"Vou à Bahia porque, se alguém fez o impossível para eu sair do país, foi Dado Galvão. Desde que filmou uma entrevista comigo em Havana, ele tem sido incansável. Mesmo quando me faltava esperança, ele a mantinha" YOANI SÁNCHEZ - FOLHA DE SÃO PAULO

O que os EUA esperam de visita a Cuba?


Entre os pedidos americanos, estão o aumento do pessoal diplomático autorizado a servir 
em Cuba e seu credenciamento

A delegação dos Estados Unidos que chegou nesta quarta-feira a Cuba - a visita de mais alto nível em 35 anos - vem com uma clara lista de solicitações, mas o sucesso de sua missão também está rodeado de uma dose considerável de ceticismo.

À frente da delegação americana está Roberta Jacobson, que é secretária de Estado assistente para o hemisfério Ocidental e a funcionária de mais alto escalão do governo Barack Obama dedicada a Cuba.

Jacobson apresentará à funcionária correspondente no governo cubano, Josefina Vidal - diretora-geral para Estados Unidos na chancelaria em Havana - uma série de pedidos específicos para estabelecer uma missão diplomática completa na capital cubana.

O objetivo é continuar a aproximação entre os dois países, que foi anunciada no último dia 17 de dezembro e teve avanços concretos com as mudanças que entraram em vigor na semana passada.

Entre os pedidos americanos estão o aumento do pessoal diplomático autorizado a servir em Cuba e seu credenciamento, o acesso de cidadãos cubanos à missão dos Estados Unidos e a eliminação das restrições para que os oficiais viajem e tenham acesso a serviços de comunicação.

No entanto, Jacobson e sua equipe reconhecem que ainda não sabem quais serão os pedidos feitos por Cuba, nem como Havana receberá as solicitações de Washington.

"Não espero que cheguemos ao fim das discussões sobre todos os temas nesta primeira conversa", disse um alto funcionário do Departamento de Estado americano, que pediu para não ser identificado para poder falar abertamente sobre o assunto.

"Espero que nesta conversa possamos colocar na mesa todos os temas que nos interessam e todos os temas que interessam ao governo cubano, para que saibamos os parâmetros sob os quais estamos trabalhando", afirmou, em conversa com jornalistas da qual participou a BBC Mundo.



O que Cuba espera

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal Granma, publicação oficial do Partido Comunista de Cuba, cita uma fonte do Ministério de Relações Exteriores que diz que o processo de negociações é "longo e complexo".

O jornal esclarece a posição cubana a respeito de vários pontos que serão tratados nas reuniões desta semana: Questão migratória: sobre este assunto, que será o tema central das reuniões desta quarta-feira, o Granma afirma que Cub a mostrará aos Estados Unidos sua "profunda preocupação" com a política de "pés secos, pés molhados" (lei de 1966 que estabelece que os cubanos que chegam ao país por terra podem ficar, e os capturados no mar, mesmo a poucos metros da terra, são devolvidos a Cuba). A ilha afirma que a lei é o principal motivo da "emigração ilegal".

Reestabelecimento de relações diplomáticas: "A delegação cubana enfatizará que o reestabelecimento das relações diplomáticas e a reabertura de embaixadas em ambas as capitais deverá se basear nos princípios do direito internacional referendados na Carta das Nações Unidas e nas Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e Relações Consulares", afirma a fonte diplomática citada pelo Granma. "É um contrassenso restabelecermos relações enquanto Cuba continua injustamente na lista de estados patrocinadores do terrorismo internacional."

Direitos humanos: Cuba, segundo o jornal, "vai reiterar a proposta que fez no ano passado ao governo dos Estados Unidos de sustentar um diálogo respeitoso sobre bases de reciprocidade no que se refere ao exercício dos direitos humanos". "Há preocupações legítimas sobre o exercício dos direitos humanos nos Estados Unidos e situações que acontecem neste país e não acontecem no nosso", diz o Granma.

Missão diplomática

O objetivo desta viagem é "começar a pôr carne nos ossos", disse à BBC Mundo Cynthia Arnson, a diretora do programa de América Latina do Wilson Center, um centro de estudos em Washington.

Arnson explica que a viagem de Jacobson não poderia ter ocorrido sem a libertação recente de 53 ativistas de oposição cubanos, que fez parte do acordo de normalização das relações entre os dois países.

"Agora que isso já aconteceu, o Departamento de Estado está em uma posição de seguir adiante e começar a dar os passos necessários para implementar os compromissos que os Estados Unidos e Cuba disseram que teriam", afirma.

Apesar de o tema central da primeira visita ser como transformar a Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana em uma embaixada como as que existem em outros países do mundo, acredita-se que será discutido também o aumento da cooperação bilateral em áreas como projetos contra as drogas e o combate ao ebola.

Países buscam normalização das relações prometida em dezembro por Obama 
e Raúl Castro

Washington sugeriu que espera que a aproximação seja resolvida em questão de meses de depois de poucas conversas.

De acordo com Jason Marczak, especialista em América Latina do Atlantic Council, em Washington, esse não tem por que ser um processo lento, porque se trata de discutir principalmente tecnicidades.


"Estruturalmente está tudo aí, nada deve ser construído, e é questão de garantir todos os temas 'chatos' que fazem parte da diplomacia - nos quais as pessoas não pensam, mas que são cruciais para abrir uma embaixada", disse à BBC Mundo.

Depois desse passo, os dois países poderiam continuar as negociações para resolver alguns dos problemas de fundo que dificultaram o diálogo nas últimas décadas.

Outro assunto que está na agenda esta semana, em particular nesta quarta-feira, será uma nova rodada semestral de conversas sobre migração, que formam parte dos acordos assinados pelos dois países em 1994.
Diferenças

Em geral, Estados Unidos não deram a impressão de ir com muitas certezas a esta primeira reunião em Havana. Na verdade, passaram a impressão de que avaliarão a situação para estabelecer as bases para o que pode vir depois.


Na conversa com o funcionário do Departamento de Estado americano, foi mencionada a possibilidade de uma viagem futura do secretário de Estado americano John Kerry a Havana, mas ficou claro que isso dependerá do avanço deste primeiro encontro.

"Simplesmente não sabemos o que a outra parte pode pôr na mesa", disse o alto funcionário.

Não se pode eliminar meio século de desconfiança em um mês.Jason Marczak, especialista em América Latina do Atlantic Council

Washington também explicou que o desenvolvimento do diálogo com Cuba determinará em boa medida a reação das autoridades em Havana e seu nível de "tolerância" às propostas dos americanos.

Um dos assuntos nos quais os governos discordam é o dos direitos humanos. Nesse sentido, Washington espera pressionar Cuba para que respeite os direitos de seus cidadãos de se manifestarem pacificamente.

Por outro lado, como diz Marczak, também pode haver dificuldades relacionadas com as demandas que Cuba apresentar aos Estados Unidos, seja sobre seus programas democráticos na ilha ou sobre a prisão de Guantánamo, por exemplo.

"Coisas como essas continuam dominando substancialmente a agenda e são pontos reais de disputa", disse.

Por causa dessas diferenças, é difícil saber se este primeiro teste entre os dois países trará resultados concretos e servirá para preparar o terreno para a normalização das relações.

Marczak diz que é importante entender esta viagem como um primeiro passo. "Estamos em um momento de construir as relações. Não podemos esperar que todas as reuniões terminem sem nenhum obstáculo."

"Não se pode eliminar meio século de desconfiança em um mês", afirmou.

Na quinta-feira, é possível que os temas da discussão entre as duas delegações seja finalmente conhecido. Espera-se que Roberta Jacobson fale à imprensa em Havana.

Fonte: BBC Brasil

"É a política do diálogo no lugar da política de confronto", diz, de Cuba, ativista Reinaldo Escobar

Reinaldo Escobar (D) ao lado da mulher e blogueira Yoani Sánchez 
Foto: ADALBERTO ROQUE / AFP

jornalista Reinaldo Escobar, marido da blogueira Yoani Sánchez e um dos líderes da oposição cubana, não conteve seu entusiasmo ao atender em Havana o telefonema de Zero Hora para falar sobre o reatamento de relações entre Estados Unidos e Cuba.

Yoani está em Praga, participando de um evento sobre direitos humanos promovido pelo governo checo. Os dois se comunicaram rapidamente. Ele lhe daria a notícia. Ela já sabia. A oposição cubana está empolgada. Tanto Yoani quanto Escobar são críticos moderados do regime, que reconhecem conquistas sociais da revolução cubana. O jornalista demonstra isso ao dizer que deve haver gente que não gosta do que está ocorrendo, porque aposta na política do confronto.


Leia a entrevista feita por ZH por telefone com Escobar:

Como está a recepção da retomada de negociações entre Cuba e Estados Unidos?
É uma grande notícia. Faz 20 minutos que terminou o discurso do senhor Raúl Castro, com o anúncio oficial. Não pudemos escutar o discurso pelos canais tradicionais de Cuba, mas foi possível pelo canal Telesur, que pega aqui. Creio que realmente é um fato histórico. É a política de diálogo no lugar da política de confronto, que não conseguiu objetivo algum.

O que vocês esperam depois disso?
Penso que pode ocorrer qualquer coisa. Em primeiro lugar, acho que há uma tendência de suavizar a repressão por parte do governo ou até eliminá-la. Não creio que haverá democracia amanhã, mas estão ocorrendo coisas importantes. Agora, em alguns dias, o senhor Barack Obama e o senhor Raúl Castro terão a oportunidade de se encontrar no Panamá, na cúpula ibero-americana, a que ambos vão assistir. Creio que será um momento muito importante, um momento histórico.

Como estão as ruas em Havana?
Este não é um país livre. Aqui, não há permissão para protestar e também para se alegrar. Você poderia supor que as pessoas estão nas ruas celebrando. Mas você pensa em um país normal. Isso não está ocorrendo. Não quer dizer que não ocorra. Mas deve-se esperar, porque há muita tensão, há muita expectativa com essa notícia que comociona as pessoas. Raúl Castro, quando terminou o discurso, disse que mais adiante serão dados mais detalhes. Estamos esperando por isso.

Vocês esperavam por essa notícia?
Estamos esperando por essa notícia faz muitos anos,

Mas ela os surpreendeu agora?
Foi uma surpresa para todo o mundo. A notícia começou a circular pela manhã, foi uma surpresa para Cuba, para os EUA, para o mundo inteiro. Ontem, Raúl Castro falou pelo telefone com Obama, e as coisas se precipitaram dessa maneira.

Vocês, da oposição, estão se comunicando para conversar sobre o assunto?
Não faz nem 20 minutos. Um pouco já nos falamos. O telefone não para de soar. Agora mesmo, estou mandando mensagens de saudações a algumas pessoas. O que ocorreu hoje é uma conquista, muito importante.

O senhor chegou a falar com Yoani?
Me comuniquei cedo com ela para dar a notícia. Ela já sabia. Foi uma conversa muito breve, porque ela tem muito trabalho agora em Praga. Ela está em um evento do Ministério das Relações Externas, da República Checa, sobre direitos humanos e diplomacia.

Há quem não goste deste momento?
Temos que esperar os desdobramentos, mas, claro, há aqueles que estão quietos. Há aqueles fundamentalistas que rejeitam o fim da política de confronto. Gente que teme a realidade.

Como o senhor classifica a alegria de vocês?
É uma alegria que não é excessiva. Vamos esperar o que vem pela frente.



Fonte: Léo Gerchmann, Zero Hora

Blogueira cubana Yoani Sánchez lamenta "vitória do castrismo"


A ativista cubana Yoani Sánchez lamentou nesta quarta-feira (17) areaproximação entre os governos do seu país e dos Estados Unidos, que culminou com a libertação do norte-americano Alan Gross, e a qualificou como uma vitória do regime da ilha.

"O castrismo venceu, ainda que Alan Gross tenha saído vivo de uma prisão que poderia se tornar o seu túmulo. No jogo da política, os totalitarismos sempre conseguem se impor sobre as democracias", escreveu a blogueira dissidente no site "14 y medio".

Yoani se pronunciou antes mesmo dos esperados discursos dos presidentes Raúl Castro e Barack Obama. A libertação de Gross deve ser compensada pela soltura de três dos cinco cubanos que haviam sido presos nos Estados Unidos sob a acusação de espionagem.

Os beneficiados pela medida são Gerardo Hernandez, Ramón Labaniño e Antonio Guerrero. Os outros dois, Fernando e René González, já estão livres.   Fonte UOL

EUA e Cuba discutem retomar relações diplomáticas após 53 anos.


O presidente dos EUA, Barack Obama, e o ditador de Cuba, Raúl Castro, farão anúncios simultâneos nesta tarde; segundo autoridades, países devem debater a reaproximação

WASHINGTON — Preso há cinco anos em Cuba, o empreiteiro americano Alan Gross foi solto nesta quarta-feira em Havana, numa medida vista como o primeiro passo para a retomada das relações entre os Estados Unidos e o governo cubano. Aos 65 anos, ele foi libertado em uma troca de prisioneiros e já está a caminho de volta ao país. Os presidentes Barack Obama e Raúl Castro se pronunciarão ao mesmo tempo, às 15h de Brasília, sobre o acordo e novas políticas, que devem incluir a reabertura de embaixadas. Trata-se da mudança mais significativa em mais de meio século. 
O acordo foi negociado secretamente durante 18 meses, e grande parte das reuniões ocorreu no Canadá. As negociações foram encorajadas pelo Papa Francisco, informou o "New York Times". Por telefone, Raúl e Obama concordaram em pôr de lado décadas de hostilidade e iniciarem uma nova etapa na relação entre os dois países. 

Por conta da libertação de Gross e da queda nesta quarta-feira do diretor da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), Rajiv Shah, especula-se que o anúncio inclua um amplo pacote de medidas destinadas ao degelo nas relações incluindo a normalização das relações diplomáticas. Se não chega a derrubar totalmente o embargo, 

— Hoje marca o início de um novo e importante capítulo nas relações EUA-Cuba — disse Julia Sweig, diretora de estudos latino-americanos do Conselho de Relações Exteriores. — Finalmente temos um presidente americano disposto a fazer a coisa certa para o interesse nacional, para a posição americana na América Latina e para o povo cubano. 

Preso em 2009 por levar satélites e equipamentos eletrônicos de maneira irregular para grupos judaicos acessarem a internet em Cuba, Gross foi condenado em 2011 a 15 anos de prisão. A alegação foi de espionagem e crimes contra o governo cubano. Funcionário da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), ele era visto como um espião, apesar de não haver dolo aparente. 

EUA e Cuba vinham conversando em sigilo há um ano sobre um possível acordo para libertar Gross. Em troca dele, o governo americano liberou três prisioneiros cubanos que estavam na Carolina do Norte. Eles foram acusados de espionagem contra grupos anticastristas que atuavam em Miami. 

Em mau estado de saúde, Gross ameaçou fazer greve de fome. Segundo seu advogado, ele estava internado em um hospital militar. Gross teria perdido vários de seus dentes e mal conseguiria caminhar por causa de uma artrite. Ele também rejeitou apoio médico ou privilégios pelo setor diplomático americano. 

DIRETOR DA USAID CAIU NESTA QUARTA-FEIRA 

O diretor da Usaid, Rajiv Shah, divulgou também nesta quarta-feira um comunicado em que afirma que deixará o cargo em fevereiro. Desde 2010 à frente da organização, ele vinha sendo alvo de críticas por conta de práticas de risco em países hostis aos EUA, em especial Cuba. 

Uma das principais agências do governo americano, a Usaid tem como metas trabalhar contra a pobreza e promover a democracia em outros países. No entanto, foi alvo de muitas críticas após revelações de criação e fomento a programas secretos considerados de risco em paises que não requerem a ajuda da agência. 

Entre os principais entreveros da Usaid recentemente, estiveram o "Twitter" cubano ZunZuneo e uma rede de hip-hop com artistas canções contra o governo castrista. O comando local criticou severamente as medidas, após sua revelação pela agência Associated Press.

Fonte: O Globo
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Cuba admite pela primeira vez um jornal independente em evento oficial


O Governo cubano autorizou a participação do site 14ymedio.com, de Yoani Sánchez, durante o Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano

A incipiente imprensa independente cubana conseguiu esta semana uma modesta vitória em sua dura luta pelo direito de existir na ilha, onde todos os meios de comunicação pertencem ao Estado. A decisão do Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano, que começou na quinta-feira em Havana, de autorizar a participação do site 14ymedio.com, fundado e dirigido bela blogueira Yoani Sánchez, abre uma brecha no monopólio da informação. Em declarações telefônicas à mídia do exílio cubano em Miami, Sánchez comemorou o acontecimento. “Não sabemos se é uma abertura ou não”, ponderou a filóloga que virou jornalista. Sánchez se tornou conhecida a partir de 2007, com seu blog Generación Y, anterior ao 14ymedio.

Desde sua criação, em 21 de maio deste ano, a pequena redação do veículo, instalada no 14o andar de um edifício de Havana, funciona ilegalmente e vários de seus colaboradores foram intimidados pela Segurança do Estado. Em sua carta de apresentação, o site se define como um veículo comprometido “com a verdade, a liberdade e a defesa dos direitos humanos, sem amarras ideológicas ou partidárias.”

Além do contexto político, que não permite o exercício independente do jornalismo, o 14ymedio enfrenta o desafio técnico de chegar aos leitores cubanos em um dos países com menor acesso à Internet de todo o planeta. Os servidores cubanos controlados pelo Estadobloqueiam o acesso ao 14ymedio desde o dia de seu lançamento. Apesar disso, o jornal digital chega à ilha por meio do Facebook, que não é censurado, e de uma versão em PDF que pode ser impressa e que circula facilmente pelos dispositivos USB.

A inusitada decisão do Festival acontece poucos dias depois de uma tentativa frustrada do redator-chefe do 14ymedio, Reinaldo Escobar, de conseguir se cadastrar para cobrir a visita à ilha do ministro de Relações Exteriores espanhol, José Manuel García-Margallo, no final de novembro. A mudança de atitude das autoridades poderia estar relacionada com a urgência do Governo cubano —devido à previsão de redução iminente da ajuda econômica da Venezuela— de chegar a um acordo de cooperação com a União Europeia e conseguir uma flexibilização do embargo comercial dos Estados Unidos.

A presença muito comentada nos últimos dias em Havana de Ernesto Londoño, jornalista colombiano do conselho editorial do The New York Times, que se reuniu com Sánchez e sua equipe, além de visitar as redações da imprensa oficial, também teria contribuído para a abertura repentina, segundo vários analistas.

Fonte: El País 

MADURO SE METE EM ASSUNTOS INTERNOS DO BRASIL, E O ITAMARATY SILENCIA



META-SE COM SUA VIDA, MADURO

O Itamaraty, se verdadeira liderança nele houvesse e juízo prevalecesse, já teria cuidado de expedir, rapidinho, uma de suas tão bem redigidas Notas ao governo da República Bolivariana da Venezuela, requerendo à Chancelaria do país amigo maior discrição das autoridades locais sobre os assuntos internos do Brasil.

É que, por índole, assim como não gostamos de extremistas de esquerda ou de direita – em particular aqueles que se acham no direito de meter a colher de pau no nosso angu – também não gostamos de que autoridades estrangeiras que fiquem a proclamar basófias sobre os rumos que devemos ou não tomar.

Aqui no Brasil, apesar de nossas mazelas e manipulações, continuamos a dar preferência ao regime democrático. Além do mais, não costumamos levar a sério o que pensam e dizem os caudilhos ou condottiere de qualquer jaez, fardados ou não, em particular os que, dirigindo países falidos, ousem sugerir rumos a serem tomados pela Nação brasileira. Se a Venezuela quer continuar com seu processo revolucionário de cunho populista, que o faça, que vá sozinha para o buraco, mas sem querer que nele nos enfiemos juntos.

Circula pelo YouTube – e os acessos já avançam para a dezena de milhão-, a exaltada manifestação do comandante máximo do governo bolivariano da Venezuela, o impávido colosso Nicolás Maduro, ex-militante da Liga Socialista da Venezuela e herdeiro político do falecido Hugo Chávez (com quem ocasionalmente se comunica, no além, como o fez por intermédio de um irrequieto passarinho que no ano passado lhe apareceu numa capelinha, em Barinas), para comemorar a vitória de Dilma Rousseff nas últimas eleições.

Para Maduro, a vitória de Dilma nas eleições é percebida como uma conquista revolucionária! O pessoal mais antigo do PT adorou a visão, com bandeiras vermelhas e a instalação do regime comunista do Brasil. Mas, creiam, foi só uma visão. O Brasil é maior do que essa coleção de estapafurdices…

Não pense esse tal Maduro, caricatura populista bolivariana, que com agrados ao PT o Brasil vai perdoar a enorme dívida que seu país tem com as empresas brasileiras.

Cuba terá 1ª igreja católica desde a revolução. Templo será financiado por cubanos que vivem nos EUA.



HAVANA — Em um sinal de distensão da relação entre o regime castrista e o Vaticano, a Igreja Católica em Cuba anunciou que, pela primeira vez desde a revolução de 1959, vai construir um novo templo na ilha. “Será no município de Sandino, na província de Pinar del Río”, informou um boletim dominical da igreja, distribuído aos fiéis no final da missa. A nota informa que isso só será possível “graças à colaboração da paróquia de San Lorenzo, em Tampa, nos Estados Unidos, composta em grande parte por fiéis cubanos.”

A nova igreja terá capacidade para 200 pessoas e ocupará uma área de 800 metros quadrados. Até o padre já foi escolhido. O titular da paróquia será Cirilo Castro — sem parentesco com os irmãos quer governam a ilha desde a revolução armada que tirou Fulgencio Batista do poder e decretou o pais um Estado ateu.

A cidade de Sandino foi criada após a revolução, no começo dos anos 60, por isso não tem nenhuma igreja. O local tem hoje cerca de 37 mil habitantes que se dedicam em grande parte à agricultura, principalmente de tabaco e frutas cítricas.

Relação tumultuada

No começo do processo revolucionário cubano, Sandino foi povoada por agricultores que foram transferidos do centro do país para a região, após serem acusados de colaborar com grupos anticastristas, que instalaram uma guerrilha contrarrevolucionária para derrubar Fidel Castro.

— O lugar é completamente afastado, por isso foram levados a esta região — explicou Enrique López Oliva, professor de história de religiões da Universidade de Havana. — A construção do templo mostra uma nova fase no relacionamento entre a Igreja e o Estado.

Apesar de Cuba ser um país de tradição católica, a religião não é a maioria no país, onde predomina as crenças trazidas pelos escravos africanos.

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Até o triunfo da revolução, em 1959, a Igreja Católica era importante no país, mas não conseguiu manter uma boa relação com o Estado quando os líderes rebeldes chegaram ao poder.

Nos anos 60, a igreja ajudou a promover a operação “Peter Pan” organizada pela Inteligência americana que tirou muitas crianças cubanas do país, com o consentimento de seus pais, usando como argumento que os revolucionários comunistas iriam tirar as custódias deles.

Já Cuba perseguiu muitos fiéis e decretou o Estado ateu. Somente nos anos 90 foi retomado o diálogo com membros das igreja, iniciativa do então presidente Fidel Castro, que inclusive permitiu a visita dos papas João Paulo II e Bento XVI à ilha

Fonte: O Globo

Fafá de Belém é vítima de perseguição ideológica por prefeito petista

A cantora Fafá de Belém entrou de cabeça na campanha de Aécio Neves e isso parece estar causando problemas comercias para a artista paraense. Fafá relatou em sua conta oficial no Instagram que após aparecer no programa eleitoral pedindo votos para o tucano, o prefeito de Vitória da Conquista, Guilherme Menezes, do PT, cancelou a apresentação que faria na cidade. A Prefeitura petista de Vitória da Conquista é reincidente na perseguição ideológica. Quando a blogueira cubana Yoani Sánchez veio ao Brasil para divulgar um documentário, seu roteiro teve de ser alterado, pois o prefeito da cidade alegou ”falta de recursos orçamentários e questões burocráticas” para retirar o apoio econômico ao projeto. 

Fafá e o prefeito petista Guilherme Menezes - BN

“Quem retirou o apoio foi a prefeitura, que arcaria com as passagens de Recife para Vitória da Conquista e a hospedagem. Acho estranho, pois a prefeitura recentemente fez projetos de grande porte”, disse o cineasta Dado Galvão à época. Ou seja, claramente foi por motivos ideológicos apenas. Eis o documentário Conexão Cuba Honduras, que os militantes do PT e do PCdoB impediram que fosse divulgado em Feira de Santana:

 

Por falar nisso, um filme sobre a viagem de Yoani Sánchez, ícone da contestação ao regime opressor cubano, estreia hoje em São Paulo: 

Um documentário que passa neste sábado, 18, domingo, 19, e quarta-feira, 22, na Mostra resgata a viagem de Yoani. Chama-se mesmo assim: A Viagem de Yoani. Peppe Siffredi e Raphael Bottino são os diretores. Eles dão a palavra a Yoani. Ela conta que construiu seu primeiro computador e criou um blog sem ter acesso à internet em casa. O blog Generation Y estourou, com milhões de views. Yoani tornou-se a porta-voz dos descontentes da sua geração. 

Mas Yoani, por ser crítica do regime camarada dos petistas, tornou-se inimiga deles no Brasil. O PT é assim: persegue aqueles indivíduos que ousam criticar ditaduras. É cúmplice, conivente com tais regimes. A própria presidente Dilma, afinal, dá o tom, ao fazer afagos em um decrépito ditador assassino… 


Os petistas realmente possuem valores bem invertidos. E ainda se dizem defensores do POVO? 





A Viagem de Yoani (de Peppe Siffredi e Raphael Bottino)



A Viagem de Yoani (De Peppe Siffredi e Raphael Bottino) 

A blogueira cubana Yoani Sánchez construiu seu 1º computador, criou um blog sem ter acesso a internet em casa e hoje tem milhões de views por mês. Relatando seu cotidiano em Cuba e fazendo críticas ao Socialismo, Yoani ganhou fama e prêmios internacionais. Polêmica, alguns dizem que ela é uma agente da CIA, outros que é uma lutadora pela liberdade de expressão. Depois de anos tentando obter a permissão para viajar, a principal opositora dos Irmãos Castro dentro da ilha veio ao Brasil, onde encontrou muita confusão pela frente. 

Estúdio Sala12 Filmes Direção de Peppe Siffredi e Raphael Bottino Roteiro por Peppe Siffredi Produzido por Marcelo Mesquita, Raphael Bottino e Peppe Siffredi 

"Suplicy foi vítima de traições do próprio partido"


Como baiano, nordestino, brasileiro e latino, sou eternamente grato ao senador Eduardo Suplicy por ter colocado o seu mandato (mesmo sofrendo fortes pressões interna do PT) em defesa da Liberdade de Expressão e dos princípios que regem a Constituição brasileira, na luta para que a cubana Yoani Sánchez, pudesse pisar no solo brasileiro para assistir Conexão Cuba Honduras. Suplicy também prestou solidariedade ao diplomata Eduardo Saboia e ao senador boliviano refugiado Roger Pinto Molina. Querido senador Eduardo Suplicy, a justiça prevalecerá!



"Eduardo e umas bolachas"

Eu já o esperava, como combinado, diante de sua casa, em São Paulo. O senador chegou depois das onze da noite, vindo de Brasília. Esfaimado, investigou os armários vazios e a geladeira, idem. Encontrou apenas um pacote com meia dúzia de bolachas de água e sal. Por insistência dele, sentados à mesa da cozinha, dividimos as bolachas, junto com um café de cafeteira elétrica. Eduardo Suplicy, definitivamente, não parece um Matarazzo. Depois de 24 anos, ele deixa o Senado. É um ponto final –e não só para ele. 

O encontro em volta das bolachas deu-se a meu pedido, em setembro de 2009. O livro da blogueira Yoani Sánchez estava na gráfica, mas o regime cubano negava-lhe autorização de viagem. Suplicy poderia convencer o Senado a convidá-la para um lançamento do livro, pressionando Havana a conceder-lhe o direito de ir e vir. O senador desviou a conversa para os alardeados milagres do castrismo na saúde pública, compelindo-me a retrucar que os anuários estatísticos da ONU colocavam Cuba em posição invejável quanto a indicadores de saúde, vários anos antes da chegada de Fidel ao poder. No passo seguinte, disse-lhe que a teoria da "ditadura benigna", ritualmente aplicada pela esquerda a Cuba, não combinava com seu perfil político.




Xeque-mate. Suplicy ainda solicitou ler os originais. Respondi que, no máximo, teria acesso ao prefácio assinado por mim. O livro, ele leria após a publicação, pois os direitos de Yoani não poderiam depender do seu julgamento sobre as opiniões dela. Dias depois, em dobradinha com o então senador Demóstenes Torres, Suplicy extraiu o convite na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Demóstenes iludia a todos, inclusive a mim, ocultando sua sociedade com um bandido atrás da máscara de parlamentar imaculado. O Eduardo das bolachas também elaborara uma persona política, mas não tinha esqueletos no armário. 

Suplicy já era, cinco anos atrás, uma figura estranha no seu partido, algo como a relíquia de uma era histórica encerrada. Pouco antes da segunda campanha presidencial de Lula, em 1994, um editorial da revista teórica do PT classificara Cuba como uma ditadura –e explicara que não existem ditaduras defensáveis. O senador à minha frente era um registro daquele tempo e daquele partido. Desde a ascensão de Lula ao Planalto, Suplicy perdeu o gosto pela investigação de denúncias de corrupção, convertendo-se num disco de vinil riscado, a repetir a estrofe da renda mínima. Fora isso, permaneceu fiel a si mesmo, enquanto seu partido mudava até tornar-se irreconhecível para milhões de antigos eleitores. Nesse descolamento encontra-se a causa da derrota do Matarazzo rebelde. 

A derrota tem um número: 2,8 milhões de eleitores abandonaram Suplicy entre 2006 e domingo passado. Não é culpa dele, mas uma das expressões do recuo geral do PT em São Paulo. Seguindo sua lógica própria, orientada pela emoção, o Eduardo das bolachas permaneceu fiel à sigla e à estrela: os símbolos de um tempo pleno de esperanças. Seguindo outra lógica, pautada pela razão, seus eleitores permaneceram fiéis aos princípios traídos pelo PT, negando a sujeição fetichista do presente ao passado. No anoitecer de seu mandato derradeiro, o senador tem a oportunidade de confrontar as duas lógicas e revisitar, de olhos abertos, esse segmento crucial da história política do país. 

Tolamente, na madrugada, antes da despedida, eu disse a ele que sua intervenção pelo direito de viagem da blogueira provocaria recriminações num PT rendido aos anacronismos da esquerda latino-americana. Suplicy escutou, mal disfarçando o enfado. Li a resposta óbvia, escrita no seu olhar: "Conte-me algo que não sei". O Eduardo das bolachas falaria ao Senado, em nome de nossas convicções comuns, mesmo contrariando seu partido. Mas não mudaria de partido, nem mesmo em nome de suas convicções. 

Se vencer, Aécio Neves deveria convidar Yoani Sánchez para sua posse.

Eis um tema que os tucanos deveriam resgatar na campanha dessa reta final contra o PT: Yoani Sánchez. O Brasil presenciou um dos maiores descalabros do governo petista e da esquerda em geral quando a blogueira cubana visitou o país. Para quem não lembra, uma turba ensandecida de arruaceiros resolveu atacar a dissidente, ofendê-la, tentar impedir sua livre manifestação como se fosse um leão de chácara do tirano Fidel Castro. Vejam, por exemplo, esse bate-boca entre Aloysio Nunes, vice na chapa de Aécio, e a líder dos arruaceiros Vanessa Grazziotin, aliada do PT:


À época, a Veja denunciou o ato nefasto do PT, de distribuir um dossiê contra a blogueira. O plano para espionar e constranger Yoani Sánchez foi elaborado pelo governo cubano, mas foi executado com o conhecimento e o apoio do PT, de militantes do partido e de pelo menos um funcionário da Presidência da República, ligado ao ministro Gilberto Carvalho. 

Os “soldados” da ditadura cubana, ligados ao PT, tentaram impedir a apresentação de um documentário sobre a cubana, e obrigaram os organizadores a cancelar a exibição do filme. O documentário, que trata da falta de liberdade de expressão em dois países da América Central e contém uma entrevista de Yoani, fazia parte do primeiro ato da cubana em sua viagem ao Brasil. 

 A produção é dirigida pelo cineasta baiano Dado Galvão, que convidou a blogueira a vir ao país – seu primeiro destino após cinco anos de negativas do regime comunista para deixar a ilha caribenha. Galvão é o autor do documentário sobre o escandaloso caso boliviano também, que já divulguei aqui. Vejam seu depoimento sobre o episódio Sánchez, ao lado do deputado tucano Otávio Leite:


Enquanto os tucanos ligados a Aécio tentavam garantir a liberdade de expressão, os militantes ligados ao PT e gente do próprio partido atuava para impedir críticas ao regime cubano, a mais longa e assassina ditadura do continente. Dilma, não custa lembrar, cedeu a Granja do Torto ao ditador Raúl Castro, que resolveu despachar lá como se fosse sua sede de governo, e ainda reclamou de críticas da imprensa. 

Diante disso tudo – e aqui falo apenas da pontinha do iceberg – podemos constatar sem medo de errar que o pleito no próximo dia 26 é basicamente uma escolha entre quem defende o Brasil e quem defende Cuba, entre quem sustenta a liberdade de expressão e quem se curva perante ditadores opressores. A imagem que circula nas redes sociais define bem o que está em jogo: 
Brasil ou Cuba
Acredito que Aécio Neves não só deveria trazer à tona o caso novamente, como se comprometer previamente com um convite a Yoani Sánchez para sua posse, caso saia vitorioso desse segundo turno. Seria uma forma bastante clara de traçar uma linha divisória entre um potencial estadista e um partido lacaio de tiranos assassinos.

Assista: Missão Bolívia, a coragem de um diplomata. Uma fuga pela liberdade!



A respeitada diplomacia brasileira vem se tornando marionete de velhas e conhecidas ideologias políticas. (Missão Bolívia, dialogar e documentar) revela o descaso da política externa brasileira no sofrimento enfrentado pelo senador boliviano Roger Pinto Molina, que passou mais de um ano asilado, esquecido em um quarto no edifício da embaixada do Brasil em La Paz, Bolívia. 

“Eu me sentia como se eu tivesse o DOI-Codi ao lado da minha sala de trabalho.” (Eduardo Saboia, diplomata brasileiro)

Molina vitima de perseguição política, denunciou o envolvimento de membros do governo do presidente Evo Morales, com o narcotráfico. O senador boliviano foi resgatado (agosto, 2013) da Bolívia, em uma operação coordenada pelo diplomata brasileiro Eduardo Saboia, sem o conhecimento dos governos brasileiro e boliviano.

“E asseguro: é tão distante o DOI-Codi da embaixada brasileira lá em La Paz como é distante o céu do inferno. Literalmente isso." (Dilma Rousseff, presidenta do Brasil).

“Não respeito caprichos nem ordens manifestadamente ilegais”. (Eduardo Saboia, diplomata brasileiro). “No Brasil de Dilma, quem diz isso é réu. A presidente exige obediência cega. Vergonha”. (Demétrio Magnoli, sociólogo)

"Eduardo Saboia revela ser um continuador corajoso do legado de coragem do mártir brasileiro, mártir da ONU, Sérgio Vieira de Mello”. (Jose Ramos-Horta, Prêmio Nobel de Paz)

Fatos como a prisão (fevereiro, 2013) em Oruro na Bolívia, de doze brasileiros, torcedores do Corinthians, acusados pela morte de um adolescente em um jogo da Copa Libertadores da America, tráfico de drogas, e outros crônicos gargalos da relação diplomática entre Brasil e Bolívia, são abordados no filme. 

“Torcedores presos na Bolívia são usados como 'objetos de barganha política' pelo governo Morales”. (Senador Ricardo Ferraço, Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado do Brasil). 

"Hoje, nove de cada dez toneladas de cocaína produzida na Bolívia têm como destino o Brasil" (José Casado, O Globo) 

Missão Bolívia, tem participações especiais de Eduardo Saboia (diplomata), Carlos Mesa (ex-presidente Bolívia), Jorge Quiroga (ex-presidente Bolívia), Roger Pinto (senador), Marcel Biato (diplomata) Ricardo Ferraço (senador), Alvaro Dias (senador), Sérgio Petecão (senador), Jerjes Talavera (diplomata), Fernando Tibúrcio (advogado).

Um Documentário de Dado Galvão (Conexão Cuba Honduras), Pilar Celi Frias (jornalista, pré-produção, pesquisa Bolívia), Arlen Cezar (fotógrafo, pré-produção).

"Não vale a pena estar aqui", diz jovem de Honduras



Na cidade de San Pedro Sula, em Honduras, a jovem Danya Gutierrez tem um sonho: fugir para os Estados Unidos e se afastar da violência a sua volta. O município hondurenho tem a maior taxa de homicídios do mundo.

Missão Bolívia revela os bastidores da operação de resgate do senador boliviano Roger Molina.


"Dado Galvão tentou entrevistar o senador Pinto Molina na embaixada e foi proibido pelo Itamaraty, que justificou a negativa como manutenção da ordem na representação governamental. Dado, num ato de repúdio, entregou o seu passaporte, juntamente com o do fotógrafo Arlen, ao Itamaraty, que até hoje não os devolveu, segundo o documentarista. Dado esteve com a família do senador Molina no início de 2013, quando foi informado de que Molina estava com as visitas na embaixada restritas a familiares e um advogado boliviano desde março de 2013. Com isso, aumentou o isolamento do político dentro da representação brasileira em La Paz" (Leia matéria completa do Jornal do Brasil)

Raúl Castro oferece jantar na Granja do Torto, residência de campo do governo brasileiro em Brasília.



Fidel tinha ilha particular e aquário de golfinhos, diz ex-guarda-costas.

Juan Reinaldo Sanchéz resolveu contar em livro bastidores da vida de ex-líder cubano, quem acompanhou de perto durante 17 anos.

Um livro recém-lançado traz novas e bombásticas revelações sobre o estilo de vida do ex-líder de Cuba Fidel Castro. Entre elas, a de que o ex-mandatário possuía uma ilha particular com restaurante flutuante e um aquário de golfinhos.

A Vida Secreta de Fidel, lançado no Brasil pela Editora Paralela, foi escrito pelo jornalista francês Axel Gyldén e por um ex-guarda-costas do ex-líder cubano, Juan Reinaldo Sánchez.

Durante 17 anos, Sánchez diz ter feito parte do círculo mais íntimo destinado a proteger Fidel. Desempenhou tarefas das mais variadas, como "provar cada prato ou vinho que traziam a Fidel" durante uma viagem à Espanha, em 1992, para "assegurar que não estavam envenenados".

Ou acompanhar o comandante durante uma pesca submarina em que "minha tarefa era espantar tubarões e barracudas que se aproximavam dele". (Leia mais na BBC Brasil)

De Paris, Repórteres Sem Fronteiras critica ataques do PT a opositores midiáticos.


Após dezoito agressões contra jornalistas desde o início do Mundial, o vice-presidente do Partido dos Trabalhadores acusou uma dezena de jornalistas e humoristas de propagar o ódio.

A tensão entre o governo e os jornalistas da oposição acaba de subir de tom. Num artigopublicado a 16 de junho de 2014 no site do Partido dos Trabalhadores (PT), atualmente no poder, o vice-presidente do partido Alberto Cantalice estabelece uma lista negra de jornalistas designados como os “pitbulls da grande mídia”. Para o dirigente petista, o ódio de Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes Diogo Mainardi, Lobão e dos humoristas Danilo Gentili e Marcelo Madureira contra as medidas progressistas dos governos Lula e Rousseff se tornou ainda mais evidente desde o começo do Mundial, que esperam que fracasse.

Esses “inimigos da pátria” não demoraram em responder. O jornalista Demétrio Magnoli denunciou em O Globo um artigo “calunioso” e uma ação de propaganda por parte do PT. Magnoli se mostra preocupado pelo fato de um político do partido no poder convidar à “caça” dos jornalistas opositores “na rua”. Já Reinaldo Azevedo, da revista Veja, afirmou sua intenção de processar Alberto Cantalice por “difamação”.

“Repórteres sem Fronteiras expressa sua inquietação pelas graves acusações dirigidas contra os jornalistas provenientes de um alto cargo do PT”, declara Camille Soulier, responsável da seção Américas da organização. “Não ignoramos o contexto polarizado da mídia, que pode exagerar o descontentamento geral. No entanto, as dificuldades sentidas pelo PT não justificam o recurso à propaganda de Estado.”

Essas acusações foram lançadas num clima social tenso, com a multiplicação de movimentos populares contra as despesas do governo com a Copa do Mundo. A polícia militar tem respondido através da força e alguns jornalistas foram agredidos. No total, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) já contabilizou 17 agressões de jornalistas no âmbito de manifestações desde a abertura do Mundial. Entre as vítimas, contam-se correspondentes daCNN e de agências internacionais, como a Reuters e a Associated Press, assim como jornalistas da mídia local ou profissionais independentes. Karinny de Magalhães, jornalista e ativista do coletivo Mídia NINJA, foi detida e espancada até desmaiar.

Aos 17 casos citados se juntou a detenção arbitrária de Vera Araújo, do diário O Globo, no passado dia 15 de junho, elevando para 18 o número de abusos. A jornalista estava filmando a detenção de um turista argentino e acabou também sendo presa. Uma investigação foi aberta contra o policial militar responsável pela detenção.

O Brasil se situa no 111º lugar em 180 países na última Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborada por Repórteres sem Fronteiras. Por ocasião da Copa do Mundo de futebol, a organização lançou uma campanha para sensibilizar o público sobre a situação da liberdade de informação nos países participantes. Acompanhe as fichas dos jogos de Repórteres sem Fronteiras.