no financiamento e apoio global, milhões de pessoas que fogem da guerra e da perseguição não terão acesso a moradia ou terão moradia inadequada em países como o Líbano, México e Tanzânia. Não ter um lugar seguro para comer, dormir, estudar, armazenar pertences e ter privacidade, traz consequências prejudiciais para a saúde e bem-estar desta população.

Oferecer abrigo em uma escala global é um empreendimento logístico enorme. Todos os anos, o ACNUR adquire 70 mil tendas e mais de 2 milhões de lonas, que se tornaram símbolo da resposta às emergências humanitárias.

Entretanto, como o Acnur continua enfrentando uma enorme necessidade de oferecer abrigo, porém, com limitado financiamento disponível, as operações muitas vezes enfrentam a difícil decisão de priorizar abrigo de emergência para o número máximo de pessoas de interesse, ao invés de investir em soluções mais duradouras e sustentáveis. Fora dos campos, os refugiados contam com o apoio do Acnur para encontrar alojamento e pagar o aluguel vivendo em cidades em dezenas de países que fazem fronteira com zonas de conflito.

Estima-se que essas operações custem US$ 724 milhões de dólares em 2016. No entanto, apenas 158 milhões estão disponíveis atualmente, um déficit que ameaça deixar milhões de homens, mulheres e crianças sem abrigo adequado e lutando para reconstruir suas vidas.

A campanha "Nobody Left Outside" está pedindo aos doadores particulares e às empresas um maior engajamento. O setor privado é uma fonte de doadores cada vez mais importante para o ACNUR e, em 2015, contribuiu com mais de 8% dos fundos globais da organização.

— O setor privado desempenha um papel importante com o seu know how, vigor e dinheiro, o que permite agir com solidariedade nas situações refugiados que passaram por guerra e perseguição necessitam de abrigo — disse o Alto Comissário Grandi, acrescentando que o fornecimento de abrigo adequado pode aliviar as tensões entre refugiados e comunidades de acolhimento. — Temos de encontrar melhores formas para os refugiados serem pacificamente integrados em nossas comunidades de acolhimento — disse Grandi. — Abrigo adequado para todos é fundamental para a coesão social. Boas casas geram bons vizinhos.

As regiões que mais necessitam assistência são a África subsaariana (US$ 255 milhões necessários, US$ 48 milhões disponíveis) e no Oriente Médio e Norte da África (US$ 373 milhões necessários, US$ 91 milhões disponíveis). Ásia exige US$ 59 milhões, com apenas US$ 8 milhões disponíveis, e a Europa também requer significativamente mais ajuda (US$ 36 milhões necessários, US$ 10 milhões disponíveis), uma vez que enfrenta um fluxo contínuo de refugiados. Por: Léo Gerchmann / Zero Hora. Rio Grande Sul.

Como Fiz Meu Minuto - Dado Galvão

"Uma odisseia contra a ditadura bolivariana"


Cineasta brasileiro promove manifesto com bandeira do Mercosul na Venezuela na semana em que país pode ser desligado da OEA. 


Na semana decisiva para os rumos da Venezuela na OEA (Organização dos Estados Americanos), com a expectativa do pedido da Carta Democrática Interamericana contra o país, pelo secretário-geral da organização Luis Almagro, o jurista brasileiro de Direitos Humanos, Fernando Tibúrcio, elogia a iniciativa, no mínimo ousada, do documentarista baiano Dado Galvão, que desde a semana passada está promovendo uma espécie de “abaixo-assinado gigante” em terras venezuelanas, usando a bandeira do Mercosul como suporte e em prol da democratização e cidadania. 

O documentarista apelidou o movimento de “Missão Ushuaia”. Galvão enviou há seis meses uma bandeira do Mercosul ao jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia, autor do livro Testemunhos da Repressão, que relata histórias reais de presos políticos no país. Na semana passada, Javier deu início a peregrinação, percorrendo com a bandeira diversos lugarejos, para que a população possa registrar suas mensagens no tecido. Até o momento, centenas de assinaturas já foram colhidas, e o tom é de esperança em dias melhores e mais justos.


Adriana Pichardo, Jonathan Patti, Ana Karina Garcia, y Gaby Arellano: Bandeira do Mercosul leva esperança de democratização para os venezuelanos

O próximo rumo do símbolo maior do Mercosul será o Brasil. Em breve, a bandeira será trazida pelo jornalista até Brasília e entregue a autoridades nacionais. Ele deve vir acompanhado da estudante Sairam Rivas, que ficou 155 dias presa em 2014, por participação em movimentos sociais. “A iniciativa do Dado vem em um momento muito bom [se referindo ao encontro desta semana da OEA]. Neste sentido, a ideia da bandeira do Mercosul é perfeita, até porque ele [Dado Galvão] vem enfatizando a importância da aplicação da cláusula democrática do bloco [Mercosul], que é a mesma coisa que se pretende fazer com a aplicação da Carta Democrática Interamericana no âmbito da OEA. Os países que quebram a sua institucionalidade podem estar sujeitos as penalidades destes organismos multilaterais”, explica Tibúrcio. Se aprovada por dois terços dos 34 países-membros do bloco, a Carta deve desligar a Venezuela da OEA. 

ECONOMIA E CORRUPÇÃO NO ESTILO BRASILEIRO

Fernando Tibúrcio, que vem dando suporte jurídico à ex-deputada María Corina Machado, inabilitada pelo regime de Nicolás Maduro, e à família do líder opositor Leopoldo López, preso desde fevereiro de 2014, compara a situação da Venezuela ao cenário de crise política e econômica no Brasil. 

“É bem parecida [com a crise brasileira]”, frisa o jurista. “Houve [na Venezuela] o aparelhamento da máquina administrativa, que chegou ao ponto de travar completamente. Por exemplo, na PDVZA [estatal do ramo petrolífero] foram contratadas milhares de pessoas ligadas ao governo e a militância, a empresa entrou em uma crise de gestão e, ao mesmo tempo, o país perdendo o período áureo do barril de petróleo com preços altos. Chegou a este estágio por causa da má gestão”, diz o advogado. 

O especialista comenta que a Venezuela, atualmente, sofre com a falta de medicamentos, alimentos. 

“Uma situação que ficou insustentável a ponto do governo diminuir para dois dias na semana a jornada do funcionalismo público, para reduzir custos. Quando chega a este ponto é um colapso do sistema”, avalia.


Dado Galvão: Cineasta brasileiro é o responsável pela Missão Ushuaia na Venezuela

De acordo com dados de organizações, a Venezuela mantém hoje cerca de 80 presos políticos, o que fomenta os movimentos sociais contra o governo e agrava a crise política e econômica, marcada pelo desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica e projeção de inflação na média de 700%. O país carrega ainda a marca negativa de ser um dos maiores índices mundiais de homicídios.

Carlos Javier, em sua obra, relata os casos de violência militar ordenada pelo governo de Maduro, especialmente no ano de 2014. As denúncias de violações dos direitos humanos são constantes nos relatos dos jovens que participaram do livro, muitos afirmam terem sido torturados por agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

Neste aspecto, Tibúrcio aponta para a legitimidade das pessoas que estão responsáveis pela “Missão Ushuaia” na Venezuela, destacando os nomes de Sairam e Javier. “Eu acredito que a Venezuela [o governo venezuelano] deva minimizar esta iniciativa e a sua importância, porque é o modo que eles fazem e costumam agir com o objetivo de fingir que nada está acontecendo”, arrisca Tibúrcio.

E acrescenta: “A ideia de entregar a bandeira com as assinaturas às autoridades brasileiras, também deve acontecer num momento interessante, em que estará se discutindo a questão da quebra da institucionalidade [da Venezuela] na OEA”.

TROCA DE FARPAS COM O GOVERNO TEMER 

Logo após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), no dia 12 de maio, cinco países da América Latina, entre eles a Venezuela, se manifestaram criticando o processo de impeachment e chamaram de golpe a decisão da Câmara e do Senado. O novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, reagiu com um comunicado de que elevaria o tom para rebater os comentários dos países vizinhos. O presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou a chamar de volta o seu embaixador em protesto ao impeachment da presidente petista.

Apesar das farpas trocadas entre os países, Tibúrcio acredita que não aconteça nenhum entrave governamental para receber a bandeira do Mercosul com o abaixo-assinado. “O governo brasileiro não deve estabelecer uma polêmica em torno da questão [entrega da bandeira do Mercosul]. Penso que, diplomaticamente, não vai usar este episódio [comentários de países bolivarianos contra impeachment de Dilma Rousseff] para acirrar tensões”, comenta o jurista, frisando que, se o Brasil não der a atenção merecida ao manifesto, de qualquer maneira não corre o risco de ofuscar um ato promovido por um documentarista que protagonizou na sua área de atuação casos emblemáticos dos Direitos Humanos, como do senador boliviano Roger Pinto Molina e da blogueira cubana Yoani Sánchez.

A andança da bandeira pela Venezuela está sendo registrada em conteúdo e imagens em um sítio eletrônico mantido por Dado Galvão (http://www.missaoushuaia.org). O cineasta adianta que o abaixo-assinado deve ser entregue, no Brasil, ao presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado, Aloysio Nunes. “Ele [senador] já sabe da existência e missão do movimento envolvendo a bandeira do Mercosul e estamos aguardando uma posição dele quanto o assunto, já que tivemos mudanças no país [afastamento da presidente Dilma]”, diz o documentarista.

USHUAIA LEVA ESPERANÇA AO PAÍS 

A pedido Portal VIU!, a deputada eleita do Movimento Estudantil venezuelano, Gaby Arellano, comentou a “Missão Ushuaia” no seu país. A parlamentar faz um clamor aos países que compõe o Mercosul pelo fim da “tirania” na Venezuela contra presos políticos, desrespeito à Constituição e violação dos Direitos Humanos. Arellano considera “um alerta” a iniciativa do cineasta brasileiro e exemplar para outras nações.

O nome Ushuaia surgiu de uma cidade argentina, onde foi assinado no dia 24 de julho de 1998, por estados membros de MERCOSUL uma carta reafirmando o compromisso democrático do bloco e incluindo outros dois países, a Bolívia e o Chile.


Veja abaixo o depoimento da deputada venezuelana:

Bandeira percorrerá Venezuela e servirá de abaixo assinado gigante contra situação do país

Jornalista e estudante, a pedido do documentarista brasileiro Dado Galvão, colherão mensagens e assinaturas por todo o território venezuelano. Depois, bandeira retorna ao Brasil.

Nas dependências da Assembleia Nacional da Venezuela, Lilian Tintori, escreve na bandeira do MERCOSUL.Foto: Missão Uhuaia / Reprodução / Reprodução

Depois de seis meses, finalmente o correio postal venezuelano entregou ao escritor e jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia a bandeira do Mercosul. E essa bandeira, enviada a Javier em 30 de novembro do ano passado pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, será objeto agora de uma campanha pela cidadania e pela democratização venezuelana. É aquilo que Dado Galvão chama de Missão Ushuaia. Será, na verdade, um abaixo assinado gigantesco.

Javier, autor do livro Testemunhos da Repressão, levará a bandeira a diversos lugares do território venezuelano, onde cidadãos poderão assinar e escrever nela mensagens com suas inquietações. Em data ainda a ser definida, o jornalista venezuelano e a estudante Sairam Rivas virão ao Brasil e entregarão a bandeira às autoridades brasileiras. Sairam Rivas ficou 155 dias presa em 2014 por questões de consciência.

Há hoje, na Venezuela, quase 80 presos políticos, e o país vive intensa crise institucional, política e socioeconômica, com desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica, projeção de inflação de 700% e um dos maiores índices mundiais de homicídios.O livro de Javier traz detalhes da violência policial e militar exercida pelo governo do venezuelano Nicolás Maduro em 2014. Além de saber que naquele ano o chavismo prendeu 3.765 pessoas, de acordo com dados da ONG Foro Penal, em meio a gravíssimas denúncias de violações dos direitos humanos, o leitor é apresentado, também, ao rosto da tortura. 

Javier entrevistou 16 jovens detidos durante a onda de protestos contra Maduro. Todos afirmaram ter sido vítimas da violência descontrolada de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). A estudante Sairam é um dos personagens. (Fonte: Jornal Zero Hora/Rio Grande do Sul)

Finalmente! Bandeira do MERCOSUL na Venezuela.

Escritor Carlos Javier, 20/05/2016

Depois de seis longos meses, finalmente, o Correio Postal venezuelano, entregou ao jovem escritor e jornalista (Carlos Javier) a bandeira do MERCOSUL. Bandeira enviada em (30/11/2015), pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, como parte das ações da MISSÃO USHUAIA ,VENEZUELA, para promover a cidadania MERCOSUL.

Javier, autor do livro “Testemunhosda Repressão”, levará a bandeira em diversos lugares do território venezuelanos, onde cidadãos da (Venezuela/MERCOSUL), poderão escrever/assinar na própria bandeira suas inquietações.

A bandeira regressará ao Brasil quando Carlos Javier e Sairam Rivas (estudante, presa por 155 dias em 2014), virem participar da audiência pública, (data a ser definida), na Comissão de Relações Exteriores do Senado, audiência proposta pelo requerimento (N°67/2015)do senador José Agripino. Os jovens venezuelanos pretendem entregar a bandeira com uma carta ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

Saiba mais em: www.MissaoUshuaia.org