"Vou à Bahia porque, se alguém fez o impossível para eu sair do país, foi Dado Galvão. Desde que filmou uma entrevista comigo em Havana, ele tem sido incansável. Mesmo quando me faltava esperança, ele a mantinha" YOANI SÁNCHEZ - FOLHA DE SÃO PAULO

“As mesmas lonas da feira livre de Jequié são usadas para abrigar refugiados pelo mundo”

Documentarista Dado Galvão com o troféu do Festival Permanente do Minuto/ACNUR 
(Agência da ONU para refugiados) no SESC/Vila Mariana em São Paulo. 

O mundo tem hoje mais de 60 milhões de pessoas deslocadas de forma forçada. No Brasil, atualmente vivem cerca de 9 mil refugiados e conscientizar a população sobre essa realidade é um desafio no processo de integração no país. E com esse intuito, o Festival do Minuto e o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) promoveram no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, a exibição um concurso de vídeos, que recebeu aproximadamente duzentos curtas de todo o mundo sobre o tema – e com o desafio de tratar da temática em até um minuto.

Os vídeos premiados foram anunciados neste sábado (18) num evento marcado pelas vozes de refugiados. Na abertura, as crianças do projeto Coração Jolie, da IKMR – Eu Conheço Meus Direitos, apresentaram clássicos da música brasileira – como Aquarela, Azul da Cor do Mar e Vamos Construir – resignificando o tema do refúgio. Já no encerramento, com músicas em Lingala e português, os músicos de Angola e da República Democrática do Congo que integram o grupo “Os Escolhidos” também apresentaram um pouco de sua arte e contagiaram os presentes.

A assessora de proteção do ACNUR em São Paulo, Isabela Mazão, lembra que o Dia Mundial do Refugiado, lembrado no dia 20 de junho e instituído pela ONU no ano 2000, é uma data para conscientizar o mundo sobre a situação das pessoas deslocadas no mundo e refletir sobre formas de integração. “No Brasil, todos os anos fazemos eventos para sensibilizar a sociedade. Neste ano, tivemos a oportunidade de fazer essa parceria com o Festival do Minuto e foi incrível, uma maneira nova de mobilizar públicos diferentes sobre essa causa, com vídeos enviados por pessoas do mundo inteiro. Essa é mais uma ferramenta para sensibilizar as pessoas sobre a causa do refúgio”. 

O cineasta e curador do Festival do Minuto, Marcelo Masagão, também falou sobre a parceria com o ACNUR e destacou a necessidade de pensar no refúgio de forma expandida, refletindo sobre as dificuldades que as pessoas vivenciam no processo de integração, para que os refugiados possam ter seus direitos garantidos. 

Entre os 22 finalistas exibidos no festival, apareciam mensagens de reflexão e de incentivo à ação sobre a temática do refúgio, como “Vidas Refugiadas”, de Gabriela Cunha Ferraz, “Amanhã precisa ser melhor”, de Rafaela Carvalho, e “Ninguém fica de fora”, de Dado Galvão – este último, um dos vencedores do Festival do Minuto (melhor vídeo ACNUR). Presente na cerimônia, Dado contou que no processo de produção do vídeo, gravado na feira de Jequié, município da Bahia, que tem cerca de 170 mil habitantes, ao mostrar fotos dos refugiados ao redor do mundo, convidava as pessoas a refletirem sobre a questão. “As mesmas lonas da feira livre de Jequié são usadas para abrigar refugiados pelo mundo”, lembrou.


Para o diretor da CASP, padre Marcelo Monge, o número de deslocamentos forçados no mundo mostra que pouco tem sido feito para que as pessoas não sejam obrigadas a deixar seus países. A instituição tem trabalhado para buscar formas de integrar os refugiados na sociedade e, nesse sentido, destacou a importância da sensibilização feita por meio do festival. “Ações como essa servem muito mais para nós, nacionais, para que nos sensibilizemos e assim possamos abrir nossas portas”. 

O recém-nomeado Secretário Nacional de Justiça e novo presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Gustavo Marroni, também participou do evento e se comprometeu a manter as políticas para refugiados existentes no país. 

Por Géssica Brandino - Caminhos do Refugio

Um mundo só: ONU premia documentarista brasileiro por vídeo de refugiados. Trabalho foi feito em feira livre de Jequié, juntando dois mundos

O braço da ONU para os refugiados, o Acnur, premiou o vídeo do brasileiro Dado Galvão por unir o mundo na mesma dor humana. No vídeo minuto, já mostrado na coluna, as lonas da feira livre de Jequié (BA) são as mesmas utilizadas nos acampamentos espalhados pelo mundo. O vídeo alerta, por meio de uma linguagem universal, que o problema é de todos, independentemente de localização geográfica, seja você de Jequié, Porto Alegre ou Damasco.

O documentarista brasileiro tem feito diversos trabalho com foco social e entrado em algumas polêmicas na política. Foi ele quem trouxe a opositora moderada cubana Yoani Sánchez em uma histórica visita ao Brasil, assim que começaram a ser abertas as fronteiras da ilha socialista.

Exemplos de outras atuações do documentarista: ele esteve, em novembro de 2013, no hoje extinto acampamento dos haitianos em Brasileia, no Acre. Acompanhou o encontro do senador boliviano refugiado Roger Pinto com sua família também refugiada no Brasil, para o documentário Missão Bolívia.



Em dezembro de 2015, realizou, com um grupo de ciclistas de Jequié, performance fotográfica com bonecos de plásticos denominada "Os refugiados e o Natal", que foi "inspirada na fuga da Sagrada Família para o Egito".


O vídeo "Ninguém fica de fora"/ "Nobody left outside", premiado com o troféu Acnur/festival do minuto, será exibido com os melhores vídeos do concurso Refugiados no Cine MigrArte em 19 de junho no Cine Brasília/DF (15h), evento realizado pelo coletivo Mais Pontes Menos Muros numa parceria com o Acnur.

Dado Galvão participará da cerimônia de premiação em 18 de junho, às 13h, no SESC Vila Mariana (Rua Pelotas 141, São Paulo - SP), atividades que lembram o dia mundial do refugiado, comemorado no domingo (20/06).

Aqui, a explicação de como foi feito o vídeo premiado:

Bela ideia: Vídeo minuto de cineasta brasileiro aproxima drama dos refugiados



As imagens mostram pessoas na cidade baiana de Jequié olhando fotos devastadoras de países como a Síria. Sensação é de unidade entre pessoas.

A coluna traz aqui um belo, forte e inteligente vídeo do documentarista baiano Dado Galvão. O que fez o Dado? Pôs fotos com lembranças de refugiados nas mãos de pessoas que vivem em Jequié. A sensação é de que são os próprios refugiados olhando nostálgicos imagens suas. Só que não. A ideia é se integrar ao programa "Nobody Left Outside" (Ninguém fica de fora, tradução livre). E a sacada é ótima. O "vídeo minuto", brevíssimo, mostra a realidade de Jequié aos campos de refugiados do conflito sírio. Une o mundo na mesma dor humana.

Um enorme déficit nos fundos destinados para abrigos de refugiados está afetando seriamente os esforços para combater a maior crise de deslocamento global desde a Segunda Guerra Mundial, adverte o Acnur, agência da ONU para refugiados. No lançamento da campanha global "Nobody Left Outside" (Ninguém fica de fora, tradução livre), o Acnur disse que os esforços para oferecer abrigo adequado para os refugiados sob seus cuidados estavam sendo afetados um déficit de meio bilhão de dólares. A campanha Nobody left outside solicita a contribuição de fundos do setor privado para viabilizar soluções de abrigo para 2 milhões de refugiados. A campanha destina-se a indivíduos, empresas, fundações e filantropos em todo o mundo.

O deslocamento forçado, em sua maior parte decorrente de guerra e conflito, aumentou consideravelmente na última década, em grande parte resultado da crise na Síria, mas também devido a uma proliferação de novas situações de deslocamento e os antigos casos não resolvidos. Cerca de 60 milhões de pessoas estão hoje deslocadas à força, quase 20 milhões delas são refugiados que foram obrigados a fugir e atravessar fronteiras internacionais. As demais pessoas deslocadas estão dentro de seus próprios países. O financiamento da ajuda humanitária não está conseguindo manter o ritmo.

Um abrigo — seja uma tenda, uma estrutura improvisada ou uma casa — é o ponto de partida básico para que os refugiados sobrevivam e possam se recuperar dos efeitos físicos e mentais da violência e perseguição que sofreram. No entanto, em todo o mundo, milhões de pessoas estão lutando para sobreviver em habitações inadequadas e muitas vezes perigosas, quase incapazes de pagar o aluguel, e colocando suas vidas, dignidade e futuro em risco.

— O abrigo é fundamental para que refugiados possam sobreviver e se recuperar, e deve ser considerado direito humano inegociável — disse Filippo Grandi, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. — À medida que enfrentamos deslocamento em todo o mundo em um nível nunca visto desde a Segunda Guerra Mundial, nenhum refugiado deve ser deixado de fora.

A campanha visa arrecadar fundos para o setor privado para construir ou melhorar abrigo para 2 milhões de refugiados em 2018, no valor equivalente a quase um a cada oito dos 15,1 milhões de pessoas sob mandato do Acnur em meados de 2015. A UNRWA, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina, cuida dos refugiados palestinos restantes. Sem o aumento no financiamento e apoio global, milhões de pessoas que fogem da guerra e da perseguição não terão acesso a moradia ou terão moradia inadequada em países como o Líbano, México e Tanzânia. Não ter um lugar seguro para comer, dormir, estudar, armazenar pertences e ter privacidade, traz consequências prejudiciais para a saúde e bem-estar desta população.

Oferecer abrigo em uma escala global é um empreendimento logístico enorme. Todos os anos, o ACNUR adquire 70 mil tendas e mais de 2 milhões de lonas, que se tornaram símbolo da resposta às emergências humanitárias.

Entretanto, como o Acnur continua enfrentando uma enorme necessidade de oferecer abrigo, porém, com limitado financiamento disponível, as operações muitas vezes enfrentam a difícil decisão de priorizar abrigo de emergência para o número máximo de pessoas de interesse, ao invés de investir em soluções mais duradouras e sustentáveis. Fora dos campos, os refugiados contam com o apoio do Acnur para encontrar alojamento e pagar o aluguel vivendo em cidades em dezenas de países que fazem fronteira com zonas de conflito.

Estima-se que essas operações custem US$ 724 milhões de dólares em 2016. No entanto, apenas 158 milhões estão disponíveis atualmente, um déficit que ameaça deixar milhões de homens, mulheres e crianças sem abrigo adequado e lutando para reconstruir suas vidas.

A campanha "Nobody Left Outside" está pedindo aos doadores particulares e às empresas um maior engajamento. O setor privado é uma fonte de doadores cada vez mais importante para o ACNUR e, em 2015, contribuiu com mais de 8% dos fundos globais da organização.

— O setor privado desempenha um papel importante com o seu know how, vigor e dinheiro, o que permite agir com solidariedade nas situações refugiados que passaram por guerra e perseguição necessitam de abrigo — disse o Alto Comissário Grandi, acrescentando que o fornecimento de abrigo adequado pode aliviar as tensões entre refugiados e comunidades de acolhimento. — Temos de encontrar melhores formas para os refugiados serem pacificamente integrados em nossas comunidades de acolhimento — disse Grandi. — Abrigo adequado para todos é fundamental para a coesão social. Boas casas geram bons vizinhos.

As regiões que mais necessitam assistência são a África subsaariana (US$ 255 milhões necessários, US$ 48 milhões disponíveis) e no Oriente Médio e Norte da África (US$ 373 milhões necessários, US$ 91 milhões disponíveis). Ásia exige US$ 59 milhões, com apenas US$ 8 milhões disponíveis, e a Europa também requer significativamente mais ajuda (US$ 36 milhões necessários, US$ 10 milhões disponíveis), uma vez que enfrenta um fluxo contínuo de refugiados. Por: Léo Gerchmann / Zero Hora. Rio Grande Sul.

Como Fiz Meu Minuto - Dado Galvão

"Uma odisseia contra a ditadura bolivariana"


Cineasta brasileiro promove manifesto com bandeira do Mercosul na Venezuela na semana em que país pode ser desligado da OEA. 


Na semana decisiva para os rumos da Venezuela na OEA (Organização dos Estados Americanos), com a expectativa do pedido da Carta Democrática Interamericana contra o país, pelo secretário-geral da organização Luis Almagro, o jurista brasileiro de Direitos Humanos, Fernando Tibúrcio, elogia a iniciativa, no mínimo ousada, do documentarista baiano Dado Galvão, que desde a semana passada está promovendo uma espécie de “abaixo-assinado gigante” em terras venezuelanas, usando a bandeira do Mercosul como suporte e em prol da democratização e cidadania. 

O documentarista apelidou o movimento de “Missão Ushuaia”. Galvão enviou há seis meses uma bandeira do Mercosul ao jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia, autor do livro Testemunhos da Repressão, que relata histórias reais de presos políticos no país. Na semana passada, Javier deu início a peregrinação, percorrendo com a bandeira diversos lugarejos, para que a população possa registrar suas mensagens no tecido. Até o momento, centenas de assinaturas já foram colhidas, e o tom é de esperança em dias melhores e mais justos.


Adriana Pichardo, Jonathan Patti, Ana Karina Garcia, y Gaby Arellano: Bandeira do Mercosul leva esperança de democratização para os venezuelanos

O próximo rumo do símbolo maior do Mercosul será o Brasil. Em breve, a bandeira será trazida pelo jornalista até Brasília e entregue a autoridades nacionais. Ele deve vir acompanhado da estudante Sairam Rivas, que ficou 155 dias presa em 2014, por participação em movimentos sociais. “A iniciativa do Dado vem em um momento muito bom [se referindo ao encontro desta semana da OEA]. Neste sentido, a ideia da bandeira do Mercosul é perfeita, até porque ele [Dado Galvão] vem enfatizando a importância da aplicação da cláusula democrática do bloco [Mercosul], que é a mesma coisa que se pretende fazer com a aplicação da Carta Democrática Interamericana no âmbito da OEA. Os países que quebram a sua institucionalidade podem estar sujeitos as penalidades destes organismos multilaterais”, explica Tibúrcio. Se aprovada por dois terços dos 34 países-membros do bloco, a Carta deve desligar a Venezuela da OEA. 

ECONOMIA E CORRUPÇÃO NO ESTILO BRASILEIRO

Fernando Tibúrcio, que vem dando suporte jurídico à ex-deputada María Corina Machado, inabilitada pelo regime de Nicolás Maduro, e à família do líder opositor Leopoldo López, preso desde fevereiro de 2014, compara a situação da Venezuela ao cenário de crise política e econômica no Brasil. 

“É bem parecida [com a crise brasileira]”, frisa o jurista. “Houve [na Venezuela] o aparelhamento da máquina administrativa, que chegou ao ponto de travar completamente. Por exemplo, na PDVZA [estatal do ramo petrolífero] foram contratadas milhares de pessoas ligadas ao governo e a militância, a empresa entrou em uma crise de gestão e, ao mesmo tempo, o país perdendo o período áureo do barril de petróleo com preços altos. Chegou a este estágio por causa da má gestão”, diz o advogado. 

O especialista comenta que a Venezuela, atualmente, sofre com a falta de medicamentos, alimentos. 

“Uma situação que ficou insustentável a ponto do governo diminuir para dois dias na semana a jornada do funcionalismo público, para reduzir custos. Quando chega a este ponto é um colapso do sistema”, avalia.


Dado Galvão: Cineasta brasileiro é o responsável pela Missão Ushuaia na Venezuela

De acordo com dados de organizações, a Venezuela mantém hoje cerca de 80 presos políticos, o que fomenta os movimentos sociais contra o governo e agrava a crise política e econômica, marcada pelo desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica e projeção de inflação na média de 700%. O país carrega ainda a marca negativa de ser um dos maiores índices mundiais de homicídios.

Carlos Javier, em sua obra, relata os casos de violência militar ordenada pelo governo de Maduro, especialmente no ano de 2014. As denúncias de violações dos direitos humanos são constantes nos relatos dos jovens que participaram do livro, muitos afirmam terem sido torturados por agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

Neste aspecto, Tibúrcio aponta para a legitimidade das pessoas que estão responsáveis pela “Missão Ushuaia” na Venezuela, destacando os nomes de Sairam e Javier. “Eu acredito que a Venezuela [o governo venezuelano] deva minimizar esta iniciativa e a sua importância, porque é o modo que eles fazem e costumam agir com o objetivo de fingir que nada está acontecendo”, arrisca Tibúrcio.

E acrescenta: “A ideia de entregar a bandeira com as assinaturas às autoridades brasileiras, também deve acontecer num momento interessante, em que estará se discutindo a questão da quebra da institucionalidade [da Venezuela] na OEA”.

TROCA DE FARPAS COM O GOVERNO TEMER 

Logo após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), no dia 12 de maio, cinco países da América Latina, entre eles a Venezuela, se manifestaram criticando o processo de impeachment e chamaram de golpe a decisão da Câmara e do Senado. O novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, reagiu com um comunicado de que elevaria o tom para rebater os comentários dos países vizinhos. O presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou a chamar de volta o seu embaixador em protesto ao impeachment da presidente petista.

Apesar das farpas trocadas entre os países, Tibúrcio acredita que não aconteça nenhum entrave governamental para receber a bandeira do Mercosul com o abaixo-assinado. “O governo brasileiro não deve estabelecer uma polêmica em torno da questão [entrega da bandeira do Mercosul]. Penso que, diplomaticamente, não vai usar este episódio [comentários de países bolivarianos contra impeachment de Dilma Rousseff] para acirrar tensões”, comenta o jurista, frisando que, se o Brasil não der a atenção merecida ao manifesto, de qualquer maneira não corre o risco de ofuscar um ato promovido por um documentarista que protagonizou na sua área de atuação casos emblemáticos dos Direitos Humanos, como do senador boliviano Roger Pinto Molina e da blogueira cubana Yoani Sánchez.

A andança da bandeira pela Venezuela está sendo registrada em conteúdo e imagens em um sítio eletrônico mantido por Dado Galvão (http://www.missaoushuaia.org). O cineasta adianta que o abaixo-assinado deve ser entregue, no Brasil, ao presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado, Aloysio Nunes. “Ele [senador] já sabe da existência e missão do movimento envolvendo a bandeira do Mercosul e estamos aguardando uma posição dele quanto o assunto, já que tivemos mudanças no país [afastamento da presidente Dilma]”, diz o documentarista.

USHUAIA LEVA ESPERANÇA AO PAÍS 

A pedido Portal VIU!, a deputada eleita do Movimento Estudantil venezuelano, Gaby Arellano, comentou a “Missão Ushuaia” no seu país. A parlamentar faz um clamor aos países que compõe o Mercosul pelo fim da “tirania” na Venezuela contra presos políticos, desrespeito à Constituição e violação dos Direitos Humanos. Arellano considera “um alerta” a iniciativa do cineasta brasileiro e exemplar para outras nações.

O nome Ushuaia surgiu de uma cidade argentina, onde foi assinado no dia 24 de julho de 1998, por estados membros de MERCOSUL uma carta reafirmando o compromisso democrático do bloco e incluindo outros dois países, a Bolívia e o Chile.


Veja abaixo o depoimento da deputada venezuelana:

Bandeira percorrerá Venezuela e servirá de abaixo assinado gigante contra situação do país

Jornalista e estudante, a pedido do documentarista brasileiro Dado Galvão, colherão mensagens e assinaturas por todo o território venezuelano. Depois, bandeira retorna ao Brasil.

Nas dependências da Assembleia Nacional da Venezuela, Lilian Tintori, escreve na bandeira do MERCOSUL.Foto: Missão Uhuaia / Reprodução / Reprodução

Depois de seis meses, finalmente o correio postal venezuelano entregou ao escritor e jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia a bandeira do Mercosul. E essa bandeira, enviada a Javier em 30 de novembro do ano passado pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, será objeto agora de uma campanha pela cidadania e pela democratização venezuelana. É aquilo que Dado Galvão chama de Missão Ushuaia. Será, na verdade, um abaixo assinado gigantesco.

Javier, autor do livro Testemunhos da Repressão, levará a bandeira a diversos lugares do território venezuelano, onde cidadãos poderão assinar e escrever nela mensagens com suas inquietações. Em data ainda a ser definida, o jornalista venezuelano e a estudante Sairam Rivas virão ao Brasil e entregarão a bandeira às autoridades brasileiras. Sairam Rivas ficou 155 dias presa em 2014 por questões de consciência.

Há hoje, na Venezuela, quase 80 presos políticos, e o país vive intensa crise institucional, política e socioeconômica, com desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica, projeção de inflação de 700% e um dos maiores índices mundiais de homicídios.O livro de Javier traz detalhes da violência policial e militar exercida pelo governo do venezuelano Nicolás Maduro em 2014. Além de saber que naquele ano o chavismo prendeu 3.765 pessoas, de acordo com dados da ONG Foro Penal, em meio a gravíssimas denúncias de violações dos direitos humanos, o leitor é apresentado, também, ao rosto da tortura. 

Javier entrevistou 16 jovens detidos durante a onda de protestos contra Maduro. Todos afirmaram ter sido vítimas da violência descontrolada de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). A estudante Sairam é um dos personagens. (Fonte: Jornal Zero Hora/Rio Grande do Sul)

Finalmente! Bandeira do MERCOSUL na Venezuela.

Escritor Carlos Javier, 20/05/2016

Depois de seis longos meses, finalmente, o Correio Postal venezuelano, entregou ao jovem escritor e jornalista (Carlos Javier) a bandeira do MERCOSUL. Bandeira enviada em (30/11/2015), pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, como parte das ações da MISSÃO USHUAIA ,VENEZUELA, para promover a cidadania MERCOSUL.

Javier, autor do livro “Testemunhosda Repressão”, levará a bandeira em diversos lugares do território venezuelanos, onde cidadãos da (Venezuela/MERCOSUL), poderão escrever/assinar na própria bandeira suas inquietações.

A bandeira regressará ao Brasil quando Carlos Javier e Sairam Rivas (estudante, presa por 155 dias em 2014), virem participar da audiência pública, (data a ser definida), na Comissão de Relações Exteriores do Senado, audiência proposta pelo requerimento (N°67/2015)do senador José Agripino. Os jovens venezuelanos pretendem entregar a bandeira com uma carta ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

Saiba mais em: www.MissaoUshuaia.org

Levanta, pedala e foge! (Refugiados)


“Levanta, pedala e foge!” Titulo do vídeo elaborado no formato de 1 minuto de duração, construído dentro do projeto de pós-graduação em fotografia, intitulado Ciclo-Olhar, do documentarista Dado Galvão. O vídeo participa do Festival do Minuto, (tema: Refugiados), promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com (ACNUR, Agência da ONU para os refugiados). 

Fotos utilizadas no vídeo nasceram de performance/fotográfica realizada em Jequié/BA, com barcos de papel, bonecos de plásticos, ciclistas e bicicletas. Inspirada na fuga da Sagrada Família para o Egito, (Mateus 2: 13-23).

Documentarista Dado Galvão requer, Habeas Corpus Preventivo com Pedido de Liminar em face de “Moradores de Rua” do Centro de Jequié.

O documentarista jequieense Dado Galvão ingressou com pedido de Habeas Corpus Preventivo com Pedido de Liminar, na Vara Criminal da Comarca de Jequié, em favor dos “Moradores de Rua”, pessoas que se acomodaram na Calçada da “Cesta do Povo”, esquina da Rua Francisco Alves Meira, cruzamento com a Av. Franz Gedeon, no centro de Jequié, contra, segundo alega, “Ameaças, sem justa causa à liberdade de locomoção e coação determinada", apontando como autoridades coatoras, a Polícia Militar-19º BPM e a Guarda Municipal de Jequié.

Foto: noite, Rua Francisco Alves Meira, Centro, registrado 
pelo blog Jequié e Região em outubro de 2013.

Galvão pede o deferimento de liminar visando à intimação da secretária Municipal de Desenvolvimento Social de Jequié, Magali Alves Gouveia Chaves, afim de que se manifeste oficialmente e apresente informações de supostas ações realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social em face de preservar a dignidade humana dos “Moradores de Rua”, pede ainda que a justiça determine a presença de assistentes sociais, em regime de urgência, realizando visitas técnicas ao local.


O Juiz de direito Carlos Alberto Fiusa de Castro Filho, em despacho datado de 20 de março (2016), requisitou em um prazo de 48 horas, informações a Polícia Militar-19º BPM de Jequié e a Guarda Municipal, descreve o despacho: “em seguida, remetam-se os autos ao Ministério Público, para oferecimento de Parecer. Por derradeiro, venham-me os autos conclusos”.

Calçada da “Cesta do Povo”, (13h45 em 28 de março de 2016).


“Estou recorrendo à justiça na tentativa de ver a situação resolvida,  durante anos profissionais da impressa e comerciantes da região denunciam a situação dos “Moradores de Rua” em Jequié, o tempo passa e a situação continua cada vez pior, sem ações concretas do poder executivo local. Os “Moradores de Rua” só recebem a visita da polícia (quando acionada) e a solidariedade de religiosos”, afirma: Dado Galvão, que finalizou o pedido de Habeas Corpus com uma frase de Gandhi.

Esquina da Rua Francisco Alves Meira,  (13h52 em 28 de março de 2016)

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.” (Mahatma Gandhi).

Atualmente cerca de quinze “Moradores de Rua”, boa parte idosos, residem na Calçada da “Cesta do Povo”, esquina da Rua Francisco Alves Meira, cruzamento com a Av. Franz Gedeon, no Centro de Jequié, com visíveis patologias em condições desumanas.


OS REFUGIADOS E O NATAL


HAITI NO BRASIL



Levanta-te, José Carpinteiro, pega o menino que será conhecido como Emanuel, e sua mãe Maria de Nazaré; fujam em direção a União Europeia, lá você encontrará muitas famílias vagando, egitos de fronteiras! Siga de jumento; bicicleta; navio; barco; caminhando; não pare! Novos e velhos Erodes estão por toda parte; organizados até como um estado clandestino.

Quando avistar cercas, grandes muros, acampamentos, egitos de possibilidades ou quem sabe uma manjedoura segura, fica lá até que eu te avise que é natal!

Inspirado no evangelho de Mateus 2, 13-18

Por: Dado Galvão, ativista e documentarista (fotos). Performance, ciclistas nas fotos: César Fernandes, Gabriel Lago, Selma Fernandes, em Jequié, sudoeste baiano, dezembro de 2015.


CINE ATIVISMO EM LUTA PELA DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA



O documentarista baiano da cidade Jequié, Dado Galvão, embarcará dia 30/11 em Vitória da Conquista (BA), rumo ao Aeroporto de Guarulhos (SP), de onde seguirá para Caracas capital venezuelana.

Galvão colocará em atividade o que define como cine ativismo, a realização de uma missão denominada, “Missão Ushuaia, Venezuela”, com objetivo de dialogar com venezuelanos, como cidadãos e cidadãs integrantes do MERCOSUL, especialmente os jovens, observar, colaborar e documentar através das linguagens audiovisual (documentário), fotografar, o cotidiano pré e pós-eleições, anunciadas pelas autoridades da Venezuela para o dia 06 de dezembro de 2015.

USHUAIA 

Faz referências ao Protocolo de Ushuaia, assinado em 24 de julho de 1998 na cidade Argentina de Ushuaia, inicialmente pelos quatro estados membros de MERCOSUL, (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), mais dois Estados associados (Bolívia e Chile), reafirmando o compromisso democrático entre os Estados membros do MERCOSUL. 

Em 08 de julho de 2004, na XXVI Reunião do Conselho do Mercado Comum, realizada em Puerto Iguazú na Argentina, a República Bolivariana da Venezuela foi admitida como Estado Associado do MERCOSUL. 

A Decisão do Conselho do Mercado Comum estabelece a necessidade de adesão ao Protocolo de Ushuaia e à Declaração Presidencial sobre o Compromisso Democrático no MERCOSUL; 

Que a democracia e o fortalecimento do Estado de Direito são pilares fundamentais da integração regional. 

Em 19 de julho de 2005, na XXVIII Cúpula do MERCOSUL, em Assunção no Paraguai foi aprovada a adesão da República Bolivariana da Venezuela ao Protocolo de Ushuaia sobre o Compromisso Democrático no MERCOSUL, a República da Bolívia e a República do Chile e à Declaração Presidencial sobre o Compromisso Democrático no MERCOSUL. 

CINEMA, SOLIDARIEDADE E MISSÃO. 

Galvão seguira sozinho para Venezuela, com ajuda de amigos, onde ficará hospedado na casa do jornalista e escritor venezuelano, Carlos Javier Arencibia (autor do livro “Testemunhos da Repressão”)
Inicialmente Missão Ushuaia, Venezuela, contaria com a participação do fotógrafo paraibano Arlen Cezar, que ficou impossibilitado de viajar, os apoios e doações conseguidos pela missão não foram suficientes para cobrir os custos da viagem para duas pessoas. 

NA BAGAGEM. 

O documentarista baiano levará além de uma câmera, cartilhas e uma bandeira do MERCOSUL, onde cidadãos venezuelanos poderão escrever mensagens na bandeira que será entregue no regresso da missão ao presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, senador Aloysio Nunes. 

“Missão Ushuaia, Venezuela pretende promover, provocar na prática a cidadania MERCOSUL, ingressarei na Venezuela, propositalmente no exercício da cidadania, usando uma RG (cédula de identidade)”, afirma Galvão, que pretende entrevistar os embaixadores dos países membros do MERCOSUL na Venezuela, familiares de presos políticos, o arcebispo de Caracas Jorge Urosa Savino, jovens, jornalistas autoridades e opositores, regressando ao Brasil dia 12 de dezembro.



ARGENTINA PEDIRÁ NO MERCOSUL SUSPENSÃO 
DA VENEZUELA DO GRUPO.

Segundo informações da Agência EFE, o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, antecipou nesta segunda-feira (23) que, na próxima Cúpula do MERCOSUL, em dezembro, solicitará que seja aplicada a cláusula democrática contra a Venezuela pela “perseguição aos opositores e à liberdade de expressão”.

A Cúpula do MERCOSUL, prevista para 21 de dezembro em Assunção, será a estreia de Macri, que tomará posse dia 10, em encontros internacionais. 

“É evidente que cabe a aplicação dessa cláusula porque as denúncias são claras, são contundentes, não são uma invenção”, disse hoje o líder do Mudemos em sua primeira entrevista coletiva após a vitória sobre o governista Daniel Scioli no segundo turno da eleição presidencial, realizado ontem na Argentina. 

“A situação que a Venezuela vive sob o governo de Nicolás Maduro não corresponde ao compromisso democrático que nós argentinos assumimos”, acrescentou o presidente eleito, que já tinha antecipado durante a campanha sua intenção de denunciar a Venezuela no MERCOSUL caso chegasse à Casa Rosada. 

Rodrigo Constantino
Missão Ushuaia, Venezuela. 25/11/2015

CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE SERES HUMANOS.


 “Bahia registra maior número de mortes violentas no país”. 
(BOCÃO NEWS, 08/10/2015) 

“Bahia lidera número de assassinatos no Brasil, indica pesquisa divulgada 
pelo Ministério da Justiça”. (R7, 15/10/2015) 

"O número de homicídios não para de crescer em Jequié". 
(JEQUIÉ E REGIÃO, 13/10/2015) 

“Jequié: 70 homicídios, Desde janeiro, número não para de crescer na cidade”. 
(BLOG MARCOS FRAHM, 14/10/2015) 

PERFORMANCE:

Dia 1 de novembro do ano em curso, véspera do feriado de finados, escolhemos pedalar (Dado Galvão, Ioná Souza Paulo Cesar Fernandes), em direção ao cemitério do bairro “Curral Novo”, área carente de Jequié, cidade localizada no sudoeste baiano com aproximadamente 160 mil habitantes.

A ideia era fotografar bikes e ciclistas no ambiente do cemitério, onde a plaquinha fixada na Bike de Galvão, com a mensagem, “CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE SERES HUMANOS”, aparece em evidência nas fotos, para alertar que vidas estão sendo ceifadas precocemente.

Bicicletas são consideradas o veiculo do futuro, ferramenta que potencializa, traz inúmeros benefícios para a vida do ser humano de qualquer idade que se dispõe a pedalar.

Na performance (fotos) uma reflexão, provocação: veículos do futuro, ciclistas no recinto onde se enterram e guardam os mortos.

Segundo “seu Carlos”, administrador do cemitério do “Curral Novo”, com seus mais de trinta anos na profissão, aparece em uma das fotos (apontando o dedo), “nunca enterrei tantos jovens como agora”

“Quando eu vejo um adulto em uma bicicleta, eu não perco a esperança na raça humana”. (Herbert George Wells, escritor britânico) 


Fotos: Dado Galvão (documentarista)
Ciclistas: Ioná Souza (estudante), Paulo César (eletricista).

Prisioneiros da Ditadura: Cuba liberta 3.500 presos antes da visita do Papa.

O cardeal Jaime Ortega durante procissão no centro de Havana  
Foto: ALEXANDRE MENEGHINI / REUTERS

HAVANA — Dias antes da visita do Papa Francisco ao país, o governo de Cuba concedeu indulto a 3.522 presos — o maior número desde a revolução de 1959 — como “gesto de boa vontade”, informou nesta sexta-feira o jornal oficial “Granma”. Entre os beneficiados estão pessoas com mais de 60 anos, jovens com menos de 20 e sem antecedentes penais, enfermos crônicos, mulheres, presos que se aproximavam do prazo estabelecido para a liberdade condicional no ano de 2016 e estrangeiros.
A decisão passa a valer ao fim de 72 horas. Francisco, artífice da histórica aproximação entre Cuba e Estados Unidos depois de meio século, deve desembarcar em Havana no próximo dia 19.

“O Conselho de Estado da República de Cuba (principal órgão do governo), por ocasião da visita de Sua Santidade, o papa Francisco, e assim como aconteceu quando nos visitaram os Sumos Pontífices João Paulo II e Bento XVI, acordou indultar 3.522 sancionados”, explica a publicação.

A maior libertação até então aconteceu em dezembro de 2011, quando o governo de Raúl Castro anunciou o indulto de 2.991 presos pela visita de Bento XVI (em março do ano seguinte), 10 vezes mais que o número de pessoas libertadas por Fidel Castro um mês depois da visita de João Paulo II, em janeiro de 1998.

O “Granma” informou ainda que “exceto casos excepcionais por razões humanitárias, não foram incluídos detentos condenados por delitos de assassinato, homicídio, estupro, pederastia com violência, corrupção de menores, furto e sacrifício ilegal de gado, tráfico de drogas, roubo com violência e intimidação de pessoas com agravante, nem aqueles por delitos contra a segurança do Estado”.

O governo nega que mantenha presos políticos, desde que libertou quase 130 detentos em 2010 e 2011 após a mediação da Igreja Católica — incluindo os últimos 52 de um grupo de 75 dissidentes condenados em 2003. As prisões da ilha tinham mais de 57 mil pessoas em maio de 2012, segundo uma informação publicada na época pelo Granma.

De acordo com o jornal oficial, entre os indultados também estão condenados que cumprem pena e trabalham em condições abertas, normalmente na limpeza das cidades. No caso dos estrangeiros, o ministério das Relações Exteriores cubano coordenará com as embaixadas em Havana os casos “daqueles países cujos cidadãos foram beneficiados por indulto, as medidas que deverão ser adotadas para a saída definitiva destes” da prisão e do país.

Fonte: O Globo e Agências internacionais.

Pela primeira vez em 60 anos na televisão estatal cubana: cardeal Ortega fala sobre "Damas de Branco" e presos políticos.



Cardenal Ortega habla de Damas de Blanco y presos políticos en la televisión cubana

Por primera vez en 60 años la televisión estatal cubana entrevistó a una alta personalidad de la iglesia católica en Cuba. Ayer, el Cardenal cubano Jaime Ortega fue entrevistado en el programa “Con dos que se quieran” que conduce el cantautor Amaury Pérez.

También fue histórico el que se hablase en una emisión televisiva de las Damas de Blanco y presos políticos sin ánimo de desprestigiarlos.

El cardenal trató el tema de los presos políticos y se refirió al inicio del movimiento de las Damas de Blanco “Esto comenzó por aquellas mujeres, esposas de prisioneros, madres de algunos prisioneros que se vestían de blanco e iban todos los domingos a misa a la iglesia de Santa Rita y yo me comuniqué con el presidente y me dijo que las escuchara” manifestó el cardenal. Ortega tuvo un papel mediador en la liberación de unos 130 presos políticos entre 2010 y 2011.

Sobre la polémica desatada recientemente sobre sus declaraciones al respecto de que no quedaban presos políticos en Cuba, el cardenal expuso sus dudas sobre las diversas listas que hoy circulan, no obstante aseguró tener las puertas abiertas a recibir nombres de presos políticos para entregarlas a las autoridades.

“Hay consideraciones de muchos tipos acerca de lo que es un preso político. Hay varias listas ahora que no coinciden ninguna. Algunos ponen a uno otros ponen a otros. Yo dije ‘llévenme las listas a mi casa y yo las presento’ ” dijo Ortega.

Finalmente, dio a entender que se barajaba la posibilidad del indulto a algunas de esas personas. “Yo he tenido muchas cartas de personas que esperan que haya un indulto, una amnistía con la visita del papa. No se si la habrá o no, quizá si la haya. Esto es algo que depende de la libertad del estado cubano” afirmó el Cardenal.

Ortega sugirió que, de darse esta amnistía se beneficiarían también personas que han cometido delitos económicos, en los casos en que la iglesia está mediando “Todo eso lo he puesto en manos de las autoridades para ver si hay posibilidades de indulto de esas personas” concluyó Ortega.

Fonte: Yusnaby Post

Documentos secretos mostram como Lula intermediou negócios da Odebrecht em Cuba

CRIATIVOS Lula em visita a Raúl Castro, em 2014. De uma reunião de Lula com a Odebrecht, saíram ideias para obter novos financiamentos (Foto:  Instituto Lula)

A reportagem obteve arquivos sigilosos em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES à empreiteira

No dia 31 de maio de 2011, meses após deixar o Palácio do Planalto, o petista Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Cubapela primeira vez como ex-presidente, ao lado de José Dirceu. O presidente Raúl Castro, autoridade máxima da ditadura cubanadesde que seu irmão Fidel vergara-se à velhice, recebeu Lula efusivamente. O ex-presidente estava entre companheiros. Em seus dois mandatos, Lula, com ajuda de Dirceu, fizera de tudo para aproximar o Brasil de Cuba – um esforço diplomático e, sobretudo, comercial. Com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o Brasil passara a investir centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Um mês antes da visita, Lula começara a receber dinheiro da empreiteira para dar palestras – e apenas palestras, segundo mantém até hoje.

Naquele dia, porém, Lula pousava em Havana não somente como ex-presidente. Pousava como lobista informal da Odebrecht. Pousava como o único homem que detinha aquilo que a empreiteira brasileira mais precisava naquele momento: acesso privilegiado tanto ao governo de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, quanto no governo dos irmãos Castro. Somente o uso desse acesso poderia assegurar os lucrativos negócios da Odebrecht em Cuba. Para que o dinheiro do BNDES continuasse irrigando as obras da empreiteira, era preciso mover as canetas certas no Brasil e em Cuba.

A visita de Lula aos irmãos Castro, naquele dia 31 de maio de 2011, é de conhecimento público. O que eles conversaram, não – e, se dependesse do governo de Dilma Rousseff, permaneceria em sigilo até 2029. Nas últimas semanas, contudo, ÉPOCA investigou os bastidores da atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, o país em que a empreiteira faturou US$ 898 milhões, o correspondente a 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba. A reportagem obteve telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas acompanhavam boa parte das conversas reservadas do ex-presidente em Havana, e documentos confidenciais do governo brasileiro, em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES às obras da Odebrecht em Cuba. A papelada, e entrevistas reservadas com fontes envolvidas, confirma que, sim, Lula intermediou negócios para a Odebrecht em Cuba. E demonstra, em detalhes, como Lula fez isso: usava até o nome da presidente Dilma. Chegava a discutir, em reuniões com executivos da Odebrecht e Raúl Castro, minúcias dos projetos da empreiteira em Cuba, como os tipos de garantia que poderiam ser aceitas pelo BNDES para investir nas obras.

Parte expressiva dos documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA foi classificada como secreta pelo governo Dilma. Isso significa que só viriam a público em 15 anos. A maioria deles, porém, foi entregue ao Ministério Público Federal, em inquéritos em que se apuram irregularidades nos financiamentos do BNDESàs obras em Mariel. Num outro inquérito, revelado por ÉPOCA em abril, Lula é investigado pelos procuradores pela suspeita de ter praticado o crime de tráfico de influência internacional (Artigos 332 e 337 do Código Penal), ao usar seu prestígio para unir BNDES, governos amigos na América Latina e na África e projetos de interesse da Odebrecht. Sempre que Lula se encontrava com um presidente amigo, a Odebrecht obtinha mais dinheiro do BNDES para obras contratadas pelo governo visitado pelo petista. O MPF investiga se a sincronia de pagamentos é coincidência – ou obra da influência de Lula. Na ocasião, por meio do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente negou que suas viagens fossem lobby em favor da Odebrecht e que prestasse consultoria à empresa. Segundo Lula, suas palestras tinham como objetivo “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”.


Outro lado

Procurado, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirma que, no período em que exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “não atuou em favor de empresas, nem tampouco a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Diz o texto que várias empresas brasileiras participaram de consulta do governo uruguaio sobre o Porto de Rocha e o governo não atuou em favor de nenhuma das empresas. A Odebrecht afirma em nota que o ex-presidente não teve “qualquer influência” nas suas duas obras em Cuba, o Aeroporto de Havana e o Porto de Mariel. A empresa diz que as discussões sobre bioenergia com o governo cubano não avançaram, mas ainda estuda oportunidades nesse setor em Cuba, a partir da reformulação da Lei de Investimento Estrangeiro. A Odebrecht diz que a empresa na qual trabalha o ex-ministro Silas Rondeau foi uma das contratadas como parceira de estudos na área de energia.

Em nota, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou desconhecer o conteúdo dos documentos aos quais ÉPOCA teve acesso. Contudo, o Planalto destaca a importância estratégica do projeto de Porto de Mariel para as relações de Brasil e Cuba. “A possibilidade crescente de abertura econômica de Cuba e a recente reaproximação entre Cuba e Estados Unidos vão impulsionar ainda mais o potencial econômico de exportação para empresas brasileiras.” O BNDES afirma que a Odebrecht é a construtora brasileira com maior presença em Cuba, portanto faz sentido que a maior parcela das exportações para aquele país financiadas pelo banco seja realizada pela empresa. Diz ainda que mantém com a Odebrecht relacionamento rigorosamente igual a qualquer outra empresa. O BNDES nega que esteja financiando projetos envolvendo direta ou indiretamente a Odebrecht no setor de energia, bioenergia ou sucroalcooleiro em Cuba. Sobre entendimento para financiamento de um porto no Uruguai, como indicou o então ministro Pimentel, o BNDES disse que não há nenhuma tratativa referente ao projeto em curso no Banco. Procurado por ÉPOCA, o ex-presidente Lula não quis se manifestar.

Em depoimento à CPI do BNDES, o presidente do banco, Luciano Coutinho, disse que Lula jamais interferiu em qualquer projeto de financiamento. Os documentos obtidos por ÉPOCA mostram uma versão diferente. Caberá ao MPF e à PF apurar os fatos.

Veja reportagem completa na Revista Época THIAGO BRONZATTO, 28/08/2015

PT PÕE OBSESSÃO IDEOLÓGICA ACIMA DE INTERESSE NACIONAL


O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), afirma que a política externa do PT abandonou marcas históricas do Itamaraty: a isenção, a imparcialidade e a diplomacia com as nações do mundo.

Crítico contumaz do governo Dilma, Aloysio menciona “episódios emblemáticos” dos desmandos da política externa: a suspensão do Paraguai, a entrada da Venezuela no Mercosul e a omissão no caso do asilo ao senador boliviano Roger Pinto Molina, perseguido pelo presidente Evo Morales. Segundo ele, o PT coloca suas obsessões ideológicas acima dos interesses nacionais.

Aloysio, considerado um político experimentado, reconhece o esforço do ministro Mauro Vieira Lima no sentido de correção de rumos, mas alerta para questões emergenciais, como posicionamento do Brasil em relação à crise política e econômica na Venezuela.

Em entrevista exclusiva do Diário do Poder, o senador lamenta a pindaíba das embaixadas brasileiras, que sofrem com atraso em ajuda de custo para pagamento do aluguel dos funcionários que trabalham nas embaixadas e consulados e avisos de despejo de postos diplomáticos.

Por que a demora para sabatinar o novo embaixador do Brasil na Bolívia?

No dia 3 de setembro - depois de pouco mais de dois anos da chegada da mensagem presidencial aqui ao Senado -, vamos finalmente sabatinar Raymundo Santos Rocha Magno, indicado para ser nosso novo embaixador em La Paz. A mensagem com sua indicação foi encaminhada pelo Palácio do Planalto dias após o episódio da tumultuada retirada do senador boliviano Roger Pinto Molina, que durante 453 dias esteve confinado em sala daquela repartição diplomática, sem que a Bolívia tivesse se dignado a conceder o necessário salvo-conduto para sua saída. Na ocasião, o senador Jarbas Vasconcelos entendeu que o Brasil não deveria nomear um novo embaixador àquele país até que o Itamaraty transmitisse ao Senado esclarecimentos completos e convincentes sobre o episódio. Percebemos, os senadores, que nossa chancelaria omitia informações relevantes sobre a incompreensível subserviência do governo brasileiro a reivindicações tão disparatadas quanto inaceitáveis do governo boliviano. O requerimento do senador Jarbas Vasconcelos foi aprovado pela Comissão, e assim foi mantido até que o Itamaraty se dignasse a prestar as informações solicitadas.

O senhor acredita que ele atuará com a isenção que o cargo pede?

Não temos dúvida de que o embaixador Raymundo Santos Rocha Magno é um excelente profissional. Mas não custa lembrar que as relações do Brasil com a Bolívia não dependem só da qualidade de nosso representante diplomático, mas também da qualidade do apoio e do respaldo político que lhe serão oferecidos para o exercício de suas funções.

Veio tardio, mas o que dizer do asilo político ao senador Pinto Molina?

Felizmente já ficou para o passado esse episódio, que a meu ver impôs uma mácula na história diplomática brasileira. No caso, o Brasil só teve um momento de altivez, que foi quando decidiu conceder o asilo ao senador boliviano. A partir daí, viramos pouco mais do que um joguete nas mãos do regime do presidente Evo Morales, nos curvando de maneira desnecessária e lamentável às suas demandas disparatadas. É inaceitável que tenhamos ficado mudos, impassíveis, vergonhosamente imóveis diante da inédita recusa da Bolívia de conceder o salvo-conduto ao senador asilado, em flagrante desrespeitos à letra e ao espírito dos tratados internacionais sobre o assunto.




O governo brasileiro humilha as embaixadas cortando recursos. O que o senhor acha a respeito?

Eu sou favorável a que tenhamos uma ampla rede de embaixadas e consulados e um corpo de funcionários qualificados. A expansão talvez tenha ocorrido de forma atabalhoada, aliás, como ocorreu em muitas outras áreas do Governo. Mas, em termos gerais, o Itamaraty presta um excelente serviço ao País e nossa estrutura de postos é adequada. Acho vergonhosa a situação atual, em que embaixadas estão sofrendo ações de despejo ou corte de água e luz por falta de pagamento. Nem auxílio-moradia os funcionários estão recebendo! A gente tem uma visão idealizada do que é a vida de um funcionário público brasileiro no exterior. Pense no que significa levar a família de um continente para outro a cada três anos. Aceitei conversar com os representantes das entidades e associações de servidores do Itamaraty para ouvir as preocupações dessa categoria.

O que o Congresso pode fazer para impedir esses abusos com as embaixadas?

Qualquer órgão do governo tem que provar à sociedade brasileira que é uma instituição útil, necessária para o crescimento e a prosperidade do País. O Itamaraty presta um inestimável serviço ao País, e isso é reconhecido pela sociedade há muitos anos. É papel do Congresso fiscalizar as políticas públicas. O Senado tem sido bastante solidário com a penúria enfrentada pelo Itamaraty, mesmo sendo crítico a posições adotadas pelo governo em algumas questões. Refiro-me, em especial, ao relacionamento com alguns países vizinhos em que o Brasil tem colocado acima dos reais interesses nacionais as obsessões ideológicas petistas com países mal chamados de bolivarianos. Em alguns casos, levou o Brasil a situações francamente ridículas, como a transformação de nossa embaixada em Tegucigalpa no palco de um carnaval farsesco.

O senhor concorda com a avaliação de especialistas de que nossa política externa anda desmoralizada? Por que esse fenômeno acontece?

Na formulação e na execução de nossa política externa nos últimos anos, foi deixado de lado o interesse do Estado brasileiro que sempre foi a marca da ação do Itamaraty. Isso ficou claro em alguns episódios emblemáticos, como a suspensão do Paraguai, a entrada da Venezuela no Mercosul e a omissão do Governo brasileiro no caso do asilo ao Senador Roger Pinto Molina. Acho que o Ministro Mauro Vieira está tentando fazer uma correção de rumos. Mas há questões urgentes, em que essa mudança tem que ser mais rápida. É o caso da nossa postura em relação à crise política e econômica na Venezuela. Nossa diplomacia agiu em momentos críticos da trajetória da Venezuela, que é um país importante para nós. No governo FHC, saímos em defesa da democracia quando Hugo Chávez sofreu um golpe em abril de 2002. Durante o Governo Lula, o Brasil teve um papel fundamental no monitoramento do referendo revogatório de 2004. Hoje estamos muito acanhados diante do autoritarismo do Governo Maduro. É preciso cobrar da Venezuela que aceite monitoramento das eleições legislativas marcadas para dezembro. Não basta mandar uma missão de observadores na véspera. O Brasil deve cobrar que essas eleições ocorram em ambiente institucional de liberdade e equidade e sob monitoramento, conforme, aliás, declarou o Ministro Mauro Vieira quando esteve no Senado.Outra questão que precisa ser repensada é o Mercosul. Como pode um país que quer integrar-se às cadeias globais de valor permanecer atrelado a um bloco econômico que reluta participar de negociações comerciais importantes, e muitas vezes por questões meramente ideológicas. Não há respostas fáceis, mas precisamos urgentemente repensar o Mercosul.

Não falta maior rigor na sabatina dos diplomatas, que impeçam ideologias partidárias acima de interesses da nação?

Nós estamos aperfeiçoando o processo, já estamos exigindo relatório de gestão do antecessor na embaixada para qual o diplomata tem sido sabatinado, o que tem sido importante para os trabalhos na Comissão de Relações Exteriores. Hoje percebo que os diplomatas indicados para chefias de Postos têm uma percepção mais clara de que são representantes do Estado brasileiro e não de uma ou outra linha partidária. Percebo, em termos gerais, que o Itamaraty está mais atento aos debates no Congresso Nacional. Inversamente, os parlamentares estão mais interessados em questões internacionais e cobram mais do Governo nessa área.

Fonte: Diário do Poder
www.DadoGalvao.org

Cineasta baiano vai gravar documentário sobre a Venezuela


Dado vai mostrar questões das eleições da Venezuela

O cineasta baiano Dado Galvão, natural de Jequié, prepara uma saga para este ano. Ele vai até a Venezuela em novembro para acompanhar as eleições presidenciais do País e gravar o documentário Missão Ushuaia. O nome do documentário remete ao protocolo homônimo assinado por todos os países que ingressam no Mercosul.

Dentre os pré-requisitos para fazer parte do bloco ecônomico sul-americano, está o respeito à democracia. "O nosso documentário vai seguir essa linha. Se realmente há a violação de direitos humanos e não há segurança na Venezuela, o que ela faz no Mercosul? Por muito pouco o Paraguai foi retirado, após o impeachment de Lugo, e depois foi analisado que seguiu-se a constituição paraguaia", explicou Dado, que mantém o site Missão Ushuaia com matérias sobre questões venezuelanas.

Dado diz ter como objetivo "deixar claro que nem ditadura de esquerda, nem de direita servem à democracia". Ele vai para o País ao lado do fotógrafo paraibano Arlen Cezar. Ambos serão ciceroneados pela ex-modelo e estudante Sairán Rodrigues, de 21 anos, que ficou presa por 5 meses e chegou a ficar 55 sem ver o sol por fazer oposição ao presidente Nicolás Maduro. "Vamos falar com diversos venezuelanos, especialmente com os jovens que foram presos e ainda continuam lutando pela questão da democracia no País", afirmou Dado.


A hospedagem é a única coisa certa. Dado ainda está captando recursos para as passagens aéreas. "Anunciamos nas redes sociais e muita gente fez contato tentando passagens. Tem muitos amigos engajados em ajudar, mas até o momento estamos sem resposta".

Mais política

Este é o terceiro documentário de Dado. O primeiro, Conexão Cuba-Honduras (2013), resultou na visita da blogueira cubana Yoani Sánchez ao Brasil, e a Feira de Santana, onde foi vaiada.

O Cineasta Dado Galvão, a jornalista peruana Pilar Celi e o fotografo Arlen Cezar, foram proibidos de entrevistar o Senador boliviano Roger Pinto, que estava asilado (abril/2013) na embaixada do Brasil em La Paz - Bolívia.

Ele também gravou o Missão Bolívia (2014). Nesse documentário, ele pretendia entrevistar Roger Pinto Molina, senador boliviano asilado na embaixada do Brasil no País. Para conseguir, contou com ajuda de políticos e advogados para levarem Molina de carro de La Paz até Corumbá, cidade mais próxima da fronteira da Bolívia. "A gente não conseguia autorização para entrevistá-lo na embaixada. Isso foi um absurdo".

Dado usou como exemplo o caso de Julian Assange, que estava na embaixada do Equador em Londres e deu entrevista coletiva aos jornalistas, para criticar a atitude da embaixada do Brasil. "A Contituição é deixada de lado por conta de uma ideologia política", afirmou.

Fontes: Bruno Porciuncula, Jornal A Tarde