"Vou à Bahia porque, se alguém fez o impossível para eu sair do país, foi Dado Galvão. Desde que filmou uma entrevista comigo em Havana, ele tem sido incansável. Mesmo quando me faltava esperança, ele a mantinha" YOANI SÁNCHEZ - FOLHA DE SÃO PAULO

Na Uniara FM, Dado Galvão fala sobre sua participação no I Prêmio de Jornalismo Cientifico do MERCOSUL.


Áudio da Entrevista de Dado Galvão na FM Uniara, emissora da (Universidade de Araraquara), sobre a participação da foto MERCOSUL GO, no I Prêmio de Jornalismo Cientifico do MERCOSUL, tema: Ciência, Tecnologia e Inovação para Alimentação, uma realização da RECYT (Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia no MERCOSUL). 

Reportagem: Vitor Franceschini/Uniara FM.

FOTO DE ALUNO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FOTOGRAFIA DA UNIARA CONCORRE A PRÊMIO INTERNACIONAL.


O aluno do curso de pós-graduação a distância em Fotografia da Universidade de Araraquara - Uniara, Claudio Galvão da Silva, conhecido como Dado Galvão, está concorrendo com a foto “Mercosul Go” ao “I Premio de Periodismo Científico del MERCOSUR”, que tem como tema “Ciência, Tecnologia e Inovação para Alimentação”. A premiação será realizada em novembro, na sede do Consejo Nacional de Ciencia y Tecnología - CONACYT, em Assunção, no Paraguai.

Dado conta que seu registro faz alusão ao jogo eletrônico “Pokémon Go”, que se tornou popular mundialmente. “Na foto, vista sob a perspectiva de uma câmera de smartphone e utilizando a tecnologia ‘Realidade Aumentada’, aparecem bandeiras dos países membros e associados do Mercosul, e a bandeira do bloco, em uma banca de verduras/frutas, na Feira Livre da cidade de Jequié, na Bahia.

O smartphone é símbolo popular do acesso à tecnologia. Quando conectado à internet, é possível receber/compartilhar conteúdos científicos, tecnológicos, e cambiar experiências que podem causar inovações em defesa de uma alimentação saudável, segura e sustentável para os cidadãos do Mercosul”, explica.

“Mercosul Go” vai além de uma banca de feira, de acordo com o autor da fotografia. “Não são só detalhes de alimentação, comunicação, tecnologia e possibilidades, mas também diversidade, povos, cores e ideias integradas em um espaço comum”, ressalta.

Um vídeo com explicações mais detalhadas de sua obra está disponível para visualização no link https://goo.gl/BtGGy0.

Em sua visão, o Mercosul está muito presente na vida dos brasileiros, “de forma burocrática, com seu nome no novo passaporte, a presença da bandeira em órgãos federais, ações comerciais e alfandegárias, trânsito de pessoas etc”. “Mas é preciso que seus ideais de espaço comum, integração e cidadania estejam mais presentes na imprensa nacional, nas escolas e universidades, na cultura, no debate político e na inclusão social. Conhecemos e dialogamos muito pouco sobre os países que compõem o Mercosul, apesar dos seus 25 anos de existência”, avalia.

Ações como a criação do “I Premio de Periodismo Científico del MERCOSUR” são importantes no campo científico e tecnológico, na opinião de Dado, “e mais ainda, quando se fala do exercício do espaço comum e da cidadania Mercosul”.

O evento é uma realização da Reunión Especializada de Ciencia y Tecnologia del Mercosur - RECyT, organizado pelo CONACYT, com apoio da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization - UNESCO. Os três primeiros colocados de cada categoria e modalidade receberão uma placa e reconhecimento da RECyT. Outras informações sobre o Prêmio podem ser obtidas no link www.conacyt.gov.py/premio-de-periodismo-cientifico.

Em junho, Dado teve seu vídeo “Ninguém Fica de Fora” (https://goo.gl/a3pfU0) premiado no “Festival do Minuto – Refugiados”, pela Agência da Organização das Nações Unidas - ONU para Refugiados – ACNUR.

Para conhecer mais sobre o curso de pós-graduação a distância em Fotografia da Uniara, acesse o endereço www.uniara.com.br ou ligue para o 0800 55 65 88.

Mercosul Go: "uma ideia saudável que mexe com o Mercosul e com o Pokémon Go. Cineasta brasileiro concorre a prêmio com imagem em Jequié (Bahia).

Foto: MERCOSUL GO, DADO GALVÃO

Vejam só que sacada bacana do cineasta brasileiro Dado Galvão.

A imagem é do que ele define como "Mercosul Go" - e é uma bela ideia.

A foto faz alusão ao jogo eletrônico Pokémon Go, popular globalmente. Na perspectiva de uma câmera de Smartphone utilizando a tecnologia (Realidade Aumentada/Augmented Reality), aparecem bandeiras dos países membros e associados do Mercosul, bandeira do bloco, em uma banca de verduras/frutas, na Feira Livre da cidade de Jequié, Bahia, nordeste do Brasil. Smartphone é símbolo popular do acesso à tecnologia, muito acessível.

Quando conectado à internet é possível compartilhar conteúdos científicos, tecnológicos, cambiar experiências que podem causar inovações em defesa de uma alimentação saudável, segura e sustentável para os cidadãos do Mercosul.

Veja neste vídeo a explicação de Dado Galvão para a imagem, com a qual ele concorre no 1° Prêmio de Jornalismo Cientifico do Mercosul

Jequié: “mataram mais um irmão”


Polícia Civil de Jequié (BA), ainda não se manifestou publicamente sobre a morte do mototaxista Vanderley de Jesus Martins, vitima de latrocínio (2/7), Vanderley recebeu sete facadas, colegas de profissão, amigos e familiares, realizaram sexta-feira (8/7), mais uma manifestação exigindo justiça e cobrando resposta da policia investigativa. Assista ao vídeo reflexão do documentarista Dado Galvão.

Promessas esquecidas: homicídios em Jequié...


Colegas de trabalho do líder comunitário e mototaxista (Vanderlei Martins) foram trabalhar hoje (4/7), enlutados e sem repostas, no local de “ganha-pão” em pleno Centro comercial de Jequié, uma pequena faixa informava: “estamos em luto”. 

Vanderlei foi vitima de latrocínio (2/7), morreu com sete facadas, deixando esposa e um filho de treze anos. No domingo (3/7) o cortejo fúnebre fez uma parada na 9° CORPIN (Coordenadoria de Polícia Civil do Interior), mototaxistas, amigos e familiares da vitima gritavam e buzinavam, clamavam por justiça.

Temos no interior baiano, uma Polícia Civil desaparelhada, desmotivada e mal remunerada, nenhum comunicado oficial sobre a morte do mototaxista nos meios de comunicações local, por parte da autoridade policial competente, apesar do fato ter repercutido na mídia e chocado a comunidade.

Existe uma investigação em curso? Existem suspeitos? Qual a linha de investigação? O que faz a 9ª CORPIN para elucidar o crime?

Talvez, por ser o vitimado humilde, trabalhador e conhecido de muitos jequieenses, ficará difícil utilizar a velha justificativa já conhecida de todos nós e, das estatísticas. “Foi envolvimento com o tráfico de drogas”.

Quem será a próxima vitima?

Ainda na esperança de dias melhores, continuo partilhando com vocês o vídeo reflexão, Promessas Esquecidas: homicídios em Jequié, produzido em 31 de agosto de 2015.


“As mesmas lonas da feira livre de Jequié são usadas para abrigar refugiados pelo mundo”

Documentarista Dado Galvão com o troféu do Festival Permanente do Minuto/ACNUR 
(Agência da ONU para refugiados) no SESC/Vila Mariana em São Paulo. 

O mundo tem hoje mais de 60 milhões de pessoas deslocadas de forma forçada. No Brasil, atualmente vivem cerca de 9 mil refugiados e conscientizar a população sobre essa realidade é um desafio no processo de integração no país. E com esse intuito, o Festival do Minuto e o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) promoveram no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, a exibição um concurso de vídeos, que recebeu aproximadamente duzentos curtas de todo o mundo sobre o tema – e com o desafio de tratar da temática em até um minuto.

Os vídeos premiados foram anunciados neste sábado (18) num evento marcado pelas vozes de refugiados. Na abertura, as crianças do projeto Coração Jolie, da IKMR – Eu Conheço Meus Direitos, apresentaram clássicos da música brasileira – como Aquarela, Azul da Cor do Mar e Vamos Construir – resignificando o tema do refúgio. Já no encerramento, com músicas em Lingala e português, os músicos de Angola e da República Democrática do Congo que integram o grupo “Os Escolhidos” também apresentaram um pouco de sua arte e contagiaram os presentes.

A assessora de proteção do ACNUR em São Paulo, Isabela Mazão, lembra que o Dia Mundial do Refugiado, lembrado no dia 20 de junho e instituído pela ONU no ano 2000, é uma data para conscientizar o mundo sobre a situação das pessoas deslocadas no mundo e refletir sobre formas de integração. “No Brasil, todos os anos fazemos eventos para sensibilizar a sociedade. Neste ano, tivemos a oportunidade de fazer essa parceria com o Festival do Minuto e foi incrível, uma maneira nova de mobilizar públicos diferentes sobre essa causa, com vídeos enviados por pessoas do mundo inteiro. Essa é mais uma ferramenta para sensibilizar as pessoas sobre a causa do refúgio”. 

O cineasta e curador do Festival do Minuto, Marcelo Masagão, também falou sobre a parceria com o ACNUR e destacou a necessidade de pensar no refúgio de forma expandida, refletindo sobre as dificuldades que as pessoas vivenciam no processo de integração, para que os refugiados possam ter seus direitos garantidos. 

Entre os 22 finalistas exibidos no festival, apareciam mensagens de reflexão e de incentivo à ação sobre a temática do refúgio, como “Vidas Refugiadas”, de Gabriela Cunha Ferraz, “Amanhã precisa ser melhor”, de Rafaela Carvalho, e “Ninguém fica de fora”, de Dado Galvão – este último, um dos vencedores do Festival do Minuto (melhor vídeo ACNUR). Presente na cerimônia, Dado contou que no processo de produção do vídeo, gravado na feira de Jequié, município da Bahia, que tem cerca de 170 mil habitantes, ao mostrar fotos dos refugiados ao redor do mundo, convidava as pessoas a refletirem sobre a questão. “As mesmas lonas da feira livre de Jequié são usadas para abrigar refugiados pelo mundo”, lembrou.




Para o diretor da CASP, padre Marcelo Monge, o número de deslocamentos forçados no mundo mostra que pouco tem sido feito para que as pessoas não sejam obrigadas a deixar seus países. A instituição tem trabalhado para buscar formas de integrar os refugiados na sociedade e, nesse sentido, destacou a importância da sensibilização feita por meio do festival. “Ações como essa servem muito mais para nós, nacionais, para que nos sensibilizemos e assim possamos abrir nossas portas”. 


O recém-nomeado Secretário Nacional de Justiça e novo presidente do Comitê Nacional para Refugiados, Gustavo Marroni, também participou do evento e se comprometeu a manter as políticas para refugiados existentes no país. 

Por Géssica Brandino - Caminhos do Refugio

Um mundo só: ONU premia documentarista brasileiro por vídeo de refugiados. Trabalho foi feito em feira livre de Jequié, juntando dois mundos

O braço da ONU para os refugiados, o Acnur, premiou o vídeo do brasileiro Dado Galvão por unir o mundo na mesma dor humana. No vídeo minuto, já mostrado na coluna, as lonas da feira livre de Jequié (BA) são as mesmas utilizadas nos acampamentos espalhados pelo mundo. O vídeo alerta, por meio de uma linguagem universal, que o problema é de todos, independentemente de localização geográfica, seja você de Jequié, Porto Alegre ou Damasco.

O documentarista brasileiro tem feito diversos trabalho com foco social e entrado em algumas polêmicas na política. Foi ele quem trouxe a opositora moderada cubana Yoani Sánchez em uma histórica visita ao Brasil, assim que começaram a ser abertas as fronteiras da ilha socialista.

Exemplos de outras atuações do documentarista: ele esteve, em novembro de 2013, no hoje extinto acampamento dos haitianos em Brasileia, no Acre. Acompanhou o encontro do senador boliviano refugiado Roger Pinto com sua família também refugiada no Brasil, para o documentário Missão Bolívia.



Em dezembro de 2015, realizou, com um grupo de ciclistas de Jequié, performance fotográfica com bonecos de plásticos denominada "Os refugiados e o Natal", que foi "inspirada na fuga da Sagrada Família para o Egito".


O vídeo "Ninguém fica de fora"/ "Nobody left outside", premiado com o troféu Acnur/festival do minuto, será exibido com os melhores vídeos do concurso Refugiados no Cine MigrArte em 19 de junho no Cine Brasília/DF (15h), evento realizado pelo coletivo Mais Pontes Menos Muros numa parceria com o Acnur.

Dado Galvão participará da cerimônia de premiação em 18 de junho, às 13h, no SESC Vila Mariana (Rua Pelotas 141, São Paulo - SP), atividades que lembram o dia mundial do refugiado, comemorado no domingo (20/06).

Aqui, a explicação de como foi feito o vídeo premiado:

Bela ideia: Vídeo minuto de cineasta brasileiro aproxima drama dos refugiados



As imagens mostram pessoas na cidade baiana de Jequié olhando fotos devastadoras de países como a Síria. Sensação é de unidade entre pessoas.

A coluna traz aqui um belo, forte e inteligente vídeo do documentarista baiano Dado Galvão. O que fez o Dado? Pôs fotos com lembranças de refugiados nas mãos de pessoas que vivem em Jequié. A sensação é de que são os próprios refugiados olhando nostálgicos imagens suas. Só que não. A ideia é se integrar ao programa "Nobody Left Outside" (Ninguém fica de fora, tradução livre). E a sacada é ótima. O "vídeo minuto", brevíssimo, mostra a realidade de Jequié aos campos de refugiados do conflito sírio. Une o mundo na mesma dor humana.

Um enorme déficit nos fundos destinados para abrigos de refugiados está afetando seriamente os esforços para combater a maior crise de deslocamento global desde a Segunda Guerra Mundial, adverte o Acnur, agência da ONU para refugiados. No lançamento da campanha global "Nobody Left Outside" (Ninguém fica de fora, tradução livre), o Acnur disse que os esforços para oferecer abrigo adequado para os refugiados sob seus cuidados estavam sendo afetados um déficit de meio bilhão de dólares. A campanha Nobody left outside solicita a contribuição de fundos do setor privado para viabilizar soluções de abrigo para 2 milhões de refugiados. A campanha destina-se a indivíduos, empresas, fundações e filantropos em todo o mundo.

O deslocamento forçado, em sua maior parte decorrente de guerra e conflito, aumentou consideravelmente na última década, em grande parte resultado da crise na Síria, mas também devido a uma proliferação de novas situações de deslocamento e os antigos casos não resolvidos. Cerca de 60 milhões de pessoas estão hoje deslocadas à força, quase 20 milhões delas são refugiados que foram obrigados a fugir e atravessar fronteiras internacionais. As demais pessoas deslocadas estão dentro de seus próprios países. O financiamento da ajuda humanitária não está conseguindo manter o ritmo.

Um abrigo — seja uma tenda, uma estrutura improvisada ou uma casa — é o ponto de partida básico para que os refugiados sobrevivam e possam se recuperar dos efeitos físicos e mentais da violência e perseguição que sofreram. No entanto, em todo o mundo, milhões de pessoas estão lutando para sobreviver em habitações inadequadas e muitas vezes perigosas, quase incapazes de pagar o aluguel, e colocando suas vidas, dignidade e futuro em risco.

— O abrigo é fundamental para que refugiados possam sobreviver e se recuperar, e deve ser considerado direito humano inegociável — disse Filippo Grandi, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. — À medida que enfrentamos deslocamento em todo o mundo em um nível nunca visto desde a Segunda Guerra Mundial, nenhum refugiado deve ser deixado de fora.

A campanha visa arrecadar fundos para o setor privado para construir ou melhorar abrigo para 2 milhões de refugiados em 2018, no valor equivalente a quase um a cada oito dos 15,1 milhões de pessoas sob mandato do Acnur em meados de 2015. A UNRWA, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina, cuida dos refugiados palestinos restantes. Sem o aumento no financiamento e apoio global, milhões de pessoas que fogem da guerra e da perseguição não terão acesso a moradia ou terão moradia inadequada em países como o Líbano, México e Tanzânia. Não ter um lugar seguro para comer, dormir, estudar, armazenar pertences e ter privacidade, traz consequências prejudiciais para a saúde e bem-estar desta população.

Oferecer abrigo em uma escala global é um empreendimento logístico enorme. Todos os anos, o ACNUR adquire 70 mil tendas e mais de 2 milhões de lonas, que se tornaram símbolo da resposta às emergências humanitárias.

Entretanto, como o Acnur continua enfrentando uma enorme necessidade de oferecer abrigo, porém, com limitado financiamento disponível, as operações muitas vezes enfrentam a difícil decisão de priorizar abrigo de emergência para o número máximo de pessoas de interesse, ao invés de investir em soluções mais duradouras e sustentáveis. Fora dos campos, os refugiados contam com o apoio do Acnur para encontrar alojamento e pagar o aluguel vivendo em cidades em dezenas de países que fazem fronteira com zonas de conflito.

Estima-se que essas operações custem US$ 724 milhões de dólares em 2016. No entanto, apenas 158 milhões estão disponíveis atualmente, um déficit que ameaça deixar milhões de homens, mulheres e crianças sem abrigo adequado e lutando para reconstruir suas vidas.

A campanha "Nobody Left Outside" está pedindo aos doadores particulares e às empresas um maior engajamento. O setor privado é uma fonte de doadores cada vez mais importante para o ACNUR e, em 2015, contribuiu com mais de 8% dos fundos globais da organização.

— O setor privado desempenha um papel importante com o seu know how, vigor e dinheiro, o que permite agir com solidariedade nas situações refugiados que passaram por guerra e perseguição necessitam de abrigo — disse o Alto Comissário Grandi, acrescentando que o fornecimento de abrigo adequado pode aliviar as tensões entre refugiados e comunidades de acolhimento. — Temos de encontrar melhores formas para os refugiados serem pacificamente integrados em nossas comunidades de acolhimento — disse Grandi. — Abrigo adequado para todos é fundamental para a coesão social. Boas casas geram bons vizinhos.

As regiões que mais necessitam assistência são a África subsaariana (US$ 255 milhões necessários, US$ 48 milhões disponíveis) e no Oriente Médio e Norte da África (US$ 373 milhões necessários, US$ 91 milhões disponíveis). Ásia exige US$ 59 milhões, com apenas US$ 8 milhões disponíveis, e a Europa também requer significativamente mais ajuda (US$ 36 milhões necessários, US$ 10 milhões disponíveis), uma vez que enfrenta um fluxo contínuo de refugiados. Por: Léo Gerchmann / Zero Hora. Rio Grande Sul.

Como Fiz Meu Minuto - Dado Galvão

"Uma odisseia contra a ditadura bolivariana"


Cineasta brasileiro promove manifesto com bandeira do Mercosul na Venezuela na semana em que país pode ser desligado da OEA. 


Na semana decisiva para os rumos da Venezuela na OEA (Organização dos Estados Americanos), com a expectativa do pedido da Carta Democrática Interamericana contra o país, pelo secretário-geral da organização Luis Almagro, o jurista brasileiro de Direitos Humanos, Fernando Tibúrcio, elogia a iniciativa, no mínimo ousada, do documentarista baiano Dado Galvão, que desde a semana passada está promovendo uma espécie de “abaixo-assinado gigante” em terras venezuelanas, usando a bandeira do Mercosul como suporte e em prol da democratização e cidadania. 

O documentarista apelidou o movimento de “Missão Ushuaia”. Galvão enviou há seis meses uma bandeira do Mercosul ao jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia, autor do livro Testemunhos da Repressão, que relata histórias reais de presos políticos no país. Na semana passada, Javier deu início a peregrinação, percorrendo com a bandeira diversos lugarejos, para que a população possa registrar suas mensagens no tecido. Até o momento, centenas de assinaturas já foram colhidas, e o tom é de esperança em dias melhores e mais justos.


Adriana Pichardo, Jonathan Patti, Ana Karina Garcia, y Gaby Arellano: Bandeira do Mercosul leva esperança de democratização para os venezuelanos

O próximo rumo do símbolo maior do Mercosul será o Brasil. Em breve, a bandeira será trazida pelo jornalista até Brasília e entregue a autoridades nacionais. Ele deve vir acompanhado da estudante Sairam Rivas, que ficou 155 dias presa em 2014, por participação em movimentos sociais. “A iniciativa do Dado vem em um momento muito bom [se referindo ao encontro desta semana da OEA]. Neste sentido, a ideia da bandeira do Mercosul é perfeita, até porque ele [Dado Galvão] vem enfatizando a importância da aplicação da cláusula democrática do bloco [Mercosul], que é a mesma coisa que se pretende fazer com a aplicação da Carta Democrática Interamericana no âmbito da OEA. Os países que quebram a sua institucionalidade podem estar sujeitos as penalidades destes organismos multilaterais”, explica Tibúrcio. Se aprovada por dois terços dos 34 países-membros do bloco, a Carta deve desligar a Venezuela da OEA. 

ECONOMIA E CORRUPÇÃO NO ESTILO BRASILEIRO

Fernando Tibúrcio, que vem dando suporte jurídico à ex-deputada María Corina Machado, inabilitada pelo regime de Nicolás Maduro, e à família do líder opositor Leopoldo López, preso desde fevereiro de 2014, compara a situação da Venezuela ao cenário de crise política e econômica no Brasil. 

“É bem parecida [com a crise brasileira]”, frisa o jurista. “Houve [na Venezuela] o aparelhamento da máquina administrativa, que chegou ao ponto de travar completamente. Por exemplo, na PDVZA [estatal do ramo petrolífero] foram contratadas milhares de pessoas ligadas ao governo e a militância, a empresa entrou em uma crise de gestão e, ao mesmo tempo, o país perdendo o período áureo do barril de petróleo com preços altos. Chegou a este estágio por causa da má gestão”, diz o advogado. 

O especialista comenta que a Venezuela, atualmente, sofre com a falta de medicamentos, alimentos. 

“Uma situação que ficou insustentável a ponto do governo diminuir para dois dias na semana a jornada do funcionalismo público, para reduzir custos. Quando chega a este ponto é um colapso do sistema”, avalia.


Dado Galvão: Cineasta brasileiro é o responsável pela Missão Ushuaia na Venezuela

De acordo com dados de organizações, a Venezuela mantém hoje cerca de 80 presos políticos, o que fomenta os movimentos sociais contra o governo e agrava a crise política e econômica, marcada pelo desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica e projeção de inflação na média de 700%. O país carrega ainda a marca negativa de ser um dos maiores índices mundiais de homicídios.

Carlos Javier, em sua obra, relata os casos de violência militar ordenada pelo governo de Maduro, especialmente no ano de 2014. As denúncias de violações dos direitos humanos são constantes nos relatos dos jovens que participaram do livro, muitos afirmam terem sido torturados por agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin).

Neste aspecto, Tibúrcio aponta para a legitimidade das pessoas que estão responsáveis pela “Missão Ushuaia” na Venezuela, destacando os nomes de Sairam e Javier. “Eu acredito que a Venezuela [o governo venezuelano] deva minimizar esta iniciativa e a sua importância, porque é o modo que eles fazem e costumam agir com o objetivo de fingir que nada está acontecendo”, arrisca Tibúrcio.

E acrescenta: “A ideia de entregar a bandeira com as assinaturas às autoridades brasileiras, também deve acontecer num momento interessante, em que estará se discutindo a questão da quebra da institucionalidade [da Venezuela] na OEA”.

TROCA DE FARPAS COM O GOVERNO TEMER 

Logo após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), no dia 12 de maio, cinco países da América Latina, entre eles a Venezuela, se manifestaram criticando o processo de impeachment e chamaram de golpe a decisão da Câmara e do Senado. O novo ministro das Relações Exteriores, José Serra, reagiu com um comunicado de que elevaria o tom para rebater os comentários dos países vizinhos. O presidente venezuelano Nicolás Maduro chegou a chamar de volta o seu embaixador em protesto ao impeachment da presidente petista.

Apesar das farpas trocadas entre os países, Tibúrcio acredita que não aconteça nenhum entrave governamental para receber a bandeira do Mercosul com o abaixo-assinado. “O governo brasileiro não deve estabelecer uma polêmica em torno da questão [entrega da bandeira do Mercosul]. Penso que, diplomaticamente, não vai usar este episódio [comentários de países bolivarianos contra impeachment de Dilma Rousseff] para acirrar tensões”, comenta o jurista, frisando que, se o Brasil não der a atenção merecida ao manifesto, de qualquer maneira não corre o risco de ofuscar um ato promovido por um documentarista que protagonizou na sua área de atuação casos emblemáticos dos Direitos Humanos, como do senador boliviano Roger Pinto Molina e da blogueira cubana Yoani Sánchez.

A andança da bandeira pela Venezuela está sendo registrada em conteúdo e imagens em um sítio eletrônico mantido por Dado Galvão (http://www.missaoushuaia.org). O cineasta adianta que o abaixo-assinado deve ser entregue, no Brasil, ao presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado, Aloysio Nunes. “Ele [senador] já sabe da existência e missão do movimento envolvendo a bandeira do Mercosul e estamos aguardando uma posição dele quanto o assunto, já que tivemos mudanças no país [afastamento da presidente Dilma]”, diz o documentarista.

USHUAIA LEVA ESPERANÇA AO PAÍS 

A pedido Portal VIU!, a deputada eleita do Movimento Estudantil venezuelano, Gaby Arellano, comentou a “Missão Ushuaia” no seu país. A parlamentar faz um clamor aos países que compõe o Mercosul pelo fim da “tirania” na Venezuela contra presos políticos, desrespeito à Constituição e violação dos Direitos Humanos. Arellano considera “um alerta” a iniciativa do cineasta brasileiro e exemplar para outras nações.

O nome Ushuaia surgiu de uma cidade argentina, onde foi assinado no dia 24 de julho de 1998, por estados membros de MERCOSUL uma carta reafirmando o compromisso democrático do bloco e incluindo outros dois países, a Bolívia e o Chile.


Veja abaixo o depoimento da deputada venezuelana:

Bandeira percorrerá Venezuela e servirá de abaixo assinado gigante contra situação do país

Jornalista e estudante, a pedido do documentarista brasileiro Dado Galvão, colherão mensagens e assinaturas por todo o território venezuelano. Depois, bandeira retorna ao Brasil.

Nas dependências da Assembleia Nacional da Venezuela, Lilian Tintori, escreve na bandeira do MERCOSUL.Foto: Missão Uhuaia / Reprodução / Reprodução

Depois de seis meses, finalmente o correio postal venezuelano entregou ao escritor e jornalista caraquenho Carlos Javier Arencibia a bandeira do Mercosul. E essa bandeira, enviada a Javier em 30 de novembro do ano passado pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, será objeto agora de uma campanha pela cidadania e pela democratização venezuelana. É aquilo que Dado Galvão chama de Missão Ushuaia. Será, na verdade, um abaixo assinado gigantesco.

Javier, autor do livro Testemunhos da Repressão, levará a bandeira a diversos lugares do território venezuelano, onde cidadãos poderão assinar e escrever nela mensagens com suas inquietações. Em data ainda a ser definida, o jornalista venezuelano e a estudante Sairam Rivas virão ao Brasil e entregarão a bandeira às autoridades brasileiras. Sairam Rivas ficou 155 dias presa em 2014 por questões de consciência.

Há hoje, na Venezuela, quase 80 presos políticos, e o país vive intensa crise institucional, política e socioeconômica, com desabastecimento de mais de dois terços da cesta básica, projeção de inflação de 700% e um dos maiores índices mundiais de homicídios.O livro de Javier traz detalhes da violência policial e militar exercida pelo governo do venezuelano Nicolás Maduro em 2014. Além de saber que naquele ano o chavismo prendeu 3.765 pessoas, de acordo com dados da ONG Foro Penal, em meio a gravíssimas denúncias de violações dos direitos humanos, o leitor é apresentado, também, ao rosto da tortura. 

Javier entrevistou 16 jovens detidos durante a onda de protestos contra Maduro. Todos afirmaram ter sido vítimas da violência descontrolada de agentes da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin). A estudante Sairam é um dos personagens. (Fonte: Jornal Zero Hora/Rio Grande do Sul)

Finalmente! Bandeira do MERCOSUL na Venezuela.

Escritor Carlos Javier, 20/05/2016

Depois de seis longos meses, finalmente, o Correio Postal venezuelano, entregou ao jovem escritor e jornalista (Carlos Javier) a bandeira do MERCOSUL. Bandeira enviada em (30/11/2015), pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, como parte das ações da MISSÃO USHUAIA ,VENEZUELA, para promover a cidadania MERCOSUL.

Javier, autor do livro “Testemunhosda Repressão”, levará a bandeira em diversos lugares do território venezuelanos, onde cidadãos da (Venezuela/MERCOSUL), poderão escrever/assinar na própria bandeira suas inquietações.

A bandeira regressará ao Brasil quando Carlos Javier e Sairam Rivas (estudante, presa por 155 dias em 2014), virem participar da audiência pública, (data a ser definida), na Comissão de Relações Exteriores do Senado, audiência proposta pelo requerimento (N°67/2015)do senador José Agripino. Os jovens venezuelanos pretendem entregar a bandeira com uma carta ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra.

Saiba mais em: www.MissaoUshuaia.org

Levanta, pedala e foge! (Refugiados)


“Levanta, pedala e foge!” Titulo do vídeo elaborado no formato de 1 minuto de duração, construído dentro do projeto de pós-graduação em fotografia, intitulado Ciclo-Olhar, do documentarista Dado Galvão. O vídeo participa do Festival do Minuto, (tema: Refugiados), promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com (ACNUR, Agência da ONU para os refugiados). 


Fotos utilizadas no vídeo nasceram de performance/fotográfica realizada em Jequié/BA, com barcos de papel, bonecos de plásticos, ciclistas e bicicletas. Inspirada na fuga da Sagrada Família para o Egito, (Mateus 2: 13-23).

Documentarista Dado Galvão requer, Habeas Corpus Preventivo com Pedido de Liminar em face de “Moradores de Rua” do Centro de Jequié.

O documentarista jequieense Dado Galvão ingressou com pedido de Habeas Corpus Preventivo com Pedido de Liminar, na Vara Criminal da Comarca de Jequié, em favor dos “Moradores de Rua”, pessoas que se acomodaram na Calçada da “Cesta do Povo”, esquina da Rua Francisco Alves Meira, cruzamento com a Av. Franz Gedeon, no centro de Jequié, contra, segundo alega, “Ameaças, sem justa causa à liberdade de locomoção e coação determinada", apontando como autoridades coatoras, a Polícia Militar-19º BPM e a Guarda Municipal de Jequié.

Foto: noite, Rua Francisco Alves Meira, Centro, registrado 
pelo blog Jequié e Região em outubro de 2013.

Galvão pede o deferimento de liminar visando à intimação da secretária Municipal de Desenvolvimento Social de Jequié, Magali Alves Gouveia Chaves, afim de que se manifeste oficialmente e apresente informações de supostas ações realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social em face de preservar a dignidade humana dos “Moradores de Rua”, pede ainda que a justiça determine a presença de assistentes sociais, em regime de urgência, realizando visitas técnicas ao local.


O Juiz de direito Carlos Alberto Fiusa de Castro Filho, em despacho datado de 20 de março (2016), requisitou em um prazo de 48 horas, informações a Polícia Militar-19º BPM de Jequié e a Guarda Municipal, descreve o despacho: “em seguida, remetam-se os autos ao Ministério Público, para oferecimento de Parecer. Por derradeiro, venham-me os autos conclusos”.

Calçada da “Cesta do Povo”, (13h45 em 28 de março de 2016).


“Estou recorrendo à justiça na tentativa de ver a situação resolvida,  durante anos profissionais da impressa e comerciantes da região denunciam a situação dos “Moradores de Rua” em Jequié, o tempo passa e a situação continua cada vez pior, sem ações concretas do poder executivo local. Os “Moradores de Rua” só recebem a visita da polícia (quando acionada) e a solidariedade de religiosos”, afirma: Dado Galvão, que finalizou o pedido de Habeas Corpus com uma frase de Gandhi.

Esquina da Rua Francisco Alves Meira,  (13h52 em 28 de março de 2016)

“A prisão não são as grades, e a liberdade não é a rua; existem homens presos na rua e livres na prisão. É uma questão de consciência.” (Mahatma Gandhi).

Atualmente cerca de quinze “Moradores de Rua”, boa parte idosos, residem na Calçada da “Cesta do Povo”, esquina da Rua Francisco Alves Meira, cruzamento com a Av. Franz Gedeon, no Centro de Jequié, com visíveis patologias em condições desumanas.


OS REFUGIADOS E O NATAL


HAITI NO BRASIL



Levanta-te, José Carpinteiro, pega o menino que será conhecido como Emanuel, e sua mãe Maria de Nazaré; fujam em direção a União Europeia, lá você encontrará muitas famílias vagando, egitos de fronteiras! Siga de jumento; bicicleta; navio; barco; caminhando; não pare! Novos e velhos Erodes estão por toda parte; organizados até como um estado clandestino.

Quando avistar cercas, grandes muros, acampamentos, egitos de possibilidades ou quem sabe uma manjedoura segura, fica lá até que eu te avise que é natal!

Inspirado no evangelho de Mateus 2, 13-18

Por: Dado Galvão, ativista e documentarista (fotos). Performance, ciclistas nas fotos: César Fernandes, Gabriel Lago, Selma Fernandes, em Jequié, sudoeste baiano, dezembro de 2015.


CINE ATIVISMO EM LUTA PELA DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA



O documentarista baiano da cidade Jequié, Dado Galvão, embarcará dia 30/11 em Vitória da Conquista (BA), rumo ao Aeroporto de Guarulhos (SP), de onde seguirá para Caracas capital venezuelana.

Galvão colocará em atividade o que define como cine ativismo, a realização de uma missão denominada, “Missão Ushuaia, Venezuela”, com objetivo de dialogar com venezuelanos, como cidadãos e cidadãs integrantes do MERCOSUL, especialmente os jovens, observar, colaborar e documentar através das linguagens audiovisual (documentário), fotografar, o cotidiano pré e pós-eleições, anunciadas pelas autoridades da Venezuela para o dia 06 de dezembro de 2015.

USHUAIA 

Faz referências ao Protocolo de Ushuaia, assinado em 24 de julho de 1998 na cidade Argentina de Ushuaia, inicialmente pelos quatro estados membros de MERCOSUL, (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), mais dois Estados associados (Bolívia e Chile), reafirmando o compromisso democrático entre os Estados membros do MERCOSUL. 

Em 08 de julho de 2004, na XXVI Reunião do Conselho do Mercado Comum, realizada em Puerto Iguazú na Argentina, a República Bolivariana da Venezuela foi admitida como Estado Associado do MERCOSUL. 

A Decisão do Conselho do Mercado Comum estabelece a necessidade de adesão ao Protocolo de Ushuaia e à Declaração Presidencial sobre o Compromisso Democrático no MERCOSUL; 

Que a democracia e o fortalecimento do Estado de Direito são pilares fundamentais da integração regional. 

Em 19 de julho de 2005, na XXVIII Cúpula do MERCOSUL, em Assunção no Paraguai foi aprovada a adesão da República Bolivariana da Venezuela ao Protocolo de Ushuaia sobre o Compromisso Democrático no MERCOSUL, a República da Bolívia e a República do Chile e à Declaração Presidencial sobre o Compromisso Democrático no MERCOSUL. 

CINEMA, SOLIDARIEDADE E MISSÃO. 

Galvão seguira sozinho para Venezuela, com ajuda de amigos, onde ficará hospedado na casa do jornalista e escritor venezuelano, Carlos Javier Arencibia (autor do livro “Testemunhos da Repressão”)
Inicialmente Missão Ushuaia, Venezuela, contaria com a participação do fotógrafo paraibano Arlen Cezar, que ficou impossibilitado de viajar, os apoios e doações conseguidos pela missão não foram suficientes para cobrir os custos da viagem para duas pessoas. 

NA BAGAGEM. 

O documentarista baiano levará além de uma câmera, cartilhas e uma bandeira do MERCOSUL, onde cidadãos venezuelanos poderão escrever mensagens na bandeira que será entregue no regresso da missão ao presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, senador Aloysio Nunes. 

“Missão Ushuaia, Venezuela pretende promover, provocar na prática a cidadania MERCOSUL, ingressarei na Venezuela, propositalmente no exercício da cidadania, usando uma RG (cédula de identidade)”, afirma Galvão, que pretende entrevistar os embaixadores dos países membros do MERCOSUL na Venezuela, familiares de presos políticos, o arcebispo de Caracas Jorge Urosa Savino, jovens, jornalistas autoridades e opositores, regressando ao Brasil dia 12 de dezembro.



ARGENTINA PEDIRÁ NO MERCOSUL SUSPENSÃO 
DA VENEZUELA DO GRUPO.

Segundo informações da Agência EFE, o presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, antecipou nesta segunda-feira (23) que, na próxima Cúpula do MERCOSUL, em dezembro, solicitará que seja aplicada a cláusula democrática contra a Venezuela pela “perseguição aos opositores e à liberdade de expressão”.

A Cúpula do MERCOSUL, prevista para 21 de dezembro em Assunção, será a estreia de Macri, que tomará posse dia 10, em encontros internacionais. 

“É evidente que cabe a aplicação dessa cláusula porque as denúncias são claras, são contundentes, não são uma invenção”, disse hoje o líder do Mudemos em sua primeira entrevista coletiva após a vitória sobre o governista Daniel Scioli no segundo turno da eleição presidencial, realizado ontem na Argentina. 

“A situação que a Venezuela vive sob o governo de Nicolás Maduro não corresponde ao compromisso democrático que nós argentinos assumimos”, acrescentou o presidente eleito, que já tinha antecipado durante a campanha sua intenção de denunciar a Venezuela no MERCOSUL caso chegasse à Casa Rosada. 

Rodrigo Constantino
Missão Ushuaia, Venezuela. 25/11/2015

CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE SERES HUMANOS.


 “Bahia registra maior número de mortes violentas no país”. 
(BOCÃO NEWS, 08/10/2015) 

“Bahia lidera número de assassinatos no Brasil, indica pesquisa divulgada 
pelo Ministério da Justiça”. (R7, 15/10/2015) 

"O número de homicídios não para de crescer em Jequié". 
(JEQUIÉ E REGIÃO, 13/10/2015) 

“Jequié: 70 homicídios, Desde janeiro, número não para de crescer na cidade”. 
(BLOG MARCOS FRAHM, 14/10/2015) 

PERFORMANCE:

Dia 1 de novembro do ano em curso, véspera do feriado de finados, escolhemos pedalar (Dado Galvão, Ioná Souza Paulo Cesar Fernandes), em direção ao cemitério do bairro “Curral Novo”, área carente de Jequié, cidade localizada no sudoeste baiano com aproximadamente 160 mil habitantes.

A ideia era fotografar bikes e ciclistas no ambiente do cemitério, onde a plaquinha fixada na Bike de Galvão, com a mensagem, “CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE SERES HUMANOS”, aparece em evidência nas fotos, para alertar que vidas estão sendo ceifadas precocemente.

Bicicletas são consideradas o veiculo do futuro, ferramenta que potencializa, traz inúmeros benefícios para a vida do ser humano de qualquer idade que se dispõe a pedalar.

Na performance (fotos) uma reflexão, provocação: veículos do futuro, ciclistas no recinto onde se enterram e guardam os mortos.

Segundo “seu Carlos”, administrador do cemitério do “Curral Novo”, com seus mais de trinta anos na profissão, aparece em uma das fotos (apontando o dedo), “nunca enterrei tantos jovens como agora”

“Quando eu vejo um adulto em uma bicicleta, eu não perco a esperança na raça humana”. (Herbert George Wells, escritor britânico) 


Fotos: Dado Galvão (documentarista)
Ciclistas: Ioná Souza (estudante), Paulo César (eletricista).