1° Exibição Pública 10 de fevereiro de 2012, 20h, Centro de Cultura ACM, Jequié, Bahia, Brasil, CONVIDADOS: Senador Suplicy, Yoani Sánchez, Esdras López (Canal 36 Honduras)

SSSSSSSSS

Cuba e a barbárie conveniente

Clique na figura para visualizar em tamanho maior

A recente ação policial para a reintegração de posse de um terreno no bairro Pinheirinho (São José dos Campos), brutal ainda que respaldada pela Justiça, foi classificada de “barbárie” pela presidente Dilma Rousseff. A expressão não saiu diretamente de sua boca, em razão de empecilhos políticos – ela está se aproximando do governador Geraldo Alckmin, chefe supremo da PM paulista. Mas a presidente certamente autorizou sua disseminação, uma forma de marcar posição em relação aos direitos humanos, que é um tema tão caro ao governo federal e a seus simpatizantes à esquerda, e ao mesmo tempo serve para dar uma canelada eleitoral nos tucanos.

No entanto, esse mesmo governo consegue dizer que a situação dos direitos humanos em Cuba “não é emergencial” – e a esquerda radical, tão eficiente na hora de reagir à “barbárie” da PM sob governo tucano, silencia a respeito da barbárie, sem aspas, da ditadura cubana – isso quando não encontra justificativas para a prisão de dissidentes políticos, em nome da “resistência contra o imperialismo”, ou mesmo quando nega a própria existência desses presos. Mas o importante, como fez o chanceler Antonio Patriota nesta segunda-feira, é dizer que “todos temos progressos a fazer” no que diz respeito aos direitos humanos, construindo absurda equivalência moral entre o estado permanente de mentira e repressão sob a ditadura cubana e as eventuais violações em países democráticos – normalmente denunciadas por seus próprios cidadãos, graças à liberdade de expressão.

Em defesa de Dilma, registre-se que ela teve a coragem de dar visto de entrada para uma famosa dissidente cubana, Yoani Sanchez, arriscando-se a melindrar os gerontocratas castristas habituados à adulação dos lulistas, criativos quando se trata de inventar argumentos para proteger notórios criminosos travestidos de “líderes revolucionários” cubanos. Com isso, Dilma revela uma importante diferença em relação a seu antecessor, cuja grande marca na relação com Cuba foi ter comparado os opositores da tirania dos Castros a bandidos comuns.

VEJA O TRAILER DE CONEXÃO CUBA>HONDURAS

Fonte: Marcos Guterman

O CINEMA CONTRIBUI PARA A LIBERDADE


Brasil, Cuba e a longa marcha dos direitos humanos na América Latina

Clique na figura para visualizar em tamanho maior

Igreja Católica, governos e organizações européias e americanas estabeleceram bons diálogos com a oposição democrática na ilha, que em algum momento irá governar Cuba.

Brasil e Cuba têm comércio bilateral significativo e diversos projetos de cooperação em áreas como saúde pública e energia. A presidente Dilma estará na ilha na próxima semana e a visita será dominadas pelos debates sobre direitos humanos. É inescapável, pelo enorme simbolismo da Revolução Cubana para a política na América Latina como uma referência em autonomia diante dos Estados Unidos e em reforma social. Mas a região é muito diferente hoje e o imaginário ocupado por Cuba é por vezes bastante incômodo. O país nunca será avaliado pelos mesmos critérios pelos quais se julgam ditaduras na China, Rússia ou Irã, e sim pelo descompasso com os padrões de seus vizinhos latino-americanos.

No auge da Guerra Fria, em meados da década de 1970, havia apenas duas democracias plenas na América Latina: Venezuela e Costa Rica – o México do PRI como um caso híbrido e ambíguo. A maioria dos habitantes da região era pobre. Naquele contexto, Cuba não se destacava pelo autoritarismo – era a regra, à direita e à esquerda – e seus indicadores sociais eram muito expressivos.

Na América Latina de hoje, o único país no qual os governantes não são eleitos pelo voto é Cuba. É certo que as democracias da região continuam frágeis e repletas de práticas autoritárias: fraudes em larga escala no México, censuras e perseguições à imprensa na Venezuela, Argentina e Equador, grandes pedaços de território controlados pelo crime organizado na América Central, Colômbia, Brasil e México. Mas os avanços são notáveis e destacam-se na comparação com os outros continentes formados por nações em desenvolvimento, Ásia e África. Prisoneiros políticos praticamente desapareceram da América Latina, a não ser em Cuba e ocasionalmente na Venezuela – além, claro, daqueles que os Estados Unidos encarceraram na base naval de Guantanamo. A pobreza caiu para um terço da população e houve ampla melhora dos padrões de vida e do consumo.

A Revolução Cubana perdeu seu apelo prático para a política da região. No Peru, México e Venezuela, os candidatos fazem campanha prometendo ser o próximo Lula – e não o futuro Fidel. As novas classes médias da região já têm dinheiro para passar férias no exterior, mas optam por conhecer os Estados Unidos ou nações vizinhas, e não a experiência socialista cubana.

Contudo, os países da região não criticam Cuba, fora uma ou outra exceção como a Argentina de Carlos Menem e o México de Vicente Fox – em ambos os casos, atitudes explicáveis mais pelo desejo dos dois presidentes em manter uma relação especial com os Estados Unidos. O regime cubano é tratado pelos governos latino-americanos como uma espécie de tio excêntrico e querido, de quem não se comenta os defeitos em respeito ao período em que foi importante na família, principalmente porque enfrentou o vizinho grandalhão e rico do qual todos tinham medo.

O mundo mudou e o velho parente irá falecer em breve. Igreja Católica, governos e organizações européias e canadenses estabeleceram bons diálogos com a oposição democrática na ilha, que em algum momento irá governar Cuba. Talvez ainda nesta década. Não é praxe das autoridades brasileiras buscar esse tipo de entendimento, em lugar nenhum do planeta, mas partidos políticos e movimentos sociais poderiam desenvolver uma agenda assim. Lançando, por exemplo, uma campanha “América Latina sem presos políticos.”

Algumas pessoas já se mobilizaram, como o cineasta Cláudio Galvão da Silva em sua parceria com a escritora cubana Yoani Sánchez. Ele a convidou a vir ao Brasil para o lançamento de um documentário sobre censura em Cuba e em Honduras. O governo brasileiro concedeu o visto, mas as autoridades cubanas desde 2004 proibem Sánchez de sair do país. Ela já foi presa e espancada por suas opiniões. A presidente do Brasil também o foi. Isso não mudará a diplomacia brasileira, digamos, com respeito às Damas de Branco. Havana não é Teerã. Mas Dilma não fará como Lula, que comparou os presos políticos cubanos a criminosos comuns.

Por Maurício Santoro, Doutor em Ciência Política, é professor do MBA em Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas-RJ e colaborador da Globo News, rádio Band News e Folha de S. Paulo.

Anistia Internacional quer apoio do Brasil a cubana


Organização solicitou ao governo brasileiro que defenda os direitos da blogueira cubana Yoani Sánchez e de todos os dissidentes, jornalistas e ativistas de direitos humanos de Cuba; comunicado foi publicado por ocasião da viagem da presidente Dilma Rousseff ao país, no dia 31 de janeiro.

247 - A Anistia Internacional divulgou comunicado nesta sexta-feira para cobrar que o governo brasileiro defenda os direitos da blogueira cubana Yoani Sánchez, que pleiteia uma viagem ao Brasil para comparecer à exibição de documentário de que ela participa, contando sua história. "A Anistia Internacional solicitou ao governo brasileiro que intervenha junto as autoridades cubanas para que seja dada permissão a Yoani Sánchez de sair e entrar do país livremente", disse a organização em comunicado, que segue na íntegra abaixo:

Anistia Internacional - A notícia de que o Brasil emitiu o visto para Yoani Sánchez, a blogueira cubana e ativista de direitos humanos, para visitar o país em virtude de um festival de cinema é um passo significante no reconhecimento da sua liberdade de locomoção. As autoridades cubanas devem agora conceder-lhe permissão para viajar ao Brasil para comparecer à exibição do documentário do documentarista brasileiro Dado Galvão, em Jequié, Bahia, em 10 de Fevereiro. O filme apresenta a história de Yoani Sánchez e outros blogueiros.

A Anistia Internacional solicitou ao governo brasileiro que intervenha junto as autoridades cubanas para que seja dada permissão a Yoani Sánchez de sair e entrar do país livremente. Em carta datada de 20 de janeiro de 2012, endereçada ao Ministro da Relações Exteriores do Brasil, Sr. Antonio Patriota, a organização urge o governo brasileiro a tomar providências neste caso como também a discutir as violações de direitos humanos em Cuba (ver carta)

A presidenta Dilma Rousseff visitará Cuba em 31 de Janeiro de 2012. Anistia Internacional insta-a a discutir com as autoridades cubanas o caso Yoani Sánchez, bem como a situação da liberdade de expressão, associação, reunião e locomoção que é de grande preocupação para a comunidade de direitos humanos. O caso de Yoani Sánchez e sua visita ao Brasil confere às autoridades brasileiras a oportunidade de engajamento com governo cubano entorno dessas questões.

As autoridades cubanas continuam a restringir severamente a liberdade de expressão, associação, reunião de dissidentes políticos, jornalistas e ativistas de direitos humanos. Dissidentes, jornalistas e ativistas de direitos humanos estão sujeitos a prisão domiciliar arbitrária e outras restrições que têm o objetivo de impedi-los de exercer atividades legítimas e pacíficas. Além disso, o governo cubano está negando a autorização de saída como uma medida punitiva contra os críticos e dissidentes do governo.

A Anistia Internacional espera que a presidenta Rousseff usará sua próxima visita a Cuba para reforçar a crescente influência global do Brasil na promoção e proteção dos direitos humanos.

Fonte: PE 247

Sexta-feira, 03 de fevereiro, 15 horas (horário de cuba) Yoani Sánchez será informada pelas autoridades cubanas, se será autorizada a viajar ao Brasil

Clique na figura para visualizar em tamanho maior

Alexandre Garcia comenta o visto concedido à jornalista cubana Yoani Sanches



Fonte: TV GLOBO

TRIBOS DO ROCK: Documentarista Dado Galvão é o entrevistado deste sábado


Yoani Sánches em sua casa em Cuba
sendo entrevistada por Dado Galvão


O Tribos do Rock deste sábado terá a presença de Cláudio Galvão. O documentarista, também conhecido como Dado Galvão, está no centro das atenções nas redes sociais, sites jornalísticos e imprensa em geral.

Nesta semana quase todos os telejornais no Brasil acompanharam a polêmica que envolve Yoani Sánchez. A escritora e blogueira é uma das entrevistadas do documentário Conexão Cuba > Honduras e tem solicitado insistentemente autorização do governo cubano para vir ao Brasil para assistir à pré-estreia do vídeo em Jequié.

Dado Galvão vai explicar ao vivo no TdR em que pé está a questão que já chegou ao Planalto, teve pitaco do ex-presidente Lula, e tem o senador Eduardo Suplicy como defensor da causa. O documentarista também vai falar dos seus trabalhos e da grande mobilização digital que vem ocorrendo nas redes sociais para sensibilizar à presidente Dilma para interceder na questão.

Ontem à noite aconteceu na Praça Ruy Barbosa um evento promovido pelo Coletivo Borda da Mata, ponto Fora do Eixo em Jequié, para mobilização em torno da causa de Yoani Sánchez. Com apoio da Prefeitura Municipal de Jequié, através da Secretaria de Cultura e Turismo, apresentaram-se o duo Finlândia (da Argentina) e o jequieense Neubera Kundera.

O Tribos do Rock vai ao ar a partir das 20h na 105 FM e pode ser ouvido ao vivo online em qualquer parte do mundo pelo site www.105jequie.com.br. É só acessar.

Fonte: Miscelânea Julio Lucas

Patriota intercede para que Cuba permita visita de Yoani Sánchez ao Brasil


A blogueira garante que fará ao Brasil uma "viagem de denúncia"

Assim que a Embaixada do Brasil em Havana recebeu a solicitação de Yoani Sánchez para a obtenção de visto, no último dia 20, o chanceler Antonio Patriota iniciou as gestões com o governo cubano em favor da blogueira. Os contatos entre as autoridades dos dois países começaram no dia 21. Uma fonte do Palácio do Planalto admitiu ao Correio que, desde o princípio, havia um consenso no governo brasileiro para a concessão do documento. Patriota obteve de Havana a “sinalização positiva” de que, caso o Itamaraty liberasse o visto de Yoani, a cubana receberia a permissão de saída de Cuba. A princípio, as autoridades brasileiras não consideraram um vídeo usado por Yoani como ferramenta de apelo à presidente Dilma Rousseff. Nas imagens, gravadas na costa oeste da ilha — de onde partiram vários balseiros rumo à Flórida —, Yoani afirmava a Dilma que não desejava sair de maneira ilegal do país.

Existe no Planalto a ideia de que a blogueira não seria uma figura política e que, por isso, não haveria motivos para negar-lhe a entrada no Brasil. A mesma fonte acrescentou que “o problema agora é de Cuba”. Yoani viria para Jequié (Bahia) para o lançamento do documentário Conexão Cuba-Honduras, do cineasta Dado Galvão, do qual ela é protagonista.

O assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo orientou a Embaixada do Brasil em Havana a conceder o visto a Yoani. “Agora, obter a autorização para sair de Cuba é problema dela”, declarou. Consultado pelo Correio, o Itamaraty negou a existência de qualquer gestão de Patriota em relação ao caso e lembrou que a emissão de uma permissão de saída é uma decisão unilateral e soberana do próprio governo cubano. O Ministério das Relações Exteriores destacou a tradição brasileira de conceder vistos e descartou qualquer intenção de provocar o regime de Raúl Castro. Ainda segundo o Itamaraty, Yoani jamais havia solicitado o documento à representação brasileira e, por isso, não o obteve anteriormente.

Por volta das 17h de ontem, Yoani usou sua página no microblog Twitter para desabafar. “Entre a esperança e o ceticismo em relação à minha viagem ao Brasil”, publicou. Duas horas antes, ela falou à reportagem e mostrou-se surpresa com a suposta negociação entre Cuba e Brasília. “Se isso ocorreu, é um sinal de que o regime de Cuba sempre escuta outros governos, a despeito de seu próprio povo”, alfinetou. “Se a resposta (de Havana) for positiva, será uma oportunidade para seguir lançando luz sobre o absurdo migratório que atinge milhares de pessoas. Vai ser uma viagem de denúncia”, disse Yoani.

Questionada sobre se pretende ficar no Brasil, com um status de refugiada, ela é enfática na resposta. “(As autoridades cubanas) Terão que me deixar entrar. Ainda que eu tenha que me converter na primeira balseira no sentido contrário”, afirmou. A expectativa era de que Yoani submetesse a documentação ao Escritório de Imigração, em Havana, na tarde de ontem ou na manhã de hoje. Caso consiga permissão de saída, ela embarcará para o Brasil por volta de 5 de fevereiro. Em 2007, a contragosto da então ministra Dilma Rousseff, o governo Lula repatriou os boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Nos círculos políticos de Brasília, acredita-se que a aceitação do regime castrista em negociar a permissão de saída para Yoani seria uma espécie de deferência à deportação dos pugilistas.

PC debate o próprio futuro
O Partido Comunista de Cuba (PC) debaterá amanhã, em uma inédita Conferência Nacional, uma centena de projetos para se modernizar, limitar o tempo para cargos de direção, acabar com a discriminação a homossexuais e incentivar as reformas do presidente Raúl Castro. Cerca de mil delegados debaterão um conjunto de medidas para separar a ação do partido da do governo e combater a burocracia. “Ou nos retificamos ou afundaremos junto do esforço de gerações inteiras”, disse Raúl Castro em agosto.


Fontes: Correio Braziliense Rodrigo Craveiro, Denise Rothenburg

Blogueira cubana espera que Dilma aborde Direitos Humanos em Cuba

Em entrevista à Radio França Internacional, Yoani diz que pretende encontrar com blogueiros no Brasil. “Também gostaria de visitar a redação de um grande jornal para conhecer uma imprensa mais livre e trazer essas experiências para Cuba”, planeja. O objetivo principal de sua viagem é participar do lançamento do documentário "Conexão Cuba-Honduras", de Dado Galvão, no qual é uma das entrevistadas.

Após ficar fora do ar, canal no You Tube volta a funcionar.

Nosso canal no You Tube http://www.youtube.com/claudiogalvaodado estranhamente retirado do ar, censurado, dia 25 de janeiro (2012) voltou a funcionar sem CENSURAS, hoje (27/01) 17h30.
Viva a liberdade de expressão!





Ponto para Dilma no visto à blogueira (Editorial O Globo)

É animadora a concessão de visto pelo governo brasileiro à blogueira cubana Yoani Sánchez, alguns dias antes da primeira visita da presidente Dilma a Cuba. Ora, dirão alguns, mas o Itamaraty certificou-se antes que Havana permitiria que Yoani viajasse ao Brasil — ela tentara permissão para deixar a ilha em 20 ocasiões, todas negadas. Claro, senão o visto seria inócuo. E vale o gesto de interceder pela dissidente.

O fato de as autoridades cubanas darem permissão demonstrará a importância que atribuem ao relacionamento com Brasília, e o papel que o país já tem, mas que ainda pode expandir, de ajuda na transição de uma ditadura comunista, algoz de seus cidadãos, para um governo que fixe um cronograma rumo à democracia.

Com essa medida, a presidente Dilma dá mais um passo para confirmar a mudança de rumo em relação à diplomacia companheira dos dois mandatos do presidente Lula. Em 2007, por exemplo, dois lutadores cubanos de boxe — Guilhermo Rigondeaux e Erislandy Lara — abandonaram a delegação aos Jogos Pan-Americanos do Rio para ficar no país, quando Tarso Genro era ministro da Justiça.

Foram presos pela Polícia Federal e repatriados em avião venezuelano. Depois, lograram escapar de Cuba.

Em fevereiro de 2010, na quarta e última visita oficial de Lula a Cuba, a chegada do presidente brasileiro coincidiu com a morte do dissidente Orlando Zapata, em greve de fome. Na ocasião, a política brasileira era de total e cego apoio ao regime castrista.

Lula lamentou a morte, mas criticou o uso da greve de fome como método de luta política. Posou sorridente para fotos ao lado dos líderes cubanos e não atendeu a um pedido dos dissidentes para que os recebesse.

Já no Brasil, foi infeliz ao comparar os presos políticos cubanos a malfeitores na frase: “Imagina se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade?"

A diplomacia companheira teve também total simpatia pelo italiano Cesare Battisti, terrorista condenado à prisão perpétua, por homicídio, na Itália, e foragido no Brasil. Um dos últimos atos de Lula foi ignorar o tratado de extradição com a Itália e conceder refúgio a Battisti, permitido, primeiro, por Tarso Genro.

A política externa brasileira tem em vista os interesses estratégicos do país, que não necessariamente são os mesmos de outras nações, como os EUA. A diplomacia companheira frisava as eventuais diferenças com alarido. Como no caso do Irã, arqui-inimigo dos EUA e tratado com deferência excessiva pelo governo Lula, segundo o rudimentar princípio de que inimigo do meu inimigo é meu amigo.

A presidente Dilma deixou claro que um dos nortes da diplomacia brasileira, sob sua orientação, é a defesa dos direitos humanos. Neste sentido, começou a se afastar gradualmente dos aiatolás iranianos. Brasília continua excessivamente cautelosa, como quando defende o diálogo entre o governo Assad e seus opositores como solução para os combates na Síria.

Mas a iniciativa de Dilma em relação à blogueira Yoani, que deseja vir ao Brasil para o lançamento do documentário ”Conexão Cuba/Honduras“, reforça a expectativa de que o país exerça liderança responsável e condizente com sua reivindicação de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Como faz, desde 2004, no Haiti.

Do Blog de Ricardo Noblat

Vídeo de Yoani Sánchez, para a presidenta Dilma, CENSURADO pelo You Tube.


Clique na figura para visualizar em tamanho maior

Clique na figura para visualizar em tamanho maior


Anistia Internacional, envia carta para o ministro Antonio Patriota, com cópia para a ministra Maria do Rosário.

(Pg 1) Clique na carta para visualizar em tamanho maior


(Pg 2) Clique na carta para visualizar em tamanho maior



(Cópia encaminhada para a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Nacional de Direitos Humanos)
Clique na carta para visualizar em tamanho maior



Conexão Cuba > Honduras (Trailer)



Jornalista e blogueira cubana recebe visto para entrar no Brasil (Um sinal positivo da diplomacia brasileira)



Fonte: TV GLOBO

Liberdade de expressão na internet ameaçada. Nosso canal no You Tube, foi violentamente retirado do ar (encerrado)




Clique nas figuras para visualizar em tamanho maior


Nosso canal no YouTube, foi retirado do ar (encerrado) na noite de (25/01/2012)

www.youtube.com/claudiogalvaodado

No canal pessoal do documentarista (Dado Galvão) no You Tube foi postado o vídeo de Yoani Sánchez para a presidenta Dilma e o trailer do documentário Conexão Cuba>Honduras.

Estaremos postando o vídeo de Yoani para a presidenta Dilma, e o trailer do documentário Conexão Cuba>Honduras, em outro canal. Esperamos que o nosso blog não seja retirado do ar também.

Por favor, solicitações, possíveis dúvidas e sugestões, entrem em contato.

55 73 8804 0132. E-mail: dadogalvao@hotmail.com



"Olá ClaudioGalvaodado,

Agradecemos o seu e-mail. Constatamos que a conta "ClaudioGalvaodado"
violou as Diretrizes da comunidade. Sua conta foi encerrada. Você está
proibido de acessar, possuir ou criar qualquer outra conta no YouTube.

Penalidade 1:
Yoani para presidenta Dilma, encontrado em
http://www.youtube.com/watch?v=GHBLwbGp2e8

Removido em 01/25/2012, por violação dos Termos de Uso.

Consulte http://www.youtube.com/t/terms e
http://www.youtube.com/t/community_guidelines

A equipe do YouTube analisa os vídeos sinalizados 24 horas por dia, sete
dias por semana, para determinar se eles violam as Diretrizes da
comunidade. Quando somos alertados sobre um vídeo ou uma conta,
investigamos e tomamos as medidas cabíveis.

Não podemos fornecemos informações específicas sobre a suspensão de contas
ou a remoção de vídeos. Para obter mais informações sobre o que
consideramos conteúdo impróprio ou conduta indevida no YouTube, visite as
Diretrizes da comunidade e as dicas em
http://www.youtube.com/t/community_guidelines e o artigo da Central de
Ajuda em http://www.google.com/support/youtube/bin/answer.py?answer=92486.

Atenciosamente,


A Equipe do YouTube"


"Com relação à sua conta:
ClaudioGalvaodado

A Comunidade do YouTube sinalizou um ou mais de seus vídeos como inadequados. Quando um vídeo é sinalizado, ele é revisado pela Equipe do YouTube com base nas Diretrizes da comunidade. Mediante análise, determinamos que os vídeos a seguir têm conteúdo que viola essas diretrizes e foram desativados:

  • Yoani para presidenta Dilma (Vídeo de Yoani para a presidenta Dilma)

Sua conta recebeu uma advertência das Diretrizes da comunidade, que será válida por seis meses. Se outras violações forem feitas, você poderá perder temporariamente a permissão para postar conteúdo no YouTube e/ou poderá ocorrer a rescisão permanente de sua conta.

Para obter mais informações sobre as Diretrizes da comunidade do YouTube e como elas são aplicadas, visite o Centro de Ajuda.

Atenciosamente,

Equipe do YouTube"

Comunicado enviado por e-mail (25/01/2012)

Um sinal positivo da diplomacia brasileira


Governo concede visto para blogueira cubana visitar o Brasil
Apesar do visto, ela precisa de autorização do governo cubano para viajar.
Presidente Dilma Rousseff fará visita oficial a Cuba no próximo dia 31.

O Ministério das Relações Exteriores concedeu nesta quarta (25), por meio da embaixada em Havana, visto para a blogueira e jornalista cubana Yoani Sánchez visitar o Brasil. Ela poderá viajar e permanecer no país por 30 dias contados a partir da entrada no país.

Apesar da concessão do visto, a blogueira ainda precisará de autorização do governo cubano para deixar o país.

No último dia 24, a blogueira anunciou por meio de sua conta no Twitter ter enviado à embaixada do Brasil em Havana um pedido oficial à presidente Dilma Rousseff para que intercedesse junto ao o governo cubano a fim de que possa viajar ao Brasil. Na carta, Yoani também pede um encontro com a presidente Dilma Rousseff.

A presidente fará visita oficial a Cuba no próximo dia 31. Ela ficará em Havana pelo menos dois dias. A viagem também prevê uma visita ao Haiti.

A cubana pretende participar, em Jequié, na Bahia, da pré-estreia do documentário “Conexão Cuba Honduras”, do documentarista baiano Dado Galvão, do qual é uma das personagens centrais. Adiada outras vezes devido à ausência da blogueira, a exibição do filme está prevista para 10 de fevereiro.

Desde que criou o blog "Generatión Y", em 2007, Yoani já teve 18 pedidos negados para deixar Cuba, três deles para vir ao Brasil, onde também tentou lançar seu livro “De Cuba com carinho” (Editora Contexto).

O Ministério das Relações divulgou no final da tarde uma nota sobre a concessão do visto à cubana. Leia a íntegra abaixo.

"Concessão de visto à Senhora Yoani Sánchez

25/01/2012 -

A Senhora Yoani Sánchez, de nacionalidade cubana, recebeu convite do cineasta Cláudio Galvão da Silva para comparecer à exibição de estréia do documentário “Conexão Cuba-Honduras”, em Jequié – Bahia, prevista para o dia 10 de fevereiro próximo.

Em 20 de janeiro, a Senhora Sánchez solicitou, junto à Embaixada do Brasil em Havana, visto de turista para viajar ao Brasil. O Ministério das Relações Exteriores informa que a Embaixada já concedeu o visto."

Fonte: G1

O Entre Aspas debate a situação em Cuba e a postura do governo brasileiro (Globo News)




Viva la revolución digital!

[Arte: Jaque Sampin]

Daqui a uma semana, a presidente Dilma Rousseff fará sua primeira visita oficial a Cuba. Um assunto que não estará na pauta de seu encontro com Raúl Castro, mas deveria, é a situação de Yoani Sanchez, que mantém desde 2007 o blog Generación Y.

Ela quer vir ao Brasil para participar do lançamento do documentário “Conexão Cuba-Honduras”, de Dado Galvão, no dia 1o de fevereiro. No filme, sobre o jornalismo praticado nos dois países (e suas restrições), Yoani é uma das entrevistadas. Apesar do convite formal, a blogueira teve o pedido para sair da ilha negado mais de vinte vezes. Ela chama esse absurdo de “imobilidade insular”, e em outra ocasião comparou os cidadãos cubanos a crianças, que precisam de autorização dos pais para viajar. “Como eu não me comportei, não tenho esse direito”.

No vídeo que a gente publica aqui embaixo, Yoani se dirige à presidente Dilma, de forma “respeitosa e humilde”. Ela apela para o que as une: “Sei que ela sentiu na pele o que é a vulnerabilidade de poder entre um governo e um indivíduo, o que é o controle excessivo, a repressão”. Como se sabe, Dilma foi torturada pelo Estado brasileiro na época do regime militar.

Este não é um blog político, embora tudo o que a gente faça na vida seja também político. (Se o nosso retrato do Rio é ensolarado e feliz, isso se deve a uma decisão – política.)

A censura é repugnante. Proibir alguém de ir e vir é inadmissível.

Felizmente, nosso país já não vive nas trevas. É possível para qualquer pessoa ter um blog, onde poste o que lhe venha à cabeça, com toda a responsabilidade que isso traz junto.

É obrigação do Brasil, como liderança na região e cada vez mais força no cenário mundial, exigir de seus interlocutores o respeito à liberdade de expressão.

Yoani é um dos pilares da revolução digital. Sem armas, sem violência. Só com opinião. Viva la revolución!

A gente convida todo mundo a compartilhar a mensagem da Yoani por aí, pra que isso ajude a sensibilizar nossa presidente. E a arte aí de cima, feita pela nossa Jaque Sampin, você também pode usar como avatar no Facebook, pra multiplicar a idéia. O Dado Galvão sugere uma campanha com a cara da presidente – você pode baixar aqui. Faça como preferir, mas apoie essa revolução!

Fonte: RIOetc

Uma foto para relembrar o passado

Clique na figura para visualizar em tamanho maior



“Devemos protestar contra todas as falhas que houver nos direitos humanos em Cuba. Não tenho nenhum problema em dizer se algo vai mal por lá, ou aqui também. Não somos um país sem dívidas com os direitos humanos. Nós as temos”
(Presidenta DILMA ROUSSEF em entrevista concedida a jornais argentinos, no início de 2011)

Blogueira cubana faz pedido oficial a Dilma

A blogueira cubana Yoani Sánchez Foto:AFP


Yoani Sánchez entrega carta na Embaixada do Brasil em Havana para visitar o país

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff, embora repita que não se envolve em assuntos internos dos países, sente-se apertar por uma saia justa criada pela situação política em Cuba, onde chega no dia 30 para reuniões com o presidente Raúl Castro.

Nesta segunda-feira, a blogueira Yoani Sánchez, uma das mais conhecidas vozes dissidentes na ilha, disse, no Twitter, que entregou uma carta na embaixada brasileira em Havana com o pedido formal para que Dilma interceda a seu favor e ela possa viajar ao Brasil.

No início do mês, Yoani havia postado um vídeo na internet pedindo o auxílio de Dilma para participar da exibição do documentário “Conexão Cuba-Honduras” na Bahia, em fevereiro. O filme, dirigido pelo cineasta Dado Galvão, tem como tema a liberdade de imprensa em Cuba e no Brasil e inclui uma entrevista com a blogueira. Ela já havia tentado deixar o país em outras 20 ocasiões.

— Dilma já viveu isso na pele. Temos esperança de que seja sensível — disse Galvão, que organiza um protesto digital, em que as fotos de cada perfil nas redes sociais seriam trocadas pela de Dilma sob interrogatório em 1970.

Até então, o Itamaraty dizia que não se manifestaria a respeito porque nenhum pedido formal havia sido protocolado. “Desde sexta-feira, 20 de janeiro, entreguei na Embaixada do Brasil em Havana a carta a Dilma Rousseff. Agora espero resposta”, disse Yoani no Twitter.

O Itamaraty confirmou a entrega do pedido, mas não informou o que Dilma fará. O governo agora será pressionado a se manifestar publicamente sobre o tema. Ainda não se sabe se a presidente tratará de direitos humanos na visita, mas o Itamaraty disse que o chanceler Antonio Patriota abordou o assunto quando esteve na ilha, na semana passada, para acertar a visita presidencial. Patriota se reuniu com o chanceler Bruno Rodríguez, e eles conversaram sobre o assunto no âmbito de discussões no Conselho de Direitos Humanos em Genebra.

Na época, o dissidente Wilman Villar Mendoza já agonizava. Após sua morte, outros dissidentes disseram que gostariam de se reunir com Dilma, mas não há nenhuma manifestação favorável por parte do Brasil.

O “Granma”, jornal oficial do regime, em editorial desta segunda-feira, chamou Mendoza de preso comum e disse que há interesses de outros em explorar o caso.

Em fevereiro de 2010, quando Lula visitava Cuba, morreu o preso político Orlando Zapata Tamayo depois de 85 dias de greve de fome. Na ocasião, Lula lamentou a morte e, pouco tempo depois, acabou criando um mal-estar ao comparar presos políticos a criminosos comuns.

País libertou três “prisioneiros de consciência”

A Anistia Internacional disse que três cubanos considerados “prisioneiros de consciência” foram libertados na sexta-feira: Ivone Malleza, Ignacio Martinez e Isabel Haydee. A Anistia estava prestes a conceder esse status a Villar, pouco antes de sua morte.

Para o presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais, o embaixador Luiz Augusto de Castro Neves, se Dilma tratar de direitos humanos ou de casos como o de Yoani, o fará em caráter reservado, nas reuniões com Raúl Castro.

— O tratamento público do assunto pelos meios de comunicação pode não ser o mais eficaz. Ela pode preferir uma abordagem junto às autoridades — disse ele.

Para Williams Gonçalves, professor de Relações Internacionais da UERJ, Dilma deve se concentrar em uma agenda de desenvolvimento da economia.

— Lula destoou da nossa história diplomática em 2010. Dilma deve respeitar a não interferência em assuntos internos.

Para Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Mackenzie, é mais factível uma ação em órgãos como o Conselho de Direitos Humanos ou a Assembleia Geral da ONU, para que Cuba tenha uma postura mais tolerante.

— Ela não vai dar apoio às Damas de Branco — resume.

Fonte: O GLOBO

“Desde 20 de janeiro, ENTREGUEI na embaixada do Brasil em Havana a carta para DILMA ROUSSEFF. Agora espero RESPOSTA.” (Yoani Sánchez por Twitter)



“Devemos protestar contra todas as falhas que houver nos direitos humanos em Cuba. Não tenho nenhum problema em dizer se algo vai mal por lá, ou aqui também. Não somos um país sem dívidas com os direitos humanos. Nós as temos”
(Presidenta DILMA ROUSSEF em entrevista concedida a jornais argentinos, no início de 2011).

No FACEBOOK (uma foto para relembrar o passado)

CUBA (Globo News Especial)

Nossa presidente fará uso desse privilégio ou preferirá celebrar uma mentira emoldurada por cebolas e cenouras?

Autor: Demétrio Magnoli - (na foto)
Sociólogo, é doutor em geografia humana pela USP.


Havel, cebolas e cenouras

Fez ontem um mês que morreu Vaclav Havel. No dia seguinte ao enterro, 80 mil manifestantes reunidos em Moscou interromperam por um minuto o protesto contra Vladimir Putin para homenageá-lo em silêncio. Eles perceberam que o mundo ficou mais pobre sem Havel. O intelectual, dramaturgo e dissidente checo ensinou, ao longo de uma vida, que o contrário do comunismo não é o capitalismo, mas a verdade.

Havel não era um dramaturgo excepcional, nem um ensaísta genial. Contra o cenário fulgurante da vida literária, artística e filosófica da Europa Central, suas peças e seus textos parecem, com apenas uma exceção notável, experimentos secundários. “A obra mais importante de Havel é sua própria vida”, disse o romancista Milan Kundera. E, no entanto, ele fez mais diferença que qualquer outro.

A dissidência comunista nasceu junto com a consolidação do poder bolchevique na Rússia. Antes de Hannah Arendt iluminar os paralelos entre o comunismo e o nazismo (Origens do Totalitarismo, 1951), figuras como Victor Serge (É meia-noite no século, 1939), Arthur Koestler (O Zero e o Infinito, 1940) e George Orwell (A Revolução dos Bichos, 1945) cortaram o corpo apodrecido do sistema soviético com o bisturi da literatura e escancararam a natureza do totalitarismo. Havel inspirou-se nesses predecessores para formular o seu diagnóstico: o mal manifestava-se como linguagem – e, justamente por isso, contaminava a sociedade inteira.

O Poder dos Sem-Poder, de 1978, é o grande voo ensaístico de Havel. Escrito logo após um encontro furtivo com o dissidente polonês Adam Michnik, o texto desvendou o segredo do poder comunista tardio. O terror stalinista, com seu cortejo indescritível de opressão e brutalidade, era coisa do passado. No lugar dele se instalara um sistema “pós-totalitário”, expressão que não pretendia conotar a superação do totalitarismo, mas uma acomodação essencial das engrenagens de controle da sociedade. O fundamento do sistema residia na mentira ritualizada.

Por que o administrador da quitanda pendura na vitrine, junto com as cebolas e as cenouras, um cartaz com os dizeres “trabalhadores do mundo, uni-vos!”?, indagou Havel. Ele não estava “genuinamente entusiasmado com a ideia da unidade dos trabalhadores do mundo”. O cartaz fora “enviado da sede da empresa ao verdureiro, junto com as cebolas e cenouras”. O homem expunha-o porque “agia assim há anos”, “todos fazem o mesmo” e “tais coisas devem ser feitas para que tudo corra bem na vida”. O pós-totalitarismo comunista operava com base no hábito, na imitação, no medo e num interesse pessoal mesquinho. A doutrina que anunciara a libertação de toda a humanidade se conservava no poder pelo estímulo organizado das inclinações humanas à subserviência, à hipocrisia e à covardia. O poder comunista pereceria quando as pessoas sem poder simplesmente se recusassem a desempenhar os papéis deploráveis que lhes haviam sido designados.

Na superfície, não parece existir nenhum traço comum entre Havel e o polonês Leszek Kolakowski. O checo nunca foi comunista; o polonês ingressou no partido na juventude, destacando-se como brilhante promessa. Por motivos políticos, as portas da universidade fecharam-se ao checo; pelas mesmas razões, abriram-se de par em par ao polonês, que cursou filosofia e, em 1950, ganhou uma viagem à “pátria do socialismo”. A visita teve consequências inesperadas, pois aquela fresta para a “desolação material e espiritual” da URSS quebrou sua fidelidade ideológica, convertendo-o em dissidente. Mesmo nessa condição, porém, um abismo o separava de Havel: o polonês entregou-se à crítica da filosofia marxista da História, transitando numa esfera teórica distante dos interesses intelectuais do checo.

Entretanto, um fio profundo une Kolakowski a Havel. De volta à Polônia, Kolakowski publicou um ensaio devastador que contestava o núcleo do pensamento marxista. A História não é previsível, escreveu, delineando um raciocínio que o conduziria à conclusão de que o stalinismo não representava uma aberração do comunismo, mas a sua plena realização. O dogma da previsibilidade da História é a fonte da noção de que os destinos da sociedade devem ser depositados no partido. Tal noção, por sua vez, esculpe a linguagem política da mentira, privando a sociedade de valores genuínos e esvaziando a vida pública de qualquer sentido cívico.

A Revolução de Veludo, de 1989, transferiu um relutante Havel dos bastidores do Teatro Lanterna Mágica para o Castelo de Praga. No cargo quase simbólico de presidente da Checoslováquia, ele convidou Frank Zappa para tocar no concerto “Adeus ao Exército Soviético”, última performance pública do músico. Também evitou que a separação entre a República Checa e a Eslováquia degenerasse nos horrores do conflito étnico. Há três anos, como ato político derradeiro, Havel inspirou a Declaração de Praga, que classifica o comunismo, ao lado do nazismo, como causa dos mais terríveis crimes do século 20. O documento solicita que o 23 de agosto, data da assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop, seja transformado em dia de memória das vítimas dos dois totalitarismos paralelos.

Dias atrás, a blogueira cubana Yoani Sánchez divulgou um apelo em vídeo à presidente Dilma Rousseff. Yoani foi convidada para a estreia do documentário Conexão Cuba-Honduras, do cineasta Dado Galvão, na Bahia, em fevereiro, mas o governo cubano continua a negar-lhe uma autorização de viagem. Ela não pode viajar porque, como ensinou Havel, escolheu “viver na verdade”, recusando-se a seguir o roteiro escrito pelo pós-totalitarismo. Todos nós podemos erguer um brinde em memória do dissidente checo. Dilma tem a oportunidade de homenageá-lo com um gesto especial: intercedendo em favor de Yoani. Nossa presidente fará uso desse privilégio ou preferirá celebrar uma mentira emoldurada por cebolas e cenouras?

Fonte: Estadão, 19/01/2012 por Instituto Millenium

Morir por Cuba


EDITORIAL EL PAÍS
El fallecimiento por huelga de hambre de un disidente confirma el enrocamiento del régimen

La muerte de Wilman Villar Mendoza tras 50 días de huelga de hambre muestra que hay disidentes cubanos dispuestos a resistir hasta el límite ante la iniquidad, pero también que el régimen castrista es incapaz de hacer concesión alguna que pueda interpretarse como debilidad. Resiste enrocado en un presente que se va eternizando, precisamente porque no tiene futuro alguno. Quien sí lo tenía y podía albergar la esperanza de llegar a vivir otra Cuba, en libertad, era Mendoza, de 31 años, padre de dos niñas. Pero sus carceleros han preferido dejarle morir.

Esta muerte ha ocurrido en vísperas del segundo aniversario del fallecimiento de Orlando Zapata, tras una larga huelga de hambre, cuyo impacto llevó al régimen a poner en libertad -es un decir en una dictadura- a 130 presos políticos. Mendoza, calificado de "preso de conciencia" por Aministía Internacional, era menos conocido. De hecho, no había entrado hasta septiembre pasado en la Unión Patriótica Cubana, presidida por José Daniel Ferrer, uno de los 12 excarcelados que accedieron a irse a España en 2011. Poco después, Mendoza fue detenido en una manifestación, pero lo acusaron, como es habitual en ese sistema, por otros supuestos delitos anteriores como desacato y desobediencia a la autoridad. En protesta por la falta de garantías en su juicio y su encarcelamiento por cuatro años, se declaró en huelga de hambre, y falleció en un hospital, tras días de internamiento en una celda de castigo donde atrapó la pulmonía por la que se le iba a tratar.

Las protestas se han sucedido dentro y fuera de Cuba. Desde Madrid, el Gobierno del PP manifestó su "pesar por este triste desenlace", y su preocupación por "la situación que afecta a los ciudadanos que expresan su disconformidad" con el régimen, solicitando la garantía de los derechos humanos, las libertades fundamentales y la "libre expresión de todas las ideas políticas sin excepción". Es una muestra de realismo. Tras más de 50 años, las medidas diplomáticas y económicas no hacen mella sobre este régimen que, acuciado por la inviabilidad del sistema y reconociendo su fracaso, se ha visto forzado a abrir algo la mano en el tema económico, aunque desprotegiendo de paso a muchos cubanos. Pero sigue bloqueando una apertura política a la que que, desde fuera y en lo poco que sea posible, hay que contribuir a impulsar. Para que, al menos, no se tengan que producir más muertes como la de Mendoza.

Entenda o caso em português

Ativista cubano condenado a prisão morre em greve de fome (LUTO)

Foto reprodução (www.diariodecuba.com/)

Wilman Villar foi preso por desacato e atentado à autoridade após participar de um protesto

O dissidente cubano Wilman Villar morreu nesta quinta-feira (19) em um hospital da cidade de Santiago de Cuba após uma greve de fome iniciada na prisão ao ser condenado em novembro a quatro anos de reclusão, informaram à Agência Efe familiares seus e fontes da oposição interna.

Segundo Elizardo Sánchez, porta-voz da Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), Villar, de 31 anos, pertencia desde setembro a um grupo chamado União Patriótica de Cuba, criado em meados de 2011 e liderado pelo ex-preso político José Daniel Ferrer.

Villar foi detido em 14 de novembro quando participava de um protesto desse grupo na localidade de Contramestre, onde vivia, e dias depois, segundo a CCDHRN, teve um "julgamento sumário" sob as acusações de desacato e atentado à autoridade, pelo que recebeu uma condenação de quatro anos de prisão.

O dissidente foi detido na prisão de Aguadores e lá iniciou uma greve de fome em protesto por sua condenação. Familiares e fontes da oposição explicaram que sua saúde foi deteriorando-se progressivamente, e na última sexta-feira precisou ser levado ao Hospital Geral Juan Bruno Zayas, em Santiago de Cuba, onde faleceu no início da noite desta quinta-feira por infecção generalizada e pneumonia.

A CCDHRN considera que o Governo de Cuba "tem toda a responsabilidade moral, política e jurídica" pela morte "evitável" de Villar, já que o dissidente se encontrava sob a custódia do Estado. Elizardo Sánchez comparou este caso ao do preso político Orlando Zapata, que faleceu em fevereiro de 2010 após uma longa greve de fome na prisão.

Embora a condenação de Villar tenha sido motivada sob as acusações de desacato e atentado à autoridade, a CCDHRN considera que o mesmo estava preso por motivos políticos.

Fonte: R7

Reflexão

“Não permitiremos nunca más que um ditador queira por a bota militar sobre uma câmera, sobre um microfone, e queira calar a voz de um jornalista independente”
(Esdras Amado López em Conexão Cuba Honduras)

Em praça pública na cidade de Jequié, acontecerá ação de Solidariedade Digital, em prol da viagem de Yoani Sánchez ao Brasil.



O Coletivo Borda da Mata, (Ponto Fora do Eixo) realizará no dia (27/01) na Praça Ruy Barbosa, em Jequié, sudoeste da Bahia, (20H) uma noite de ação humanitária, que contará com as participações da Banda Argentina FINLANDIA, e da Banda jequieense Neubera Kunderaem em solidariedade a blogueira e escritora cubana Yoani Sánchez.

Yoani Sánchez, tenta viajar ao Brasil, para participar da 1ª Exibição Pública do Documentário Conexão Cuba > Honduras, do documentarista jequieense Dado Galvão, dia (10/02) no Centro de Cultura ACM, em Jequié (20H) com entrada (franca).

O que é a campanha de Solidariedade Digital?
Em um gesto de solidariedade e humanismo digital, devemos substituir a foto do perfil pessoal no FACEBOOK, e em outras redes sociais, pela foto da presidenta Dilma Rousseff, quando foi presa pelos militares em (1970) e enviar um correio eletrônico humanitário.

No dia do evento o Coletivo Borda da Mata, (Ponto Fora do Eixo) disponibilizará computadores com acesso a internet.

Em carta, Yoani Sánchez pede para se encontrar pessoalmente com a presidenta Dilma Rousseff em Cuba.

Clique na figura da carta para visualizar em tamanho maior

“Me encantaria explicar pessoalmente os detalhes de nossa situação, a partir da humilde ótica de uma cidadã reprimida” (Yoani Sánchez para presidenta Dilma)

Carta recebida por e-mail (17/01/2012) encaminhada por e-mail ao senador Eduardo Suplicy, que encaminhará com anexo (carta convite) para a presidenta Dilma.


Em praça pública na cidade de Jequié, acontecerá ação de Solidariedade Digital, em prol da viagem de Yoani Sánchez ao Brasil.

Clique na figura para visualizar em tamanho maior

O Coletivo Borda da Mata, (Ponto Fora do Eixo) realizará no dia (27/01) na Praça Ruy Barbosa, em Jequié, sudoeste da Bahia, (20H) uma noite de ação humanitária, que contará com as participações da Banda Argentina FINLANDIA, e da Banda jequieense Neubera Kunderaem em solidariedade a blogueira e escritora cubana Yoani Sánchez.

Yoani Sánchez, tenta viajar ao Brasil, para participar da 1ª Exibição Pública do Documentário Conexão Cuba > Honduras, do documentarista jequieense Dado Galvão, dia (10/02) no Centro de Cultura ACM, em Jequié (20H) com entrada (franca).

O que é a campanha de Solidariedade Digital?
Em um gesto de solidariedade e humanismo digital, devemos substituir a foto do perfil pessoal no FACEBOOK, e outras redes sociais, pela foto da presidenta Dilma Rousseff, quando foi presa pelos militares em (1970), assinar a petição eletrônica, e enviar um correio eletrônico humanitário.

No dia do evento o Coletivo Borda da Mata, (Ponto Fora do Eixo) disponibilizará computadores com acesso a internet.

“Quem viveu aquele tempo é capaz de compreendê-lo com a razão, com a memória, e com o coração.” Presidenta Dilma



Presidenta Dilma entrega Prêmio Direitos Humanos em 2009. Durante o evento, Dilma enalteceu uma colega de luta durante a resistência ao regime militar (1964-1985), Inês Etienne Romeu, que recebeu o prêmio Direitos Humanos 2009.

Apelo de Yoani Sánchez a presidenta Dilma. "Ajude-me por favor"
No FACEBOOK (uma foto para relembrar o passado)
Assine a petição Yoani no Brasil

“Devemos protestar contra todas as falhas que houver nos direitos humanos em Cuba. Não tenho nenhum problema em dizer se algo vai mal por lá, ou aqui também. Não somos um país sem dívidas com os direitos humanos. Nós as temos”
(Presidenta DILMA ROUSSEF em entrevista concedida a jornais argentinos, no início de 2011).

Lula da Silva sugirió a Yoani Sánchez petición a Dilma Roussef

Foto: divulgação

En conversación con Radio Martí, el senador brasileño Eduardo Suplicy habló sobre las gestiones que se realizan para que la bloguera cubana pueda visitar Brasil

El Senador de Brasil, Eduardo Suplicy, envió una carta al embajador de Cuba en Brasil, Carlos Rafael Zamora Rodríguez con copia a la presidenta Dilma Roussef, solicitando intercedan ante el gobierno cubano para que permitan a la bloguera Yoani Sánchez, viajar a su país en el mes de febrero.

Entre otros puntos, Suplicy reveló que una petición de Yoani Sánchez para que la presidenta Dilma Roussef interceda ante La Habana, se hizo por sugerencia del ex mandatario Luis Inacio Lula Da Silva. El legislador dijo que espera una respuesta de la parte cubana esta semana.

El propósito de la invitación es que Yoani Sánchez participe el próximo 10 de febrero en la presentación de documental, Conexión Cuba - Honduras, del realizador, Claudio Dado Galvao da Silva, que refleja el control de los comunicadores en Cuba, y las presiones ejercidas contra el Canal 36 de Honduras durante el gobierno interino de Roberto Micheletti.

Asimismo, el senador Eduardo Suplicy también informó a Radio Martí que gestionará el caso de Yoani Sánchez ante el presidente del comité de política exterior del Senado de Brasil y ex presidente Fernando Collor de Mello, a principios de febrero.

Eduardo Suplicy también adelantó que es posible que la propia presidenta de Brasil, Dilma Roussef, aborde el caso de Yoani Sánchez cuando viaje a Cuba a finales de este mes, y que fue el propio ex presidente de Brasil, Luis Ignacio Lula da Silva, quien sugirió que Yoani Sánchez pidiera la intercesión de la actual mandataria Dilma Roussef. (ouça o áudio da entrevista)

Participe da nossa campanha humanitária no Facebook
(UMA FOTO PARA RELEMBRAR O PASSADO)
(ASSINE A PETIÇÃO YOANI NO BRASIL)